<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425</id><updated>2012-01-11T07:06:38.701-08:00</updated><title type='text'>conegovidigal</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>374</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2362855092310818307</id><published>2011-06-20T11:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-20T11:06:28.875-07:00</updated><title type='text'>MÉDICO DO CORPO E DA ALMA</title><content type='html'>MÉDICO DO CORPO E DA ALMA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho&lt;br /&gt;A cura da filha da Cananéia mostra como Jesus é, de fato, o médico do corpo e da alma. Ele que curava todas as enfermidades físicas, também vinha de encontro às doenças espirituais. Ele escutou os brados de uma mãe aflita: “MinHa filha está cruelmente atormentada por um demônio” (Mt 15,22). Após testar a humildade e a fé daquela suplicante sua faustosa resposta: “Seja como tu queres”!"E desde esse momento sua filha ficou curada”. É que Cristo, o Verbo feito carne, é o grande salvador  vindo do céu, poderoso para medicar todos os males humanos. No seu livro Confissões, assim se dirigiu Santo Agostinho ao Redentor: “Tu és o médico, eu sou o enfermo; tu és a misericórdia, eu sou a miséria” (X,28,39). Esta figura do Filho de Deus está no coração da teologia agostiniana. O grande doutor da Igreja focalizava sobretudo as curas espirituais das almas feridas pelo pecado ou vexadas pelo demônio, quando Jesus aplicava então sua terapêutica divina e, com seu poder, sempre triunfava do Inimigo. E, porém,  continua esta ação através dos tempos. Sabe sempre  diagnosticar o mal que atinge o homem e lhe oferece o remédio oportuno com uma notável competência celeste. Aliás, o próprio Jesus afirmara: “Não são os que têm boa saúde que precisam de médico, mas os doentes” (Mt 9,12). Muitas vezes as curas corporais que fazia eram também sinal de um restabelecimento espiritual. Ele olhava a situação psicossomática dos que a Ele recorriam com fé. Na parábola do Bom Samaritano ele exaltou a misericórdia de alguém devotado aos sofrimentos de um abandonado semimorto no caminho para Jericó. Era a figura dele mesmo continuamente cheio de amor para com os sofredores. A Cananéia estava aflita porque sua filha estava atormentada por satanás, que foi então inteiramente expulso daquela que ele amofinava, como, além disso, ocorreu com tantos endemoninhados. Em todos estes episódios, Cristo não  apenas debelava o mal, mas oferecia o medicamento, ou seja, uma fé profunda. Esta inclui em si a humildade, porque se deixa de confiar nos homens e nos recursos naturais, para unicamente depositar nele a certeza de que Ele é, realmente, o senhor todo-poderoso que pode restaurar  o ser racional na sua total integridade. Não há situação desesperadora, feridas profundas que Ele não possa definitivamente medicinar. Será,  contudo, pelo espelho da fé que sua ação se irradia naquele que vem implorar seu olhar clínico. Ele se fez homem para que todos os humanos, que são carnais,  pudessem perceber ao vivo sua divindade onipotente. Deste modo, se compreende melhor a dupla dimensão da Encarnação e da Redenção. Se Ele se fez carne e habitou entre nós  foi para se adaptar à humanidade sofredora que  viera remir. Demonstrou, porém, toda sua incontestável competência de médico do corpo e da alma e disto deve resultar uma confiança irremovível nele, uma esperança inalterável. São ambas os antídotos prescritos, mesmo porque não basta consultar um grande especialista, mas cumpre tomar rigorosamente os remédios. Entretanto,  grande diferença entre Cristo e os demais médicos é que ele leva a quem ele cura a participar de sua natureza divina, incorruptível, vitoriosa do mal dos males que é a morte. Pôde, com efeito, afirmar: “Quem crê em mim tem a vida eterna” (Jo 6,47).  Isto porque Ele faz transfunde sua santidade, sua justiça para o corpo e para a alma daquele que crê ser Ele  verdadeiramente o Filho de Deus que veio  para que todos tivessem a vida e a tivessem em abundância (Jo 10,10), como acontecia com a Cananéia, a clamar: “Senhor, socorre-me”. Se ela julgasse que Ele era um simples homem não teria lançado apelo tão significativo. Para que se obtenham, porém, o socorro de qualquer médico é preciso estar consciente da gravidade do mal e desejar a saúde, insistir, lutar, pedir. Eis porque o mesmo Cristo advertiu: “Pedi e recebereis, buscai e encontrareis, batei e  a porta se vos abrirá” (Mt 7,7). A Cananéia havia irritado de maneira tal os discípulos que eles tinham dito ao Mestre: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. Ela, porém, foi persistente e, até, argumentou com Jesus, usando os próprios termos por Ele usados: “Até os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos”, demonstrando não só uma profunda humildade, mas, sobretudo, a vontade firme de obter a cura da filha. Às vezes, Deus tarda um pouco a responder, mas se trata de um método pedagógico e tende a educar a pessoa a reconhecer a profundidade do mal em tela e a aumentar a fé no seu poder. Eis porque, antes de proclamar a cura da filha da Cananéia, ele a elogiou: “Mulher, grande é a tua fé!" Nunca se deve esquecer que o tempo de Deus não é o tempo dos homens e que Jesus, o Médico divino, jamais falha e se deixa tocar sempre pelos que nele inteiramente confiam. *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2362855092310818307?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2362855092310818307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/medico-do-corpo-e-da-alma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2362855092310818307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2362855092310818307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/medico-do-corpo-e-da-alma.html' title='MÉDICO DO CORPO E DA ALMA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-898072779210356717</id><published>2011-06-18T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-18T06:03:05.042-07:00</updated><title type='text'>JUBILEU DO PAPA</title><content type='html'>JUBILEU DE ORDENAÇÃO  SACERDOTAL DO PAPA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;No  dia 29 de junho deste ano  completam-se sessenta anos da ordenação sacerdotal do Papa Bento XVI, cuja cultura continua encantando a quantos o escutam, lêem e estudam seus livros. Os experts em ciências religiosas proclamam a profundidade de sua cosmovisão e de sua hermeutica das Escrituras, trazendo para o contexto atual diretrizes luminosas e abordando ângulos que passam desapercebidos a muitos que não decodificam a magnitude das verdades reveladas. Firmeza teológica sempre o distinguiu e isto explica, inclusive, a maneira sábia com que vem  hoje orientando a Igreja. Realiza ele em plenitude o que sempre desejara seu antecessor Pio XII, ou seja, é sadiamente moderno. Suas encíclicas  demonstram uma abertura admirável diante dos problemas atuais e fazem respirar a atmosfera do novo milênio numa nova visão de um cristianismo que deve dar forma à mentalidade dos que vivem todo o bulício de uma época inteiramente diferente com suas luzes e obscuridades, grandes realizações e retrocessos que afetam a dignidade do ser humano. Antes mesmo de ser ordenado presbítero, a seis décadas passadas, como estudante de teologia  ele sempre propunha novas questões e visava uma espiritualidade que descobrisse a alegria imensa da Redenção operada por Cristo. É que a imensa riqueza da doutrina deixada pelo Mestre divino e conservada pela tradição dos grandes teólogos pode e deve criteriosamente ser aprofundada e expressa nos diversos contextos históricos para que a Boa Nova ilumine ininterruptamente todas as gerações. A missão de Bento XVI de estar à frente do Rebanho do Redentor nos primeiros anos de um novo milênio tem acentuado sua capacidade de entender os novos tempos sem comprometer a essência da mensagem cristã. Embasado num conhecimento extraordinário do tomismo, o que o permite comunicar com uma limpidez encantadora, ele faz aparecer de uma forma notória o personalismo agostiniano que dá um tom especial no seu modo de expressar. Um exemplo disto é a distinção que Joseph Ratizinger deixa clara entre a sabedoria e o conhecimento, os quais devem estar sempre conexos, aliados, contudo, a uma grande humildade para se poder ter acesso à verdade.  Em São Boaventura, vulto notável do neo-agostinismo, portanto, continuando assim na alheta do Bispo de Hipona, se pode pinçar no pensamento ratizingeriano laivos da noção modernista de subjetividade o que fez com que ele já como papa pudesse apresentar suas reflexões pessoais sobre lances da vida de Cristo sem comprometer a objetividade dos fatos narrados no Evangelho. Cristo sempre o centro de todo conhecimento, mas apenas a fé é capaz de separar a luz de qualquer obscuridade, mesmo porque seu campo ultrapassa de muito as conquistas da razão, é bem mais vasto. Deve-se, de fato, buscar um posicionamento correto entre o fideismo e o racionalismo. Estava, assim, o atual Papa bem escudado para enfrentar os desafios intelectuais e culturais do final do século vinte, tendo podido influenciar positivamente nos documentos do Concílio Vaticano II. Sua colaboração foi decisiva sobretudo para os textos sobre a Igreja, a Revelação divina, a atividade missionária da Igreja. Deste modo ele impediu que aspectos meramente sociológicos prevalecessem. A doutrina cristã não poderia se ajuntar aos conhecimentos humanos meramente como um toque final. Tudo que se acredita  no Credo cristão, por ser profissão de fé, pode e deve estabelecer sua inteligibilidade e sua racionalidade próprias.  A Cruz estabelece um divisor de águas entre a Igreja e o mundo. A Igreja não deveria nunca perder sua identidade por entre as ondas das correntes filosóficas contemporâneas. A mensagem cristã é a única verdadeira força de libertação, foi a postura firme de Ratzinger por entre as discussões conciliares. A salvação só pode advir do Evangelho, não da filosofia ou da ciência, seja ela qual for. Baseado nestas convicções, como Papa, ele tem podido orientar os cristãos por entre as grandes mudanças trazidas pelo último Concílio e os sinais dos tempos. Para ele os desertos da pobreza, da fome, da sede, do abandono, da solidão, do amor destruído, do afastamento de Deus, todos os desertos exteriores  são resultados dos desertos interiores.  Eis suas palavras no livro-entrevista “Luz do mundo”: “Que o homem está em perigo e que coloca em perigo a si mesmo e ao mundo, hoje é confirmado também por dados científicos.  Pode ser salvo se em seu coração crescerem as forças morais; forças que podem brotar somente do encontro com Deus. Forças que opõem resistência”. É, por tudo isto, que a sólida cultura de Bento XVI tem sido capaz de revestir de tanto esplendor a Cátedra de Pedro, chegando, após sessenta anos de sacerdócio, a ostentar a pujança de uma sabedoria que não se dobra às invectivas do positivismo nem de um modernismo espúrio, porque fundada num profundo conhecimento teológico. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-898072779210356717?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/898072779210356717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jubileu-do-papa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/898072779210356717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/898072779210356717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jubileu-do-papa.html' title='JUBILEU DO PAPA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6729452934485346135</id><published>2011-06-15T09:03:00.001-07:00</published><updated>2011-06-15T09:03:57.356-07:00</updated><title type='text'>CORAGEM! NÃO TENHAIS MEDO</title><content type='html'>CORAGEM! NÃO TENHAIS MEDO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Mais do que nunca no contexto atual é necessário fixar as palavras de Jesus a seus tímidos Apóstolos ao O avistarem andando sobre o mar: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mt,14,26-27). A insegurança interior, fruto da falta de confiança no divino Redentor, gera medo, com todas os desdobramentos de fobias inconsequentes. O pavor se caracteriza por temores irracionais que agridem determinados indivíduos em certas situações. Trata-se de um pânico intenso, persistente e desproporcionado. Há a fobia social, a específica e a ansiedade generalizada. Pela primeira, a pessoa se sente hesitante em qualquer ambiente no qual se encontra imersa num desconforto contínuo. Neste caso, além de faltar a confiança integral na força de Cristo, se esquece que “não é o lugar que faz a pessoa, mas a  pessoa é que faz o lugar”. Não se deve jamais transferir para os outros a precariedade interior, pois, a sociabilidade e a socialização integram a pessoa, não a desestruturam. Quanto a fobias específicas as quais se refletem na postura diante de determinadas circunstâncias são fruto ou de superstição, de preconceitos infundados  ou de exageradas preocupações que podem levar ao estresse, o qual partureja a aflição generalizada. Ai, além de um bom discernimento, também a certeza da proteção divina é a solução. Vale o lema: “Ajuda-te que o céu te ajudará”, ou, como diz belíssimo cântico: “Segura nas mãos de Deus e vai”! Falou o Evangelista que os discípulos ficaram apavorados, vendo Jesus caminhar sobre as águas, e sua imaginação os levou a um erro que seria fatal. “Ali estava o Mestre querido e eles viam um fantasma”. A eles e a todos que se deixam levar por fantasias incoerentes Jesus está a dizer: “Coragem! Sou eu, não tenhais medo”. Quando se duvida, como logo depois aconteceu  também com Pedro que recebera a permissão de ir até Jesus, andando sobre as águas, o Senhor recriminará sempre: “Fraco na fé, por que duvidaste?” É preciso, contudo,  em qualquer hipótese invocar o poder do Filho de Deus, como, aliás, o fez São Pedro: “Senhor, salva-me”. Foi o que ocorreu, outrossim, com São Paulo que narra um problema sério com que ele se deparou, ou seja, um espinho na sua carne. Ele pediu três vezes,  isto é, inúmeras vezes, que o Senhor o libertasse. Este, entretanto, disse ao Apóstolo o mesmo que transmite a cada um de seus discípulos: “Basta-te a minha graça, pois é justamente na fraqueza que a força da graça mostra a sua potência” (2 Cor 12,7-9). São Paulo apreendeu bem a lição e concluiu: “É, pois,  de boa vontade que me ufanarei de preferência de minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. Por isto sinto prazer nas pusilanimidades, nos opróbrios, nas necessidades, nas perseguições, nas angustias por Cristo.  Porque quando sou fraco então é que sou forte”. Estava revestido de uma inabalável confiança naquele que era sua fortaleza. Mais tarde o próprio São Pedro aconselhará: “Lança sobre Ele todos os vossos cuidados, porque Ele se ocupa de vós” (1 Pd 5,7). Narra-se que certo cristão teve um sonho no qual estava andando nas areias do deserto atrás de Jesus e ia colocando os pés nas marcas deixadas por Ele. Em certo momento o Mestre desapareceu e ele ficou apavorado e caminhava trêmulo com medo de se extraviar e não ter forças para chegar ao fim do percurso. Momentos difíceis. Pensando em Cristo venceu os obstáculos, mas se queixou porque Ele o havia abandonado. A resposta de Jesus foi significativa: “Eu não te abandonei, simplesmente te tomei em meus ombros e, por esta razão, venceste o medo”. Fato real, porém, aconteceu com Santa Teresa de Ávila que era  muito tentada pelo Inimigo, sobretudo no que tange à  vaidade. Ela, contudo, pugnava bravamente, mas, certo dia, imersa nas tribulações, após mais uma vitória, indagou de Cristo onde ele estava, enquanto ela passava por momentos tormentosos, apavorantes. Jesus lhe respondeu: “Teresa, estava dentro do teu coração, para robustecê-lo”. É que Ele nunca abandona o seu seguidor, mas exige integral confiança! Esta é o antídoto contra o desânimo, a depressão, a desesperança. Tudo depende da boa relação com o Pastor divino que leva a uma segurança que envolve todo o ser humano que fica imbatível diante das intempéries e imune de qualquer medo na travessia do mar da vida. Nada de projeções pessimistas, de incertezas, de vãos temores. Os ventos das provações são inevitáveis, mas com Jesus não esmorecem nunca e, passada a tempestade, se pode repetir com os que já estavam com Ele tranquilos no barco: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!”, ou  com Paulo de Tarso: “Eu sei em quem eu confiei”! (2 Tm 1,12). *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6729452934485346135?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6729452934485346135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/coragem-nao-tenhais-medo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6729452934485346135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6729452934485346135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/coragem-nao-tenhais-medo.html' title='CORAGEM! 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Queixou-se por ter Ele chegado tão tarde: “Se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”. Segundo ela, portanto, teria sido necessário que o Filho de Deus estivesse presente localmente e tivesse intercedido antes da morte ocorrida. Quando Jesus lhe fala da ressurreição ela diz que acreditava na ressurreição de Lázaro, mas mais tarde, no “último dia” e pensa logo no fim dos tempos. Jesus, contudo, teria apreciado mais que a fé ardente de Marta nesta verdade fizesse com que ela  já visse nele toda a vida e toda a ressurreição, ou seja, que quem nele crê já possui em si o esplendor desta verdade. A fé que necessita ter o cristão deve ser bem mais firme do que a tímida fé que  Marta possuía. Com efeito, muitas vezes se acredita que haverá a ressurreição, mas Jesus quer que todo o olhar se ligue nele, se volte para Ele, se centralize nele, e, desde agora, se adore nele a força que possui para  nos ressuscitar. Isto significa que é dele que vivemos e que experimentamos sempre  a vida nova recebida no batismo, pois nele a ressurreição já está preparada e consumada. Esta foi uma das  grandes lições que ele deixou nesta sua ida a Betânia. Como, outrora a Marta, ele indaga a cada um de seu seguidor: “Crês isto”? Ele exige que tal realidade seja vivida no dia a dia, trata-se de crer e viver constantemente em função desta crença arraigada na vida eterna com todas as suas fulgentes consequências. Pela fé se pode experimentar no presente o que será acontecerá no futuro. Cumpre, simplesmente, seguir o conselho de uma grande santa: “Olhar sempre para  Jesus que é a ressurreição e a vida”. O que  não se  pode esquecer é que a preparação para a ressurreição prometida por Ele, a qual é necessário degustar desde já, deve coincidir com um processo espiritual de constante purificação interior. Ressuscitado com Cristo no batismo, o cristão precisa oferecer à vida divina passagens em toda sua existência até poder repetir o que São Paulo disse aos Gálatas: “Já não sou eu quem vive é Cristo quem vive em mim” (Gl 2,20). Tal foi, de fato, o grande objetivo da vinda do Filho de Deus a este mundo, perfeito como o Pai, mas revestido da natureza humana ele veio a esta terra agir, falar e querer como poderia agir, falar e querer um homem-Deus. A vivência da vida divina era muito mais difícil antes da Encarnação e Ele veio revelar como esta realidade seria possível. Por isto, antes de ressuscitar a Lázaro, tendo em vista outros objetivos como preparar a sua própria ressurreição, Ele patenteou a Marta a necessidade de uma integral certeza de que Ele era a própria ressurreição e a vida. São Paulo decodificou magnificamente esta doutrina do Mestre Divino e asseverou aos romanos: “Àqueles que ele distinguiu na sua presciência, predestinou-os também para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que este seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm 8,29). São João explicará: “Deus enviou ao mundo o seu Filho unigênito para que por seu meio tivéssemos a vida” (1 Jo 4,9). Portanto, quem está revestido de Nosso Senhor Jesus Cristo já está ressuscitado com Ele. Eis porque Jesus na sua oração ao Pai assim se expressou: “Ora, a vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo que enviaste (Jo 17,3)”. A incorporação a Cristo é uma obra árdua até que a vida do cristão se confunda com a dele e que  esteja identificado com a pessoa do Redentor. Este cristão já se percebe um ressuscitado pela força de Jesus que cobre seus defeitos com Sua perfeição, sua dúvida com Sua sabedoria, sua morte com Sua vida, suas flutuações emocionais com Sua constância. Bem se diz que o batizado é outro Cristo, mas isto deve significar que sua personalidade esteja imersa na de seu Salvador, sua vontade conformada com a dele, toda a vida animada com seu Espírito, compenetrada de sua ternura, impregnada de seu amor, ou, numa palavra, que o ser mortal esteja revestido da imortalidade de Cristo. Aos Filipenses São Paulo poderá confirmar o que dissera aos Gálatas: “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). Era esta a verdade que Jesus quis passar a Marta, pois é nele que deve estar fixada toda a existência cristã que tem sua razão de ser nele no qual se deve viver desde já, pois Ele é, realmente, a Ressurreição e a Vida e, por isto, não há mais tristeza, ansiedade, medo, aflição, porque do contrário a fé que nele se deve ter não seria perfeita. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2894249845682471951?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2894249845682471951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jesus-ressurreicao-e-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2894249845682471951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2894249845682471951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jesus-ressurreicao-e-vida.html' title='JESUS A RESSURREIÇÃO E A VIDA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6400772602494962327</id><published>2011-06-13T06:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T06:16:43.017-07:00</updated><title type='text'>CINCO PÃES E DOIS PEIXES</title><content type='html'>CINCO PÃES E DOIS PEIXES&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Entre as mensagens que a prodigiosa multiplicação dos pães oferece não se pode deixar de admirar a imensa munificência de Cristo ante a perplexidade dos seus discípulos a lhe dizerem  num lugar deserto: “Despede as multidões para que possam ir aos povoados comprar comida”. (Mt 14,13-21). Eles tinham apenas cinco pães e dois peixes, mas ali estava o  poderoso Filho de Deus que possuía um coração transbordante de amor e que se compadeceu de quantos tinham vindo a Ele. O Evangelista detalhou que eram mais ou menos cinco mil homens sem contar mulheres e crianças. O pouco que havia não inquietava o Mestre. O que contava a seus olhos era Sua intenção sincera de realizar um ato de generosidade. Ele ensinaria que se deve fazer o bem ainda que as dificuldades sejam enormes e deixaria o seu recado de que nunca o nosso pão é tão pequenino que não o possamos repartir com o próximo em necessidade. O que conta diante de Deus é a reta intenção de ajudar o irmão em todas as circunstâncias. O amor aos outros é indissociável do amor de Deus, pois os dois mandamentos são o vértice e a chave da Lei. Dirá São João: “Quem não ama seu irmão a quem vê não poderia amar Deus a quem não vê”. São Paulo mostrará  aos Gálatas que “toda a lei compendia-se nestas simples palavras: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gl  5,14). Trata-se da obra única e multiforme de toda fé viva. Portanto, no fundo, só há um só amor. Este, porém, se manifesta na doação. Lembrava, com razão,  Victor Hugo: “O Espírito enriquece com o que recebe, o coração com o que dá” lembrava Victor Hugo. Entretanto, cumpre observar que o amor do próximo é essencialmente religioso. Não é uma simples filantropia. Com efeito, o modelo é o próprio amor de Deus. Além disto, sua fonte é a obra divina no interior de cada um. Não poderíamos ser misericordiosos com o Pai celeste, se o Senhor não no-lo ensinasse, como mostrou São Paulo aos Tessalonicenses: “Quanto à caridade fraterna, não precisais que eu vos escreva, pois vós mesmos aprendestes de Deus a amar-vos uns aos outros” (Tl 4,9). Foi o que ele frisou também aos Romanos: “O amor de Deus se encontra largamente difundido nos nossos corações pelo Espírito Santo, que nos foi dado” (Rm 5,5). O fundamento de tudo isto é que o próprio Deus nos toma por filhos, como ensinou São João: “O amor vem de Deus e  todo aquele que ama é gerado por Deus  e conhece a Deus {...] porque Deus é amor (1 Jo 44, 7-8). Amando os nossos irmãos amamos o próprio Senhor como está no relato do Juízo universal: “Na verdade vos digo que tudo que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes (Mt 25,40). É de se notar ainda como base do magno ensinamento de Jesus quando multiplicou os pães o fato de formarmos o Corpo de Cristo e, por isto, o que se passa com o próximo não pode ser indiferente ao verdadeiro cristão. Aí está a razão pela qual Cristo fez do preceito do amor o seu sublime testamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” (Jo 13,34). Tão grande dileção não permitiria que Ele despedisse a multidão faminta e, ao mesmo tempo, deixasse de oferecer tão inefável lição. Ele desejava deixar claro que seu amor continuaria a se exprimir através da caridade que os discípulos mostrassem entre si. Amando como Cristo os cristãos viveriam uma realidade divina e eterna. A  fraternidade deveria ser uma comunhão total na qual cada um se engajaria com toda sua capacidade de amor e de fé. Trata-se de um amor exigente e concreto. Tocante o desejo que Jesus expressou ao Pai: “Que o amor com que me amaste esteja neles e eu neles” (Jo 17,26). A generosidade seria inclusive a carteira de identidade do batizado: “Nisto todos vos reconhecerá como meus discípulos: no amor que tiverdes uns para com os outros” (Jo 13,35). A quididade, a essência, desta dileção é a doação. Foi o que o Apóstolo compreendeu e pôde proclamar: “Fiz-me tudo para todos para a todos salvar” (1 Cor 9,22). O coração do cristão deve ser como a Hóstia Consagrada, que é outro Pão multiplicado maravilhosamente por Jesus, no qual  cada parcela infinitésima em que fosse dividido seria capaz de conter, vivo e perfeito, o tesouro do amor do Coração daquele que se apiedou da multidão lá no deserto. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6400772602494962327?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6400772602494962327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/cinco-paes-e-dois-peixes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6400772602494962327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6400772602494962327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/cinco-paes-e-dois-peixes.html' title='CINCO PÃES E DOIS PEIXES'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5127418466720052203</id><published>2011-06-13T05:55:00.001-07:00</published><updated>2011-06-13T05:55:31.716-07:00</updated><title type='text'>DIA DO PAPA</title><content type='html'>DIA DO PAPA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Este ano dia 4 de julho voltam-se ainda mais intensamente os pensamentos para Roma. Não a Roma capital da Itália, mas a Roma dos Papas, capital do mundo católico, a única que merece o nome de cidade eterna, onde reside aquele que, como legítimo sucessor de Pedro governa a Igreja de Cristo, orientando todo o mundo para os caminhos da Verdade e da Justiça. Sua autoridade lhe advém do próprio Redentor da humanidade, o que exige total submissão ao dirigente máximo da cristandade. Quem percorre com atenção o Evangelho percebe como o Mestre divino organizou uma sociedade da qual ele seria o chefe invisível, mas da qual um dos seus apóstolos seria o chefe visível, dando-lhe uma soberania espiritual, a fim de guiar com sabedoria o seu rebanho. Ele escolheu o Apóstolo Pedro e lhe conferiu   a primazia, isto é, o primeiro lugar entre os apóstolos. Quando os interpela sobre a fé no Messias,  Pedro é o primeiro que responde em nome de todos: “Tu és o Cristo, filho do Deus vivo” (Mt 18,16).  Jesus prega à multidão espalhada pelas margens do lago de Genezareth e é Pedro quem cede a sua barca de pescador para servir de púlpito ao Filho de Deus. Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, mas o único designado nominalmente é Pedro, como registrou São Paulo na Carta aos Coríntios: “Cristo ressuscitou  ao terceiro dia, segundo as escrituras, apareceu  a Cefas, depois aos doze” (1 Cor 15,4) . Dois discípulos haviam corrido ao lugar onde havia sido sepultado o Ressuscitado, mas um deles foi mais rápido, mas  aguardou  Pedro, como bem narrou  São João: “Chegou também Simão Pedro e, entrando, viu as ataduras que estavam no chão e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus [...] Entrou então, também, o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro”  João 20,6 ss) . Após Pentecostes, belíssimos os discursos que São Pedro fez diante dos judeus, afirmando solenemente: “Esse Jesus, Deus o ressuscitou e disso nós todos somos testemunhas” (Atos 2, 14-36; 3,11-25). No Concílio de Jerusalém, ele ergueu-se e, com toda autoridade, falou e declarou firmemente que era pela graça do Senhor Jesus que somos salvos e do mesmo modo também os pagãos (Atos 15, 7-11). A questão estava resolvida, pois os judeu-cristãos exigiam dos que eram oriundos do gentilismo as observâncias legais, inclusive a circuncisão como necessárias à salvação. É que Jesus, depois de ter dado a Pedro a primazia, lhe conferiu o poder para sabiamente orientar. É que, após sua ressurreição, antes de deixar o mundo, perguntara a ele: “Pedro, tu me amas?” Depois da afirmação franca, sincera e ardente do Apóstolo e, na verdade, por três vezes repetida, este recebeu esta ordem: “Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15-17). Essa supremacia conferida ao primeiro Papa, sendo parte essencial da constituição da Igreja, devia durar tanto quanto a própria Igreja, e passar da fronte de Simão Pedro para  todos aqueles que o sucedessem. Pedro, tendo fixado a sua sede na cidade de Roma, esta tornou-se o centro da Igreja, e os poderes dele se transmitiriam por direito divino à sucessão dos Bispos que lá presidem.  Os Papas, porém,  sofreriam o exílio, o cativeiro, as perseguições, mas tudo isto nada tiraria a primazia dos sucessores de Pedro. Em Ravena, em Salerno, em Avignon, em Savona, em Fontenebleau, em Gaeta, o Papa sempre permaneceu bispo de Roma, exercendo  sobre o mundo o tríplice poder de Chefe, de Mestre e de Pastor, poder recebido de Deus e reconhecido pela história da Igreja em todos os tempos. Como Pedro, o Papa é Mestre supremo, Mestre da doutrina e da verdade. Cumpre também defender a doutrina, e o Papa a defende, nunca deixando de condenar os erros. É necessário, além disto,  definir a doutrina, esclarecer os espíritos, explicar os seus desenvolvimentos e formular as conclusões. Tal tem sido através dos tempos a missão dos sucessores de Pedro. São eles que condenam as heresias, reúnem os Concílios, definem os dogmas e guiam a Igreja de Deus por entre as revoltas que surgem nos diversos contextos históricos, sem que jamais as potências do inferno prevaleçam contra ela. Como Pedro, o Papa é o pastor supremo das almas. É realmente dele que vem a instituição canônica dos Bispos, do Chefe da Igreja partem as leis do culto, da oração, da disciplina, em uma palavra, todos os tesouros dessa munificência espiritual, que não é somente a ação da autoridade e da verdade, mas ainda da caridade em toda sua expansão, abraçando na mesma unidade todos os fiéis e transmitindo à Igreja militante e padecente os dons divinos do céu.  No dia consagrado ao primeiro dos Pontífices, ao apóstolo Pedro, tais  preces  sobem, de modo especial,  ao trono  de Deus com  votos de que Ele ilumine sempre Bento XVI, gloriosamente reinante,  com suas luzes para glorificação da Igreja, para a paz do mundo e  para salvação das almas. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5127418466720052203?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5127418466720052203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/dia-do-papa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5127418466720052203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5127418466720052203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/dia-do-papa.html' title='DIA DO PAPA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2212328811947923404</id><published>2011-06-13T05:52:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T05:53:00.601-07:00</updated><title type='text'>O SEGUIDOR DE CRISTO E A CRUZ</title><content type='html'>O SEGUIDOR DE CRISTO E A CRUZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Uma das advertências incisivas de Cristo, que cumpre seja sempre refletida, foi esta: “Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim” (Mt 10,18). Fica, portanto, claro que quem quer seriamente segui-lo deve carregar sua própria cruz. É isto  uma exigência a que todo cristão deve se submeter. Trata-se da cruz de cada dia, pois, num vale de lágrimas, esforços constantes são necessários para o próprio aprimoramento espiritual. Os sofrimentos, as amarguras, as tribulações estão sempre presentes de uma forma ou de outra, mas feliz quem as transforma em pérolas preciosas para a eternidade. A felicidade perene  não se adquire por um simples ato de virtude ou um sacrifício pontual. Toda energia, toda coragem nos mínimos sacrifícios de cada momento lançam a vida nesta terra bem longe da mediocridade, do comodismo. Cada instante é uma nova ocasião para caminhar fielmente, vencendo-se a si mesmo com generosidade e sinceridade. Note-se que Jesus determinou que é preciso segui-lo, dado que Ele carregou primeiro a sua cruz, deixando um exemplo a ser adotado. O mistério da cruz de Cristo transcende os séculos e os verdadeiros cristãos vivem o que dizia São Paulo: “Quanto a mim só quero me gloriar da cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! (Gl 6,14). Isto não quer dizer que se refaz o que o Redentor realizou a dois mil anos, mas se unir ao dom feito por Ele  de si mesmo e que atravessa os tempos. Muitos são os que pensam em fazer penitências extraordinárias, quando o que Deus quer são as penas ordinárias de cada hora aceitas de uma maneira extraordinária, porque  se acha unido o cristão ao seu Salvador. Em qualquer momento  desta vida o ser humano convive com as dificuldades mais variadas, mas cumpre sobrenaturalizá-las  A dor e a aflição acompanham o ser racional desde o nascer ao fim de sua trajetória terrena.  De fato, que idade, que tempo, que lugar, que condição social se viu jamais isento de sacrifícios? É ajuizado aquele que abraça a sua cruz com  a abnegação, com a renúncia, com a mortificação. A vida do autêntico cristão pode parecer dura, mas é meritória; pesada, mas é alegre. É o que acontecia com os santos os quais no meio de suas cruzes conservavam a calma, a  paz, o júbilo, a santa resignação e conformidade com a vontade divina.  Eles amavam a cruz e conheciam seu valor. Vivenciaram as palavras de São Paulo: “Realmente, o leve peso da nossa tribulação do momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória” (2 Cor 5,17). O autor do livro “Imitação de Cristo” lembra que “na cruz está a salvação, na cruz encontramos a vida, na cruz nos defendemos dos inimigos, na cruz recebemos infusões de celestial suavidade, na cruz se robustece a mente, na cruz se encontra o gozo do espírito, na cruz se acha a súmula da virtude, na cruz  se adquire a perfeição da santidade” (Lv II, 12). É preciso que o cristão saiba sempre combater o bom combate a que se refere o Apóstolo das Gentes (2 Tm 4,7). O temor do sacrifício, as desilusões, os próprios defeitos não dobram uma vontade firme, forte, enérgica e constante. Carregar a cruz, como deseja Jesus, é exercer também a disciplina da vontade, agindo seu discípulo  com reflexão, sem se deixar levar pela rotina, pelo capricho do impulso do momento e de qualquer paixão desordenada. A precipitação impede de se agir com retidão.  A serenidade, a calma, a tranqüilidade só as possuem quem domina com vigor seu modo de atuar. Não é fácil lutar contra a lassidão, a indolência que conduzem à omissão no cumprimento dos deveres diários. A fuga da ociosidade requer disposição contínua para que, num trabalho bem direcionado, se possa ter um auto-domínio que demanda pugna ininterrupta, custosa. Deste modo, em todas as circunstâncias da vida, há como colocar em prática a determinação de Cristo, carregando com sapiência,  nos traços de seus passos. Assim, para se viver plenamente esta espiritualidade da cruz todo cristão deve, portanto, ter seus olhares voltados para Cristo e, corajosamente,  segui-lo. Apenas deste modo se experimenta a exemplaridade do Mestre divino, experiência que é sempre elemento essencial para se atingir uma melhor perfeição na caminhada rumo à Jerusalém celeste. Este convívio sábio com as incongruências do dia a dia traz imperturbabilidade e impede uma projeção pessimista quanto o dia de amanhã, porque o cristão fica prevenido e armado contra possíveis dissabores, porque saberá enfrentá-los sob a luz do divino Crucificado e repete ufano com o Apóstolo: “Eu tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4,13). * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2212328811947923404?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2212328811947923404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-seguidor-de-cristo-e-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2212328811947923404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2212328811947923404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-seguidor-de-cristo-e-cruz.html' title='O SEGUIDOR DE CRISTO E A CRUZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2285730859260004485</id><published>2011-06-13T05:50:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T05:51:12.718-07:00</updated><title type='text'>CORPUS CHRISTI</title><content type='html'>CORPUS CHRISTI&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho&lt;br /&gt;O motivo principal para a instituição desta festa foi a revelação que teve Santa Juliana de Mont Cornillon, em Liège na Bélgica. A ela deu-se uma aparição  de um disco luminoso, com uma franja escura. A interpretação deste fato foi que o disco luminoso significava o ano litúrgico e a franja escura o vazio que se encontrava nele pela ausência de uma festa em honra ao Santíssimo Corpo de Cristo. Santa Juliana falou do acontecido ao seu confessor, que comunicou o fato a vários teólogos, a fim de darem seus pareceres. Entre eles se encontrava o provincial dos dominicanos, Hugo de Thierry, e o cônego de Liège, Jacques de Troyes. Este insistiu com o bispo Roberto para que a festa fosse estabelecida na diocese de Liège  em 1246. Anos mais tarde Jacques de Troyes foi eleito Papa, com o nome de Urbano IV, o qual  estabeleceu a festa do Corpus Christi em toda a Igreja. A procissão do Corpus Christi aconteceu mais tarde, sendo que as primeiras tiveram início em Colônia, na Alemanha. Ao princípio se levava o Santíssimo fechado na píxide. Aos poucos se queria contemplar a Hóstia Consagrada e assim apareceram as Custódias ou Ostensórios. Honrar públicas a Jesus Sacramentado, porque na Hóstia , como num abismo misterioso, se abre a fonte mesma de todas as graças divinas.  Prolonga-se e se multiplica a presença do Deus humanado. Estende-se a Encarnação do Verbo nas almas remidas. Instala-se o penhor da ressurreição gloriosa. Fundamenta-se a unidade da Igreja. Em outros tempos. os hebreus se jactavam de sua importância entre todos os povos e eles se julgavam superiores a todas as nações da terra. Isto porque o poder de Javé os precedia no deserto e o  Eterno assentado sobre a nuvem regulava seus destinos. Eram eles o povo escolhido porque a presença do Senhor tinha santificado a Arca da Aliança. Que excelência, que grandeza, que preeminência não deve ser a da Igreja possuindo a presença real de Cristo na Eucaristia, tendo por herança seu corpo, sangue, alma e divindade! Jesus com toda sua onipotência nada podia fazer  que honrasse e distinguisse mais a humanidade do que deixando neste sacramento o memorial perene de sua dileção. Os israelitas, antes do Testamento Novo, foram nutridos com o maná, chamado nas Escrituras pão dos anjos. À sua Igreja, porém, seu Corpo Místico, foi dado o pão divino, Ele próprio em alimento das almas. A expressão é do próprio Cristo, quando assim falou aos judeus: “Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este pão é o que desce do céu para que não pereça quem dele comer” (Jo 6,50). Eucaristia, dique que suspende a torrente do mal, força que dispõe para os triunfos do bem e da virtude, manancial donde correm estas graças poderosas que, após longos desvarios, chama os pecadores aos caminhos da justiça.  Além disto a Eucaristia revela o requinte da ternura divina. Na ordem da natureza Deus, em sua munificência infinita, oferece aos homens com o dom da vida tudo que é preciso para sua subsistência. É isto uma dádiva sublime de sua munificência. Na ordem da graça Ele comunica a todos os auxílios que são necessários à prática das virtudes. É isto uma oferta de sua misericórdia incomensurável. No sacramento do Altar, porém, Ele se dá a si mesmo. Eis aí o primor de sua bondade, a epopéia de seu afeto, assombro dos assombros, manifestação maravilhosa da dileção do Ser Supremo. Jesus toma um dos pães que estavam sobre a mesa espaçosa. Faz um instante de silêncio, momento de uma prece especial. Parte o pão e oferece um pedaço a seus discípulos, dizendo: “Recebei e comei: isto é o meu corpo”( Mt 26,26) Estes os aceitam das mãos do Mestre. O laço entre Aquele que dá e aquele que recebe é um elemento essencial, indispensável naquele instante solene. Foi um dar e um receber pessoal o que ocorreu entre Jesus e cada um dos doze. Todos tendo parte no mesmo pão divino distribuído individualmente pelo Redentor. Relação interpessoal entre Ele e seu epígono.  Depois Ele “tomou um  cálice e, dando graças, deu-lho dizendo: “ Bebei dele todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados” ( Mt 26, 27).   De novo se manifesta aqui o liame que prende ao Senhor cada um dos discípulos em particular e, simultaneamente, todos eles em conjunto. Todos entram em comunhão com Ele, presente sob as espécies de pão e de vinho. Naquele momento tão solene estava instituído o sacerdócio pelo qual Ele renovaria esta dádiva de amor. Suas palavras foram meridianamente claras: “Fazei isto em minha memória”( Lc 22, 19). É verdade que o sentido de uma reunião em torno de uma mesa para uma refeição já tinha sido exaltado entre os povos nas mais diversas épocas. Os convivas se ligam numa empatia profunda. Quantas decisões importantes  têm sido tomadas  nestes instantes de tertúlias amigas!  Entretanto, nada se iguala ao que aconteceu na última ceia com todos estes pormenores que acabamos de recordar. Naquele momento solene e comovente entenderam os apóstolos a questão, um dia, levantada em Cafarnaum: “Como pode este dar-nos a comer a sua carne?”( Jo 6,53)  Por certo os discípulos que acharam naquele dia dura a linguagem  de Cristo, bendisseram não terem, também eles, se desligado dele. Jesus fora franco naquela oportunidade, vendo que muitos o abandonavam. Dissera claramente aos Doze: “Quereis vós também retirar-vos?”(Idem, ibidem, v.10) Eles, porém, fizeram um ato de fé nas palavras de Jesus, e somente agora as entendiam perfeitamente. A fidelidade deles estava recompensada! Graças e louvores se dêem a todo momento ao Santíssimo e  Diviníssimo Sacramento! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2285730859260004485?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2285730859260004485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/corpus-christi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2285730859260004485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2285730859260004485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/corpus-christi.html' title='CORPUS CHRISTI'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3120781167434378173</id><published>2011-06-13T05:48:00.001-07:00</published><updated>2011-06-13T05:48:40.542-07:00</updated><title type='text'>AS GLÓRIAS DA TRINDADE SANTA</title><content type='html'>AS GLÓRIAS DA TRINDADE SANTA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus proclamou o mistério da Santíssima Trindade, ordenando que os Apóstolos batizassem em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19). Ele asseverou que o Pai enviaria o Parácleto (Jo 14,26) e que nele, o Filho Unigênito dado pelo Pai ao mundo, todos deveriam acreditar para ter a vida eterna (Jo 3,18). Declinou o nome e a função das três Pessoas divinas, a saber, o Pai que reina em seu Filho Jesus Cristo, agindo no Espírito Santo. Esta presença trinitária é a grande realidade na existência do mundo e, de modo especial, no coração dos seus seguidores. Pelo Espírito que guia rumo à plenitude da verdade, Cristo desvela a visão do Pai e conduz seu epígono à participação de sua vida filial. Esta revelação trinitária percorre todo o Evangelho. O absoluto da filiação de Cristo aparece claro quando Jesus se entrega à morte com uma confiança total, inabalável, no poder vivificador do Pai. A sua ressurreição dentre os mortos confirmou inteiramente tal realidade, firmando, definitivamente, todos seus ensinamentos e, dentre eles, esta Boa Nova: “Se alguém me ama, meu Pai o amará, viremos a ele e faremos nele nossa morada” (Jo 14,23). A graça santificante é como uma vida divina infusa nas almas, tornando o batizado, aqui na terra, participante da natureza divina e, no céu, ela é a glória beatífica que consiste na posse íntima e vital da vida trinitária. É por isso que as Três Pessoas Divinas estão solidariamente implicadas no mistério da salvação humana. A iniciativa vem do Pai que enviou o Filho e é para o Pai que converge a humanidade reconciliada sob a guia do Espírito Santo. O Consolador, com efeito, conduz a Igreja até à cidade santa onde seu esposo a aguarda. Para os cristãos, caminheiros rumo à eternidade, as bem-aventuranças ensinam as vicissitudes do tempo presente. Os percalços da caminhada não obstaculizam a união com a glória do Pai, pois esta já resplandece sob a face de Cristo pobre, misericordioso, pacífico, manso, sedento de justiça, perseguido, sofredor, mas sempre envolto na luminosidade de uma pureza irradiante. As provações da vida são então o crisol no qual se purifica o eleito do Senhor. As luzes do Espírito Santo, por entre o claro-escuro da trajetória terrena, impedem que se percam os passos de Jesus. A palavra contida na Bíblia sustenta deste modo o cristão, que é também iluminado pelo grande livro da Natureza que narra as maravilhas de Deus, as quais fazem a ação do Todo-Poderoso perceptível para todos. A criação inteira é obra da Santíssima Trindade. Como dizia São João da Cruz, “o Pai pronuncia uma só Palavra e a pronuncia num eterno silêncio”, mas o Verbo único contém em si o germe de todas as criaturas. É o que está na Carta aos Colossenses: “Ele é a imagem de Deus invisível, gerado antes de toda a criatura, porque nele foi criado tudo que há nos céus e na terra [...] Criadas por Ele e para Ele estão voltadas todas as coisas” (Col 1,15-17). Entretanto é o Espírito Santo que possibilita decodificar tudo isto. Desde este mundo se pode já gozar as primícias do que constituirá a beatitude eterna, porque no seu Amor difundido pelo Espírito Santo a Trindade Santa além de deixar vestígios de sua existência, mora no coração de quem lhe é fiel. Santa Elisabete da Trindade proclamava com santa ufania: “Nós trazemos o céu dentro de nós, porque o Amor, o Amor infinito que nos envolve é toda a Trindade que repousa em nós”. Somos a casa da Trindade e a Trindade é nossa casa. “A Santíssima Trindade, eis junto de nós a casa paterna de onde não devemos jamais sair”. Para se viver, porém, em plenamente tão inefável fato é preciso não colocar óbice à ação do Espírito Santo que é Amor, este Amor infinito, imenso, misterioso que une o Pai e o Filho e faz Deus vir até o íntimo de quem O recebe com a dileção que é possível a um ser criado. É o momento culminante do ato livre do ser pensante que entre todos os bens escolhe o Bem infinito que é Deus e entre os diversos e múltiplos outros bens adere tão somente aos que não impedem a proximidade do Ser Uno e Trino. É este o papel fundamental da fé. Esta mostra que é preciso acreditar que somente a Santíssima Trindade pode oferecer a ventura suprema mesmo nesta vida terrena e que qualquer criatura, seja ela quem for e o que for, não pode oferecer a felicidade se elas não guiam até Deus. Eis aí o emprego sábio da liberdade! Proclamou São João: “Passa o mundo e também a sua concupiscência, mas quem faz a vontade de Deus permanece eternamente” (1 Jo 2,17) e ele dera o motivo: “Porque Deus é amor” (1 Jo 4,8). Eis porque em qualquer circunstância, boa ou má, feliz ou triste, quem crê neste amor nunca desfalece, sabedor de que a Trindade faz tudo cooperar para o bem dos que vivem ininterruptamente em sua função, na sua presença. Aí está a razão pela qual o cristão vive a repetir: “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”! *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3120781167434378173?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3120781167434378173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/as-glorias-da-trindade-santa_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3120781167434378173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3120781167434378173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/as-glorias-da-trindade-santa_13.html' title='AS GLÓRIAS DA TRINDADE SANTA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-811407372009580835</id><published>2011-06-13T03:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T03:52:31.906-07:00</updated><title type='text'>A SABEDORIA DE DIMAS NO CALVÁRIO</title><content type='html'>A SABEDORIA DE DIMAS NO CALVÁRIO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Dimas, o bom ladrão,  foi de uma sabedoria impressionante lá no Calvário. Com efeito, ele não pediu nada determinadamente, mas assim se dirigiu a Cristo: “Lembra-te  de mim quando vieres com teu reino”.  Neste caso Ele nos ensina que é de Deus o dar e dar o que é melhor. Quando esperamos do Ser Supremo a graça, supomos que sua liberalidade infinita pode nos amparar. Quando, porém, não especificamos o que queremos honramos sua sabedoria. Quantas vezes nos dirigimos a Deus mais exigindo do que pedindo. Com Dimas deveríamos apenas apresentar o problema  ao Todo-Poderoso e deixar a Ele a solução. Muitas vezes, o homem quer enquadrar Deus nos seus limitados esquemas mentais e, por isto, ao invés de obter mais, recebe menos. Dimas solicitou apenas uma lembrança e ganhou o Paraíso! Impetrou uma recordação e foi envolvido numa absolvição geral de suas culpas. Observemos ainda que ele não determinou nem o dia nem a hora da reminiscência de Jesus: “Quando  estiveres”, mas é logo atendido: “Hoje”. Antes, a mãe dos filhos de Zebedeu pedira que Tiago e João estivessem assentados à direita e à esquerda do grande Rei. Dimas é bem mais modesto quer apenas ser lembrado e tem a garantia do que mais devemos aspirar: ganhar um lugar no Paraíso! Que diálogo foi mais expressivo do que este entre dois crucificados? Como um deles era o Senhor Onipotente uma cruz se transformou em altar; um pecador, em um santo; um proscrito em um eleito. Dimas forçou a primeira canonização da História com seu gesto de confiança e humildade, de arrependimento e santo desejo. Dimas foi extremamente objetivo e com cinco idéias ele conquista o céu: “Lembra-te  de mim quando vieres com teu reino”. Estas cinco idéias expressas com cinco palavras o jogou nas cinco chagas redentoras de Jesus, portas gloriosas daquele reino que ele então brilhantemente conquista. É impressionante esta conversão de Dimas porque, ao contrário de muitos, ele não presenciara os prodígios estupendos que Cristo fizera. Ele não estivera no Tabor contemplando as glórias do Transfigurado. Ele não vira Jesus andando sobre as águas. Ele não escutara a voz do Pai lá no Jordão e nem ouvira o testemunho do Batista sobre o Cordeiro de Deus. Que surpresa!  Os agraciados ausentaram-se, os amigos esconderam-se, as autoridades religiosas injuriam, soldados romanos martirizam, Cristo é condenado e desprezado e apenas  um ladrão naquele instante o reconhece como Rei poderoso! Misterioso é sempre o encontro de Jesus com a alma do homem. Poderosa a influência da graça no coração arrependido. Conversão admirável, pois Dimas aceita contrito o castigo em reparação de seus crimes: “Estamos pagando por nossos atos”. Faz um ato de fé, pois acredita na soberania do divino crucificado. Faz-se um pregador do bem, pois tenta converter a Gestas: “Não temes a Deus”? Feliz Dimas que abriu as portas de seu coração à influição de um chamado celeste e depositou uma esperança em Jesus e lhe arrebatou o perdão, ganhando a primeira indulgência plenária advinda do sacrifício redentor. Nas encruzilhadas da vida Cristo continua seus encontros com os filhos dos homens. Neles está sempre a repetir para os que O aceitam: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Cenas maravilhosas da adesão do ser racional à sua redenção. De todas as verdades teológicas e filosóficas uma das mais complexas é a conciliação da liberdade humana com a onipotência e a onisciência divinas. O tratado da graça é um dos mais difíceis de toda a Teologia. Regulando nossos destinos por um sistema de sabedoria que ultrapassa a capacidade cognoscitiva da razão humana, o Ser Supremo assiste o desenrolar dos atos do homem e só Ele sabe até que ponto pode chegar a malícia de cada um para fechar definitivamente as vias do perdão e da clemência. Como o homem é livre ele pode no encontro com Jesus ou repetir o gesto de Dimas e conquistar o céu ou reeditar a postura de Gestas e não aceitar a salvação, desejando prosseguir no erro e nas trevas.Um dia, assentado à beira de um poço, Cristo aguardou a Samaritana e a redimiu. Encontro sublime tantas vezes repetido em sua passagem por este mundo como ocorreu com Zaqueu, Mateus, Madalena e tantos outros. Tais encontros se prolongariam, século após século, através do mistério da graça divina a visitar as consciências. A milhares Ele a reiterar a sentença gloriosa: “Hoje estarás comigo no Paraíso”. Na estrada de Damasco alguém que odeia a Cristo se encontra frente a frente com Ele e, então, já não existe mais Saulo, mas o grande apóstolo Paulo.Foi isto  que escutou Agostinho, quando, por força das preces de sua santa mãe Mônica, se voltou para Deus. Nas trevas de uma existência trevosa, uma jovem de Cortona na Itália, andava pelas sendas do mal. Ei-la um dia ante o cadáver de alguém que fora assassinado. Interroga-se: “Onde estará sua alma”? Converte-se e se torna Santa Margarida de Cortona. Os fatos se multiplicam nas crônicas dos grandes convertidos que repetiram a atitude de Dimas. Nas agras regiões da vida, dificultadas pelos espinhos da culpa, devastadas pelas tempestades do pecado, ainda que perdido no mais profundo abismo de seus erros, sempre que, num gesto de confiança, alguém se voltar para Cristo com sincero arrependimento, imediatamente,  ouvirá a palavra de paz, de conforto, de luz, de salvação, conquistando o Paraíso. Estejamos, porém, alertas porque se Dimas viveu mal e morreu muito bem, os que contemplam os prodígios da misericórdia divina e se acham imersos nos favores celestes não podem facilitar, pois Cristo foi muito claro: “Vigiai, portanto, pois não sabeis o dia nem a hora” (Mt 25,13).* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-811407372009580835?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/811407372009580835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/sabedoria-de-dimas-no-calvario.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/811407372009580835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/811407372009580835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/sabedoria-de-dimas-no-calvario.html' title='A SABEDORIA DE DIMAS NO CALVÁRIO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3062414935889142500</id><published>2011-06-13T03:31:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T03:32:47.782-07:00</updated><title type='text'>Receber o Espírito Santo</title><content type='html'>RECEBER O ESPÍRITO SANTO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Aos discípulos que estavam reunidos após a Ressurreição, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde eles se achavam, Jesus entrou e, entre suas mensagens, depois de soprar sobre eles lhes disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22). No dia de Pentecostes,  solenemente, veio sobre eles a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que eles acolheram num acontecimento repleto de aspectos milagrosos: vento impetuoso, línguas de fogo, discursos em línguas estrangeiras. Começou assim a verdadeira História da Igreja de Cristo. Com a vinda do divino Espírito Santo esta Igreja foi solene e corajosamente proclamada pelos Apóstolos como o novo Reino Messiânico, independente da sinagoga e sustentada  por este “Espírito da verdade “ que a assistiria em todos os tempos. Admirável a atuação do Santo Espírito que veio se  instalar nos corações dos fiéis, mostrando quem é  Jesus e o significado de tudo que Ele ensinou. Foi o que predissera o próprio Cristo: “Quando vier o Paráclito que eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da Verdade que procede do Pai, ele  dará testemunho de mim” (Jo 15,26). No batismo o cristão morre com Cristo e ressuscita com Ele para uma vida nova. Pela unção do Espírito Santo na crisma participa ainda mais da vida mesma de Deus. Cumpre, porém, orar para que Deus, sem interrupção, dê a todos os sete dons, dádivas maravilhosas, que não são resultado dos esforços humanos, não são uma recompensa que se mereça, mas dons gratuitos do doador de todas as graças. Para receber o Espírito Santo é preciso, contudo,  invocá-lo sempre, dado que Ele é a resposta de todas as preces, a esperança concretizada de todos os desejos. A misericórdia divina é percebida então em toda sua plenitude, envolvendo o cristão na alegria perfeita e no amor total. É por meio do Espírito Santo que a luz do conhecimento do Evangelho se torna a história da vida de cada discípulo de Jesus, numa relação pessoal sublime com o Redentor. O Espírito Santo ilumina o caminho do cristão, esclarece sua existência e torna luminosa a presença de Deus na sua alma. Fortalecido, o batizado vence todos os percalços da vida, olhos fixos na beatitude eterna onde o Pai o aguarda pela eficácia da salvação do Filho e pela ação santificadora do Espírito Santo. Este comunica aquela força que permite fazer face a tudo que na vida significa luta para viver integralmente os Mandamentos. É o Consolador que transmite coragem, incute ânimo,  afasta a tristeza e  impede que se depreciem as qualidades com que cada um foi mimoseado ao vir a este mundo. Ele sana as insuficiências e cura as feridas da caminhada por este exílio. Mister se faz, porém, praticar a experiência desta fortaleza no cotidiano da existência. Não basta encontrar o Espírito Santo, pois há necessidade de se deixar conduzir por Aquele  que transforma os fracos em fortes, os deprimidos em  resolutos, num apelo pela coragem nos embates de cada hora. Aqueles seguidores de Jesus que estavam  com medo dos judeus, recebido o Espírito Santo, com santa audácia passaram a pregar o Evangelho. Quando os chefes, os anciãos e os escribas chamaram Pedro e João  e “intimaram-nos, terminantemente, a não falarem ou ensinarem em nome de Jesus”, eles destemidamente responderam: “Nós não podemos deixar de falar daquilo que vimos e ouvimos” (Atos 4, 18.20). Tratava-se de proclamar as maravilhas de Deus, demonstrando uma fé profunda sem os temores humanos, ou seja, os medos de cada instante, as fadigas, os desalentos,  as consternações, as fobias, enfim todos os aspectos reveladores de ansiedade ou aflição. O Espírito Santo ensina como conviver com a finitude da condição humana, impedindo a ausência de luminosos horizontes, na renúncia a todo tipo de pessimismo que é esta  mórbida disposição de espírito que leva o indivíduo a encarar tudo pelo lado negativo, a esperar de tudo o pior. O contexto atual, a cultura hodierna estão exigindo que mais do que nunca haja pessoas iluminadas que com este entusiasmo infundido pelo Espírito Santo proclamem as grandezas de Deus com o coração inundado na alegria que jorra do interior  de quem vive em função das luzes e inspirações  do dia de Pentecostes. Então muitos descrentes entenderão que Jesus é o Salvador que inscreveu a esperança naqueles que Ele remiu. Deste modo, palavras e atos testemunharão por toda parte como é venturoso quem está unido a Deus. O Espírito Santo  desceu sobre os discípulos reunidos em línguas de fogo e lhes deu um novo ardor para difundir o Evangelho. Foi o que predissera Jesus: “Eu vim lançar um fogo na terra” (Lc 12,49). Trata-se de se abrir uma  vereda para a humanidade, caminho refulgente  numa colaboração contínua com Deus que, pelo seu fogo celestial, quer renovar a face da terra. É preciso receber com amor o Divino Espírito Santo”.&lt;br /&gt;* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3062414935889142500?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3062414935889142500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/receber-o-espirito-santo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3062414935889142500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3062414935889142500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/receber-o-espirito-santo.html' title='Receber o Espírito Santo'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7704008640963982063</id><published>2011-06-08T11:12:00.001-07:00</published><updated>2011-06-08T11:12:52.806-07:00</updated><title type='text'>O REINO DOS CÉUS</title><content type='html'>O REINO DOS CÉUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;À reflexão de seus seguidores Jesus propôs um dos temas mais difíceis qual seja o Reino dos céus. Pedagogo divino, Cristo expôs inúmeras parábolas para falar sobre os mistérios deste reino (Mt 13, 1-52). Não é, realmente, fácil reportar às verdades invisíveis. O grande perigo é projetar  falsas idéias no Reino que já é agora uma realidade, mas que ainda está para se consumar para cada um. Há sempre toda uma carga de nosso imaginário consciente ou inconsciente. Cumpre evitar pintar o Reino a vir com as cores de um paraíso à moda das grandes mitologias pagãs com suas descrições encantadoras, mas irreais. Para deixar claro em que consiste o Reino, o Mestre divino recorreu às parábolas, ou seja, a narrações alegóricas na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior. É que é impossível fechar numa descrição unívoca o que é o Reino dos céus. Ele escapa a toda determinação precisa. Ele, porém, está intimamente ligado à pessoa mesma que o anuncia: Jesus de Nazaré. É tesouro oculto, pérola rara, comparação que mostra sua preciosidade. Quem o valoriza deixa qualquer outro bem para ter a posse dele Neste reino, representado por uma rede, entram bons e maus, mas um dia se dará a separação definitiva no fim dos tempos, quando os infiéis receberão justo castigo. Para isto cumpre fugir da utopia política e não se deixar levar pelo fervor dos falsos profetas e seus arroubos messiânicos. Promessas dos que fabricam usinas de ilusão. É preciso ficar atento às mensagens da mídia que não passam de sistema de idéias dogmaticamente organizado como um instrumento de enganação política. Jesus, somente tem promessas de vida eterna no Reino dos céus. O céu e a terra passarão, mas felizes os que compreendem a salvação que Deus oferece em seu Filho Jesus Cristo. Entretanto, como o Reino dos céus é algo a ser conquistado, apenas os que cooperarem para o progresso e o desenvolvimento da cidade terrena, competentes nas tarefas específicas confiadas a cada um é que poderão, um dia, possuir em plenitude este Reino lá na eternidade. Trata-se do cumprimento do dever em casa, no trabalho, no apostolado. É preciso, de fato, ir além  da estrutura social para sempre contemplar as pessoas que vivem os acontecimentos históricos como co-herdeiros do céu. O pensamento do Reino dos céus não pode ser alienante, mas deve levar a ações concretas a bem do próximo. Mostra que as instituições e a sociedade no seu conjunto devem estar a serviço sobretudo dos marginalizados, dos mais pobres e deserdados da fortuna. Ao falar do Reino dos céus, Jesus nos convida precisamente a modificar nossa maneira e nossos critérios humanos. É participando da história do mundo visível que cada um trabalha para que ninguém perca o rumo do Paraíso. São os mesmos atos, as mesmas decisões, os mesmos engajamentos que tomam sentido e valor numa e noutra realidade. Corre-se, de fato o risco de se ater a valores diferentes segundo os critérios do Mundo e os do Reino. Tão somente alguém entrará no Reino se puder dizer ao deixar esta terra: O mundo ficou melhor eu por ele passei. É, portanto, participando de acordo com a vocação específica de cada um e sua responsabilidade social que se entrará na posse definitiva do Reino oferecido por Cristo. Trata-se de se cultivar os talentos que o Ser Supremo conferiu a cada ser pensante, velando pelos irmãos no meio dos quais Deus nos chama a servi-lo. Deste modo se aguarda o retorno de Jesus na hora da morte e no fim dos tempos. Esta expectativa é que permite cada um se situar de maneira justa nos engajamentos concretos que é preciso assumir na sociedade em que vive. É esta abertura contínua para o outro que guarda de toda idolatria funesta e de todo descorajamento. Estas foram as primeiras palavras de João Paulo II ao assumir a Cátedra de Pedro: “Não tenhais medo. Abri todas as portas da sociedade a Cristo”. Esta é a tarefa sublime do cristão que deve trabalhar no desenvolvimento integral das pessoas, levando a mensagem do Reino dos céus. É pedir então a Jesus que dê a cada um de seus seguidores olhos para ver as necessidades do próximo e ouvidos para entender os apelos do Espírito Santo. Então, sim, o seguidor do Mestre divino será semelhante a um proprietário que tira de seu tesouro coisas novas e velhas. Para isto é necessário pedir sempre ao Senhor: “Venha a nós o vosso Reino” e trabalhar corajosamente para que todos deles participem para glória de Deus e bem das almas.*Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7704008640963982063?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7704008640963982063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-reino-dos-ceus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7704008640963982063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7704008640963982063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-reino-dos-ceus.html' title='O REINO DOS CÉUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6161834650340635721</id><published>2011-06-08T09:47:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T09:48:23.143-07:00</updated><title type='text'>jESUS VENCEU O DEMÔNIO</title><content type='html'>JESUS VENCEU O DEMÔNIO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus apresentou-se como o grande triunfador sobre o demônio. Esse é o sentido dos muitos episódios em que demonstrou o seu poder extraordinário sobre o diabo. Uma das cenas mais espetaculares, como narrou São Mateus, foi a libertação de dois homens possuídos por satanás e que, expulsos, foram para uma manada de porcos e se precipitaram dentro do mar, afogando-se todos  nas águas, (Mt 8,28-34). Os demônios se acreditavam instalados aqui na terra como donos deste mundo, mas Cristo veio para derrotá-los. Como mostrou São Marcos, todos ficavam atônitos e exclamavam: “Ele manda até nos espíritos imundos e eles obedecem-lhe” (Mc 1,27). O próprio Redentor dava explicação de que era pelo Espírito de Deus que ele expulsava os espíritos malignos o que provava, inclusive, que  havia chegado o reino de Deus (Mt 12,28). Satanás se acreditava forte, mas foi desalojado por um mais forte. É esta certeza que levou São Bento a deixar aquela famosa prece que se acha na medalha que se tornou um sinal da proteção divina: “Não seja o dragão o meu guia. Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos”.  Segundo as melhores fontes históricas estas palavras saíram dos lábios mesmos do notável Abade. Numerosos fatos confirmam que o piedoso uso desta medalha com tais dizeres e com a invocação de São Bento tem, realmente, obtido graças extraordinárias para o corpo e para a alma, proteção contra as doenças, os perigos e qualquer tipo de tentação do Inimigo. Isto está bem de acordo com o Evangelho, pois na maior parte dos casos nos quais Cristo interveio nesta terra misturam-se possessão diabólica e  doença (Mt 17, 15.18). É que a cruz de Jesus se ergue entre dois limites: a fraqueza humana e a força divina. Pela cruz ele venceu definitivamente a satanás e o cristão que traça em sua fronte este sinal de vitória, traz consigo o crucifixo e mais ainda, tem Cristo fixo no coração, nada tem a temer das potências infernais.  Foi por isto que São Paulo não queria conhecer senão Jesus e Jesus crucificado como falou aos Coríntios (1 Cor 2,2). Podia ele  então ufanamente proclamar: “Eu tudo posso naquele que é a minha fortaleza” (Fl 4,13).  O cristão está sempre de atalaia, atento e, sobretudo, combatendo o seu defeito dominante que é a porta por onde as insinuações malévolas do inimigo podem entrar, mas robustecido com a certeza do triunfo nunca desanima, pois sabe que na cruz de Cristo tem o sinal, a garantia de sua ascensão espiritual e de que jamais sucumbirá diante do demônio. Deus sonda os corações e os põe à prova. Permite a ação do inimigo, mas dá sua graça e, por isto, Cristo ensinou a rezar: “Não nos deixeis cair em tentação” (Mt 6,13). Esta é ordenada para a vida, não para a morte. Condiciona a existência em Cristo. É uma condição indispensável para o crescimento espiritual, de robustez interior, de fidelidade manifestada ao Ser Supremo, de humildade, numa palavra, é o próprio caminho da Páscoa interior, o do amor que vence os obstáculos.  Abre a um maior dom do Espírito Santo, porque Ele já realiza nela seu trabalho de libertação. Assim libertado e esclarecido pelo Espírito, o cristão provado sabe discernir, verificar o que é bom e o que é contra a vontade divina.  Donde ser importante sempre o exame de consciência, que  não é aritmética espiritual, mas discernimento dinâmico em que cada um se avalia à luz do Espírito divino.  A luta contra o inimigo ajusta o batizado ao mistério de Deus.  É a passagem do egoísmo ao amor. Santa Teresa que era  muito tentada pela vaidade, pugnou bravamente e, certo dia, imersa nas tribulações, após mais uma vitória, indagou de Cristo onde ele estava, enquanto ela lutava contra a tentação. Jesus lhe respondeu: “Teresa, estava dentro do teu coração, para o robustecer”. Todos os grandes santos chegaram a uma santidade eminente exatamente porque souberam triunfar de todas as dificuldades. Santo Antão foi para o deserto para se entregar todo a Deus, mas lá foi sobressaltado por terríveis tentações e Santo Atanásio, seu notável biógrafo, narrou com detalhes impressionantes o quanto aquele eremita teve que combater para, com a cruz de Jesus, vencer o mal.  Três agentes caracterizam as provas enviadas por Deus: Ele quer avaliar  o fundo de cada coração para poder retribuir a sinceridade; então cada um comprova sua lealdade a Ele; terceiro para que, a exemplo de Cristo, o batizado seja sempre um vencedor. Eis porque se deve  repetir as palavras do citado São Bento: “Dá-me, benigníssimo Jesus, a inteligência que Te entenda, a sabedoria que Te encontre, o espírito que Te ame, o ato que Te glorifique, os ouvidos que Te ouçam, os olhos que Te vejam, a língua que Te louve, a paciência que suporte os males permitidos por Ti. Dá-me Tua presença; dá-me a feliz ressurreição, e como prêmio, a vida eterna”. É ainda de bom alvitre assim orar: “Tua graça me basta, Senhor,  é ela que eu imploro” *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6161834650340635721?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6161834650340635721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jesus-venceu-o-demonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6161834650340635721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6161834650340635721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/jesus-venceu-o-demonio.html' title='jESUS VENCEU O DEMÔNIO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7287293280330221216</id><published>2011-06-07T07:57:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T07:58:30.201-07:00</updated><title type='text'>REZA A TEU PAI QUE ESTÁ OCULTO</title><content type='html'>REZA A TEU PAI QUE ESTÁ OCULTO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus deixou este conselho: “Entra no teu quarto, fecha a porta e reza ao teu Pai que está oculto” (Mt 6,6). O  Mestre divino ensina  a importância de um total recolhimento para que se possa entrar em real contato com Deus. Apenas deste modo, de fato, se torna possível a ação santificadora do Espírito Santo. Este então comunica os cinco sentidos espirituais, análogos aos cinco sentidos materiais. Quem explicou esta verdade magnificamente foi Santo Agostinho: “Que amo eu em Ti, Deus meu, quanto te amo? Uma luz, uma voz, um  perfume, um manjar, um abraço: isto não o sinto senão dentro de mim. Minha alma vê resplandecer uma luz que não se acha no espaço; ouve um som que não se mede com o tempo; percebe um perfume que o vento não leva; degusta um manjar que a fome não consome; envolve-se num contato espiritual inefável. Isto é o que amo quando vos amo, Deus meu”. Por esta espécie de sentidos espirituais funcionam  dons divinos, quando a alma está concentrada numa prece contemplativa. A vista e o ouvido se referem ao dom do entendimento, pela qual a alma contempla a Deus e as coisas divinas e ouve a sua voz no íntimo do coração; os outros três sentidos espirituais se referem à sabedoria, com que degusta a Deus, sente-se o perfume de suas perfeições e tocamo-lo com uma a espécie de tato que une, abrasa. Tudo isto outra coisa não é senão a presença de Deus ou um amor experimentado que penetra o interior do cristão. Nunca se deve esquecer que no dia de Pentecostes o Espírito Santo se manifestou em línguas de fogo que é símbolo do amor. Assim como o fogo natural destrói as coisas, o fogo de Deus consome tudo que impede a união com Ele. O fogo transforma os objetos em fogo, assim a alma sob a influência da dileção divina se transforma  de tíbia em fervorosa, de árida em devota, de humana em divina, de terrena em celestial.  Eleva-se e se transforma, se deifica, se acha em comunhão com o seu amado Senhor. Como o fogo purifica os metais quem está unido a Deus se vê purificado de todas as manchas, de todos os defeitos. A comunhão com o Ser Supremo  deixa a alma branca e pura como a neve. Quem se entrega a uma oração na qual coloca entre parêntesis o passado e o futuro  recebe então as luzes  divinas que iluminam a inteligência. Ganha também os dons afetivos que  fortalecem a vontade.  Tais dons, que são hábitos sobrenaturais, oferecem  à alma facilidade que leva à obedecer prontamente às inspirações da graça.  Eles dão energias, docilidades e forças que fazem o cristão maleável à ação de Deus  e ao mesmo tempo mais ativo para servi-lo na pessoa do próximo. Tornam mais simples a prática das virtudes morais e teologais. São caminho de atalho para chegar  a uma maior perfeição no estado de vida no qual vive o batizado. São motores que levam a navegar com velocidade para Deus, comunicando à alma uma maravilhosa sutileza que a dispõe para em tudo procurar agradar ao seu Senhor. O cristão que segue a diretriz de Jesus de orar ao Pai que está oculto se coloca em condições de viver mais intensamente a sabedoria que faz discernir as verdades e  apreciar as coisas espirituais, aperfeiçoando a caridade; o entendimento que leva a penetrar as verdades reveladas e aprimora a fé; a ciência que faz conhecer as coisas  com relação a Deus, fim último de tudo e torna mais sedimentada a crença nas verdades reveladas;  o conselho que alimenta a prudência no que tange a si próprio e aos outros; a fortaleza que robustece o batizado e facilita para as obras mais difíceis; a piedade que faz tudo referir a Deus e ilumina a virtude da religião; o temor reverencial de Deus que direciona o respeito para com a divina majestade do Todo-poderoso e faz o cristão fugir de tudo que O possa desagradar. Em conseqüência de tudo isto, o batizado passa a cultivar melhor e a colher sempre os frutos do Espírito Santo de que fala São Paulo na Carta aos Gálatas (Gl 5, 22-23).  Se reveste então de caridade, de alegria, de paz, de paciência, de mansidão, de bondade, de fidelidade, de benignidade, de limpidez interior, de longanimidade, de modéstia, de continência, que é o auto-domínio em todas as circunstâncias.  Maravilhas envolvem a alma que sabe de fato se concentrar nas orações. Passa a perceber o que está no salmo: “Gostai e vede quão suave é o Senhor” (Sl 23,9). A oração é, realmente,  o vaso sagrado em que se vão buscar as desejadas graças na fonte divina e se degustar no tempo um pouco da ventura da eternidade. Quanto mais profunda, porém, for a humildade, a atenção, o amor e quanto mais larga for a confiança no poder e misericórdia de Deus, tanto mais luzes se alcançará. &lt;br /&gt;* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7287293280330221216?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7287293280330221216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/reza-teu-pai-que-esta-oculto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7287293280330221216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7287293280330221216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/reza-teu-pai-que-esta-oculto.html' title='REZA A TEU PAI QUE ESTÁ OCULTO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5941328479488891407</id><published>2011-06-07T07:39:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T07:40:29.479-07:00</updated><title type='text'>AS ROSAS DE SANTA RITA</title><content type='html'>AS ROSAS DE SANTA RITA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Lemos na vida de Santa Rita de Cássia que pouco antes de morrer, uma visitante, sua parente, perguntou se queria algo e ela pediu que lhe trouxessem rosas de sua terra natal. “Impossível, disse a parente agora é pleno inverno". Santa Rita respondeu : " Vá e encontrarás o que peço".&lt;br /&gt;Ao chegar a parente, em Rocca Porena, no jardim em frente a sua casa, havia no meio da neve, uma bela roseira com lindas flores de onde colheu as rosas que Santa Rita havia pedido. Daí o costume de se distribuir rosas no dia 22 de maio, mas é preciso captar a mensagem destas rosas.&lt;br /&gt;Uma das mais belas expressões do apóstolo Paulo é a que se encontra na segunda Carta aos Coríntios: "Somos para Deus o perfume de Cristo entre os que se salvam e entre os que se perdem" (2Cor 2,15). É que o batizado, ungido de Cristo pelo crisma, que é mistura de óleo de oliva e do bálsamo, deve irradiar o perfume das virtudes cristãs. Assim ele difunde a revelação do Redentor, o conhecimento das verdades eternas, vivenciadas no comportamento de cada instante. Esta fragrância celestial é vivificadora para os que a percebem. Tal a prescrição do Eclesiástico: “Exalai fragrante cheiro” (Ec 39,19). Adite-se que o perfume era empregado entre os hebreus no sacrifício. Fazia parte do culto divino. No templo havia o “altar dos perfumes”. Seu uso está assim descrito: “E Arão queimará sobre ele todas as manhãs um incenso de suave aroma. Acendê-lo-á quando preparar as lâmpadas; e quando as colocar, ao anoitecer, queimará um perfume perpétuo diante do Senhor por vossas gerações. Não oferecereis sobre ele perfume de outra composição, nem oblação, nem vítima, nem fareis libações” (Ex 7,10). Donde o dito paulino incluir também a obrigação que o discípulo de Cristo tem de saturar suas ações com um profundo espírito de oblação. Aliás diz o mesmo São Paulo que Cristo ofereceu-se “a Deus em sacrifício de agradável odor” ( Ef 5,2). O sacrifício espontâneo do cristão é então um prolongamento do gesto salvífico do Redentor. Trata-se de uma atitude florida com sua essência de amor e louvor. O Livro dos Provérbios assevera: “Com o perfume e a variedade de cheiros se deleita o coração” ( Pv 27,9). Assim o discípulo do Salvador que exala o aroma sobrenatural manifesta o júbilo existencial de que está possuída. Firme na rocha divina, nada o abate ou constrange.&lt;br /&gt;Aliás é dentro desta perspectiva que Maria, a Mãe de Cristo, é também denominada a Rosa Mística. Bem se toma a rainha das flores para representar expressivamente a Soberana que trescala o olor de todas as perfeições sobrenaturais. &lt;br /&gt;As rosas de Santa Rita nos devem lembrar tudo isto.&lt;br /&gt; Na Sagrada Escritura a rosa aparece com destaque. O livro do Eclesiástico emprega belas metáforas para indicar as flores e os frutos espirituais que dará o sábio. Exorta então: “Ouvi-me vós, que sois uma prosápia divina, e, como rosal plantado sobre as correntes das águas, frutificai” (Ec 3917). Cresci como a Palmeira de Cades, e como as plantas das rosas de Jericó” ( Ec 24,18). Do sumo sacerdote Simão se diz que resplandeceu no templo de Deus “como a flor da rosa nos dias da primavera”( Ec 56,8). Rita de Cássia  realizou este ideal em sua existência admirável. Cumpre a seus devotos imitá-la.&lt;br /&gt;.Rita de Cássia viveu  imersa sempre no Ser Supremo dia a dia cresceu em santidade. Oculta aos olhos dos homens, escondida na mais total união com o Criador, foi objeto de especiais cuidados do Todo-Poderoso. Ela é, assim, um convite vivo a seus devotos, os quais pela renúncia generosa, pelo prazer arrancado antes de ser, pela imersão em Deus, podem se abrir em forma de rosa ante o Ser Supremo, fazendo refulgir um pouco da celestial grandeza da notável Padroeira. O devoto de Santa Rita  deve, realmente,  exalar  as fragrâncias celestiais de todas as virtudes.. Moslin Ud Din, célebre poeta persa, narra esta história: “Um dia, apanhei um pouco de argila perfumada. “És almíscar ou âmbar cinzento?” perguntei à argila. “Teu cheiro me faz desfalecer”. E ela mesma respondeu: “Eu não era mais do que terra sem valor, mas tendo vivido algum tempo com a rosa, adquiri algumas de suas virtudes. Sem isto, não passaria de humilde argila”. Vivendo sempre ao lado da celestial Patrona, se pega um pouco do perfume de suas virtudes. &lt;br /&gt;* Professor. no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5941328479488891407?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5941328479488891407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/as-rosas-de-santa-rita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5941328479488891407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5941328479488891407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/as-rosas-de-santa-rita.html' title='AS ROSAS DE SANTA RITA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-10455092052168015</id><published>2011-06-07T07:36:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T07:38:13.369-07:00</updated><title type='text'>SANTA RITA PADROEIRA DE VIÇOSA</title><content type='html'>SANTA RITA PADROEIRA DE VIÇOSA (MG)&lt;br /&gt;Viçosa e Santa Rita&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande  glória de Viçosa ter Rita de Cássia por Padroeira.&lt;br /&gt;Notável título de Rita de Cássia ser Padroeira de Viçosa.&lt;br /&gt;Glória, sim, desta cidade por ser Santa Rita uma das mais famosas seguidoras de Cristo e, por isto mesmo, tão poderosa diante de Deus, tendo ela se tornado a advogada das causas impossíveis.&lt;br /&gt;Pérola preciosa na coroa de méritos que Rita de Cássia  ostenta por ser Viçosa um dos lugares do mundo onde ela é de modo especial amada e glorificada com manifestações realmente apoteóticas e dada a importância desta urbe famosíssima.&lt;br /&gt;Por tudo isto, festivas são as horas deste 22 de maio.&lt;br /&gt;Numa manifestação de um louvor expressivo, envolto em calorosa demonstração de carinho, numa emulação dos mais nobres sentimentos, uma cidade inteira faz chegar à Patrona ilustre loas sinceras, louvores efusivos. Seus méritos são festejados. Suas virtudes, proclamadas. Uma vida cristalizada em feitos imortais é revivida com carinho. Todos admirados com suas ações fundidas nos bronzes do heroísmo cristão. Seus atos se mostram cravejados de facetas adamantinas. Uma existência inigualável a refletir a beleza do Evangelho, a ostentar dotes celestiais, a fulgir toda a grandeza, toda a nobreza que comovem os corações e que a religião consagra. Estamos, de fato, homenageando uma heroina digna da escolha do Deus Altíssimo.&lt;br /&gt;Rita de Cássia neste dia memorável lavra a sentença que qualifica seu patrocínio, canoniza, seus merecimentos, ratifica sua valiosa proteção e confirma quão poderosa é sua ajuda para seus devotos junto do trono de Deus. Com efeito, envolvendo-os em ondas de benemerências, faz jus a todas estas manifestações de gratidão, pois interpõe, de fato, junto do Ser Supremo seu valioso auxílio de protetora devotada e cheia de prestígio. Deus nunca deixa de escutar esta santa, porque Rita de Cássia é aquela criatura gloriosa que conheceu a justiça, chegou ao auge da imitação de Jesus Crucificado e, assim, conheceu as maravilhas do amor divino.&lt;br /&gt;Esta é, de fato, uma das maiores glórias de Viçosa: ter Rita de Cássia como Padroeira! Ela esposa, mãe, religiosa se celebrizou em todas as linhas do termômetro da perfeição cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma cristã extraordinária&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando percorremos a História da humanidade contemplamos heroinas que se impuseram por merecimentos indiscutíveis e se se fizeram objeto de admiração e respeito.&lt;br /&gt;Por seu gênio e engenho se destacaram rainhas como Catarina II, da Rússia; Vitória, da Inglaterra; Guilhermina, da Holanda e tantas outras soberanas ilustres.&lt;br /&gt;Por seus dotes se impuseram George Sand, a escritora famosa; Margaret Kennedy, a aplaudida intelectual; Mary Mitchell, a culta astrônoma; Maria Montessori, a magistral pedagoga italiana.&lt;br /&gt;Corajosas foram as mártires Inês, Maria Goretti, Águeda, Cristina, Cecília, Luzia, Perpétua, Felicidade entre inumeráveis outras testemunhas da virtude.&lt;br /&gt;Fé profunda foi a da Cananéia do Evangelho a arrancar o milagre de Cristo só com o tocar na fímbria de suas vestes.&lt;br /&gt;Grande o amor que Maria Madalena, Maria Cléofas, Verônica, Maria Salomé demonstraram ao divino Redentor por entre seus sofrimentos.&lt;br /&gt;Notabilíssimo o patriotismo de Joana d’Arc; profunda a sabedoria de Santa Teresa; maravilhosa a dedicação à Igreja da parte de Catarina de Sena.&lt;br /&gt;Sem fim seria o desenrolar das grandezas daquelas que se impuseram nas variadas provas do valor humano.&lt;br /&gt;Rita de Cássia, porém, é como uma síntese de toda a magnitude feminina de todos os tempos, pois ostentou no mais alto grau as virtudes preconizadas pelo Filho de Deus e se tornou uma santa universal superando, assim, as demais personagens por maiores que tenham sido seus feitos exceção feita à Mãe de Jesus na qual brilhou a plenitude das graças divinas.&lt;br /&gt;Através dos séculos objeto de veneração, de imitação se fez um espelho a ser continuamente mirado, um livro vivo para os discípulos de Cristo, uma mestra inigualável da conduta cristã; rainha de milhares de corações que amam o bem, a nobreza, tudo que mais  engrandece o ser racional.&lt;br /&gt;Sua sabedoria foi genial convertendo seu marido Paulo Fernando. Sua coragem foi olímpica suportando anos e anos de tortura, revelando paciência admirável ante um esposo cruel e sem princípios, seu algoz. Sua resignação foi estupenda diante do assassinato de seu consorte, que ela havia convertido, e perante a morte de seus dois filhos. Ela se mostrou muito mais forte que Resfa, pois viu o dedo de Deus a impedir maiores desatinos e entendeu a ação da Providência com raro descortínio. Entre ver seus filhos a vingarem a morte do pai, ela agradeceu à Providência os levar para o céu sem a mancha de tão grande crime.&lt;br /&gt;Ela possuiu em alto grau a maior de todas as ciências, pois, queria conhecer a Cristo e apenas Cristo Crucificado, o que lhe mereceu aquele espinho na fronte. Este muito a martirizou, mas a levou à escola do sofrimento que purifica, santifica, glorifica.&lt;br /&gt;Sua persistência em se consagrar a Deus a levou a vencer todos os obstáculos e quebrou todas as barreiras, dado que encontrou em Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau Tolentino uma trindade poderosa a introduzi-la no convento das agostinianas. A exemplo de Abraão, ela esperou contra toda a esperança (Rm 4,18).&lt;br /&gt;Ninguém mais mortificada do que ela dentro do Convento em Cássia! Ninguém mais obediente! Lá está, até hoje, aquela famosa parreira, que desabrochou viçosa de um galho seco que ela regou a mando de uma Superiora desassisada, mas que lhe provou a humildade e a obediência. Milhares de peregrinos contemplam lá aquele poço que lhe deu, não apenas a água material pela qual expressava a prática da virtude, mas gestos de grandeza interior a esplender em ação tão simples. &lt;br /&gt;Rosas a desabrocharem em seu jardim de Rocca Porena em pleno inverno bem simbolizam o perfume das peregrinas virtudes desta santa admirável a fazer através dos tempos cair pétalas de bênçãos sobre seus devotos.&lt;br /&gt;Ufane-se Viçosa por ter tal Patrona!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vida admirável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá vertigens percorrer uma história desta. Empolga contemplar os lances de uma existência toda voltada para o bem. Causa orgulho pertencer a uma Igreja que pode ostentar uma tal santa. É motivo de ufania possuir esta Padroeira que granjeou nas mais ferrenhas lutas interiores e exteriores o genuíno mérito e realizou, admiravelmente,. as mais deslumbrantes façanhas.&lt;br /&gt;Deus a escolheu, a predestinou, a justificou e a glorificou entre seus santos.&lt;br /&gt;O Todo-Poderoso a fez subir sem temor o altar dos maiores sacrifícios para que ela lhe desse a prova definitiva  de seu amor.&lt;br /&gt;Rita de Cássia soube percorrer a via florida das bem-aventuranças. Pervagou a vereda luminosa dos conselhos evangélicos. Caminhou pelas sendas misteriosas dos carismas celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infância e adolescência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração é tomado de entusiasmo quando se recorda sua infância naquela localidade encravada nas belas montanhas da Úmbria, onde seus virtuosos pais, Antônio e Amata Mancini, souberam plasmar a religiosidade da filha querida. Esta lhes transmitiam a certeza de uma união íntima com Deus e todos encantava pela sua piedade. Jovem, nunca se deixava levar por tudo que é tão comum à vaidade feminina, pois Rita queria apenas ser uma açucena delicada, uma rosa purpúrea, um lírio nacarado para Deus, pouco se importando com os olhares humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esposa inigualável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se depois modelo de esposa e mãe com aqueles fatos já rememorados. Mary Stuart, a pérola da Escócia, foi prisioneira dezoito anos de sua ignóbil prima Isabel, Rita, a pérola da Itália, por tempo semelhante foi torturada por aquele marido desastrado. Como foi mostrado, ela converte seu esposo. Lágrimas de mulher santa eram preces ardentes que penetraram o céu, eram chamas de amor, cascatas de luz. Esposa mártir ela se abraçou ao cadáver de Paulo Fernando e o banhou de lágrimas de amor e dor. Imitou então a Jesus e perdoou seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe devotada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Tiago e Paulo seus filhos vão em seguida martirizar ainda mais o seu coração, pois alimentavam sentimentos de vingança. Pobre mãe! Noites intranqüilas! Momentos de susto! Agonia prolongada! Pélago de tristeza! Oceano de sofrimento! Ela, porém, reza. Qual outra Branca de Castela diz a eles que os preferiria mortos a contemplá-los cometendo tão horrípilo crime pagando sangue com sangue, fazendo justiça com as próprias mãos. Rita, porém, é uma santa mãe e verá suas súplicas atendidas, inscrevendo página aurífera nos anais dos triunfos maternos. Deus encaminhou os acontecimentos e acidentalmente seus filhos que haviam se arrependido dos seus maus propósitos, expiram em paz, vítimas da peste que então ali grassara! Sofre o coração de Rita, mas ela aceita este pesar julgando-o muito melhor do que a catástrofe de os ver morrer impenitentes. Oferece por eles o sacrifício da separação. Que mãe admirável!&lt;br /&gt;Os triunfos que mulheres valorosas alcançam todos os dias a despeito das crises mais arriscadas serão sempre um monumento que a Igreja ostentará com ufania. Entre eles este de Rita superando sofrimentos físicos e morais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosa modelar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viúva, correu ela a abraçar a cruz de Cristo retirando-se do mundo. Entregar-se-ia à ascese mais aguda por amor ao divino esposo.&lt;br /&gt;Sua entrada no Convento das agostinianas que não poderiam receber senão virgens está repleta de misteriosa intervenção de seus santos protetores. Nada de novo o fato de eles lhe abrirem as portas da vida religiosa  por um ato milagroso. Com efeito, se um anjo fechou a boca dos leões na cova em que Daniel fora lançado para ser por eles devorados ( Dan 6,23); se Felipe foi guiado pelo espírito de Deus junto ao carro que conduzia o mordomo-mor da Rainha da Etiópia (Atos 8, 26 s); se os corvos alimentaram a Elias sobre as margens do Carith (I Reis 17,6) impossível não foi que Rita penetrasse no mosteiro de Roca Porena estando fechadas as portas. Ela poderia dizer às religiosas: “Não vos revolteis contra o braço do Senhor. Eu fui trazida aqui pelo Deus Poderoso que me arrancou dos perigos do mundo, me foi escudo e proteção. Dirigida por meus protetores Agostinho, Nicolau Tolentino e João Batista escapei dos precipícios que cercam o Mosteiro e devassei com eles estas muralhas e agora quero triunfar de vossas recusas, pois aspiro pelos tabernáculos do Senhor”! Com estas ou outras palavras Rita humildemente venceu a resistência das agostinianas. É que os pensamentos de Deus não são os pensamentos dos homens, nem os Seus caminhos, as veredas humanas (Is 55,8).&lt;br /&gt;Ei-la agora entre as esposas do Cordeiro. Ninguém mais a separará de sua união profunda com a Trindade Santa. O Senhor é sua herança definitiva, é a sorte venturosa que lhe tocou em partilha. Nada deterá o vôo pujante que rasga as nuvens e parece atravessar a região do sol até os páramos eternos. Quem poderá agora deter as lavas deste vulcão aceso no coração de Rita? Como ondas do mar imenso seus afetos se sobrepõem uns aos outros, imerso todo o seu ser no Ser divino. Rita concentra todos os seus votos, todos os seus anelos, todos os seus afetos neste Deus de Amor e se crava na abnegação mais portentosa só querendo, em tudo e do melhor modo possível, agradar o Senhor de sua vida. Desde então todo o frio do setentrião seria incapaz, impotente para atenuar as chamas em que ardia este espírito superior. Ela se dilatava aos rigores da cruz e parecia antecipar a estes gozos inefáveis precursores da eternidade feliz, se aperfeiçoando através do sofrimento e da integral imitação do Crucificado. Ela encontrava nele esta felicidade que é o encanto das almas elevadas e puras. As atrações do mundo haviam de há muito perdido o sentido para ela que bem sabia que tais atrativos nunca conduzem à verdadeira beatitude. Coisa alguma faria arrefecer sua fidelidade a Cristo. Ela repetia com o Apóstolo: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”( Gl 6,14).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prova terrível de sofrimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rita, porém, não podia contentar-se com estes testemunhos já de si, porém, tão expressivos do amor com que Cristo distingue seus eleitos.  Tão intimamente unida às dores de Jesus seu amor a Ele arrancou, de fato, um dos espinhos da Coroa do Crucificado. Na sua fronte estará para sempre o sinal de sua associação total ao Mártir do Gólgota. Ei-la ornada  com um diadema que lhe afiança uma coroa de glória no céu. O sofrimento é sua herança na terra, mas na Casa do Pai ela estará bem perto do Cordeiro Imolado. Por tudo isto jamais o sorriso se apartou de Rita que realizou o sublime paradoxo da alegria no sofrimento.&lt;br /&gt;Eis porque no seu leito de morte ela pede em pleno rigor do inverno que lhe tragam rosas de seu jardim. Lá as encontraram. Rosas cheias de espinhos, mas ressumbrando perfume. Bem o símbolo de sua vida nesta terra.&lt;br /&gt;O amor então lhe arrebatou o coração e bem podemos aquilatar os últimos arroubos de seu entusiasmo à vista da pátria celeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada gloriosa no céu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 22 de maio de 1456 os sinos do Mosteiro misteriosamente se põem a tocar como a proclamarem: Rita acaba de entrar no céu! Eis o hino da vitória! Agora ela assume seu lugar no paraíso de onde derramaria bênçãos sobre bênção para seus devotos. Deixa esta terra a heroina de peregrinas virtudes e doravante a voz da epopéia sagrada é a única digna de lhe cantar os merecimentos. A ela cabe somente a coroa da imortalidade. Posuit in capite eius coronam - Deus colocou sobre sua cabeça uma coroa, é o que está escrito lá em Cássia junto à urna que conserva o corpo intacto da grande serva do Senhor. O preço de seus sacrifícios é o salário da glória eterna. &lt;br /&gt;É assim que se fraguam os ânimos varonis, se acrisolam os espíritos abalizados, se abalizam os gigantes da fé, se agigantam os santos da Igreja, se santificam as almas puras dignas de Deus, se deificam as eleitas do Eterno e se eternizam as filhas do Pai do céu.&lt;br /&gt;Ó santa admirável, Rita de Cássia. Ó Padroeira ilustre e poderosa ante o trono de Deus!&lt;br /&gt;Se Cristo afirmou: “Todo aquele que se declarar por mim diante dos homens, também eu me declararei por ele diante de meu Pai que está nos Céus” (Mt 10,32), que prestígio não é o de Rita que em toda a sua vida optou por Jesus e Jesus crucificado e, na verdade, em três estados de vida, ou seja, como esposa, mãe e religiosa. Tudo isto com rasgos de amor e total submissão à vontade divina.&lt;br /&gt;Seu corpo incorrupto é como um sinal que se levanta diante dos pórticos da Igreja para glorificar uma heroina que força o tempo e as gerações que a sucederam a perpetuar sua memória. Em toda parte em que é invocada ela se mostra a protetora dos males do corpo e da alma. Curas maravilhosas, prodígios sem conta. Como os males interiores e invisíveis são os que mais atormentam e matam, os corações dos tristes, dos deprimidos, dos aflitos, dos perseguidos, dos desesperados só na invocação do nome de Rita acham a consolação, o remédio, o alívio, o bálsamo o lenitivo. Ela é, realmente, a Santa das causas ou coisas impossíveis. Seu culto se espalhou rapidamente por toda a Europa e daí para outras partes do mundo. Em 1628 o papa Urbano VII lavrou o decreto de sua beatificação. Pôr permissão dos Sumos Pontífices mesmo antes de sua canonização inúmeras Igrejas já lhe eram consagradas. Glorioso foi o dia 24 de maio de 1900, quando Leão XIII a canonizou consagrando assim a devoção de que ela já era alvo em tantos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Dois belíssimos mantos&lt;br /&gt;No céu  Santa Rita está adornada com duas capas reluzentes: uma de ouro que é o manto das religiosas agostinianas, outra de variegadas cores, indicando que é rainha e esta gala lhe é outorgada pela cidade de Viçosa, da qual é indiscutivelmente rainha. Disto temos uma prova a mais vendo esta multidão a tomar inteiramente a Praça Silviano Brandão proclamando ser ela desta cidade a soberana. &lt;br /&gt;Qual dos dois mantos mais gloriosa torna Rita no céu? O das agostinianas ou o que os viçosenses lhe dão?&lt;br /&gt;Ambos a fazem igualmente ilustre, porque o manto da realeza que lhe damos se assentou sobre o hábito de religiosa, o brocado sobre o burel. O hábito de Santo Agostinho é uma das mais vistosas e bizarras galas que se trajam no paraíso, mas sobre esta gala em Rita no mesmo céu se apresenta o manto real que Viçosa lhe dá. Este, com efeito, realça aquele pois revela a grandeza de ter sido ela agostiniana e, ao mesmo tempo, a fazendo uma soberana. Além do mais, o manto real que lhe oferecemos está todo ele reluzente de fios de ouro de nossos afetos, de nossos louvores, da imitação de suas virtudes aqui na terra.&lt;br /&gt;Glória, portanto, de Rita o ser Padroeira de Viçosa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsabilidade do viçosense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se assim é, envolvamo-nos em esperanças. Lá do alto ela está a proteger sua cidade, venham ou não reformas de base ou sem base. Viçosa estará sempre na trilha do progresso, do desenvolvimento. Há de reinar paz nas famílias e ordeira há de ser sempre a urbe dedicada a Rita.&lt;br /&gt;Grande responsabilidade a do viçosense: tornar cada vez mais ornamentado o manto de sua soberana lá no céu. Crianças a guardarem o lírio da pureza. Jovens a conservarem intacto seu coração longe das insídias do maligno. Mães a imitarem o seu devotamento aos filhos. Pais carregando com perseverança a cruz de cada dia. Esposas a salvarem seus consortes na paciência, na tolerância. Todos estampando em sua existência um pouco da celestial grandeza de sua Padroeira. &lt;br /&gt;Cada um tem uma missão a exercer na sociedade. É a trincheira sagrada onde vitórias são obtidas, é a arena das grandes lutas. Fidelidade ao dever de cada dia, à santidade, à virtude é o que pede Rita a seu devoto.&lt;br /&gt;Deste modo ela aceitará os votos que se elevam até ela lá no céu e terá motivos renovados para proteger e amparar a quantos assim a louvam de coração sincero.&lt;br /&gt;Entornará ela novas ondas de bênçãos sobre aqueles que promovem o seu culto, cercando a cidade de Viçosa de ilustração e glórias, Viçosa a atestar sempre que só na virtude há nobreza, só na Religião há heroísmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-10455092052168015?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/10455092052168015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/santa-rita-padroeira-de-vicosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/10455092052168015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/10455092052168015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/santa-rita-padroeira-de-vicosa.html' title='SANTA RITA PADROEIRA DE VIÇOSA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6314389149492916742</id><published>2011-06-07T07:00:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T07:01:39.532-07:00</updated><title type='text'>Vida admirável de Santa Rita</title><content type='html'>VIDA ADMIRÁVEL DE RITA DE CASSIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;  O Papa  Leão XIII  proclamou Santa Rita de Cássia como "a pérola preciosa da Úmbria". Sua mística e tão querida figura vem sendo exaltada por toda parte desde  sua morte aos 76 anos de idade e 40 de vida religiosa no  Convento das Agostinianas,  dia 22 de maio de 1457. Deixou este mundo esta santa admirável  depois de ter recebido com muita piedade os últimos sacramentos.Peregrinos acorrem em multidão dos mais longínquos lugares até  Cássia, colocando  flores de piedade e de veneração sobra a sua Tumba, em recordação dos exemplos das suas altas virtudes.&lt;br /&gt;A humilde agostiniana de Roccaporena  é uma das glorias da fecunda terra da Úmbria Cristã. O itinerário terreno da Santa de Cássia se manisfesta em diversos períodos de sua existência, cronologicamente sucessivos e dispostos em ordem ascendente, que mostra as diferentes fases de desenvolvimento da sua vida de união com Deus. &lt;br /&gt;Uma questão se pode levantar: “Porque Rita é santa”?  Ela é santa não tanto pela fama dos prodígios que a devoção popular atribui à eficácia da sua intercessão junto a Deus onipotente, mas pela estupefaciente "normalidade" da existência cotidiana,  vivida antes como esposa e mãe, depois como viúva e enfim como monja agostiniana.&lt;br /&gt;Era uma jovem simples, que no calor do ambiente familiar tinha adquirido o hábito de uma profunda piedade para com o Criador e isto se deve também ao fato dela ter crescido numa das regiões mais belas da Europa, cercada de belas montanhas e com uma vegetação exuberante.  A sua vida era tranqüila e sem notoriedade, quando, contra as suas pessoais preferências, abraçou o casamento. Assim ficou esposa, revelando-se como um verdadeiro anjo no ambiente matrimonial e conseguindo com ações resolutivas a transformar os maus hábitos do marido. Foi também mãe e contente pelo nascimento dos dois filhos, pelos quais, depois do assassinato do marido, tanto sofreu, no temor que nas almas dos seus filhos aparecesse a sombra de um desejo de vingança contra os assassinos do pai. Da sua parte, os tinha generosamente perdoado, determinando também a pacificação das famílias.&lt;br /&gt;Já viúva, ficou logo depois privada dos filhos e sendo livre de qualquer vínculo terreno, decidiu de dar-se toda a Deus. Mas também sofreu provas e contradições, até que pode realizar o seu sonho juvenil, consagrando-se ao Senhor no Mosteiro de Santa Maria Madalena. A humilde existência, que aí passou aproximadamente por 40 anos, foi desconhecida aos olhos do mundo e apreciada somente Deus com quem vivia intimamente unida. Foram aqueles anos de assídua contemplação, anos de penitência e de orações, que chegaram ao clímax quando aquela chaga se estampou dolorida sobre a sua testa. Este sinal do espinho, apesar da dor física que lhe causava, foi como um sinal ydos seus sofrimentos interiores, mas foi sobretudo a prova da sua direta participação à Paixão de Cristo, no meio, por assim dizer, de um momento dramático, como foi aquele da coroação de espinhos no pretório de Pilatos. Aí se deu a manifestação de sua mística adesão ao sofrimento, tão grande que determinou um sinal somático externo. Isto explica ao mesmo tempo porque a sua doce figura exerce tanta atração entre os fiéis, que celebram o seu nome e aclamam os poderes junto do  trono de Deus.&lt;br /&gt;Verdadeiramente Rita é ao mesmo tempo a "mulher forte" e a "virgem de grande sabedoria" das quais nos fala a Sagrada Escritura, que em todos os estados de vida indica qual seja a estrada autentica para a santidade, no seguimento fiel a Cristo até a cruz. Por todos os seus devotos, espalhados por todo o mundo, é exaltada numa apoteótica demonstração de seu valimento para se alcançar as maiores graças e são tão numerosas que a piedade cristã a denominou a “Santa das causas impossíveis!&lt;br /&gt;* Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6314389149492916742?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6314389149492916742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/vida-admiravel-de-santa-rita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6314389149492916742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6314389149492916742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/vida-admiravel-de-santa-rita.html' title='Vida admirável de Santa Rita'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5096752191345693000</id><published>2011-06-07T04:51:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T04:52:23.206-07:00</updated><title type='text'>Rita de Cássia, Maria e o verdadeiro amor</title><content type='html'>RITA DE CÁSSIA, MARIA E O VERDADEIRO AMOR&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;São João deixou a célebre conceituação do Ser Supremo: “Deus é amor”  e, por isto, “quem não ama não conhece a Deus” (1 Jo 4,8). Acrescenta que “se amamos, o amor de Deus em nós é perfeito” (1 Jo 4,12). Antes ele havia afirmado: “Quem não ama permanece na morte”. (1 Jo 3,14). &lt;br /&gt;São Paulo dirá que “o amor é a plenitude da lei” (Rm 13,10). &lt;br /&gt;Mais tarde ensinará  Santo Agostinho: “Ama e faze o que quiseres”, e tem razão o sábio teólogo, pois quem ama a Deus observa seus mandamentos e nunca prejudica o próximo. O autor da Imitação de Cristo desceu a detalhes: “O amor é circunspeto, humilde e reto; não é frouxo, nem leviano, nem vaidoso; é temperado, casto, firme, quieto e precatado na guarda de todos os sentidos”. (Imitação de Cristo, liv. V, c. 5). É que o amor é a energia do universo, o alento atrativo de toda a criação. Diz um antigo hino grego: «O Eterno disse ao Amor: que tudo se organize; e tudo se organizou»! Se no mundo físico o amor é o vértice  da criação, no mundo moral é o princípio da alegria. O mundo não conhece o verdadeiro amor, dado que este é confundido tantas vezes com as paixões desenfreadas. Para quem o possui é  o tipo supremo da felicidade, tanto que  Santa Tereza de Jesus mostrou qual é a desgraça máxima do demônio: “Ele não ama”. Eis  porque a desventura suprema é não amar. Diz o citado livro “Imitação de Cristo” que “não há no céu nem na terra nada mais doce, mais forte, mais sublime, mais amplo, mais delicioso, mais completo nem melhor do que o amor”. Esse amor, segundo um sublime poema monástico nasceu de Deus e não pode, como o mesmo poema acrescenta, descansar senão em Deus, elevando-se acima de todas as criaturas.&lt;br /&gt;Como maio é o mês mariano e também o mês ritiano por antonomásia, nada melhor do que uma reflexão sobre  duas mulheres extraordinárias que viveram em épocas diferentes, em países distantes uma da outra, mas ambas envoltas num grande amor a Deus que as submergiu numa admirável santidade.&lt;br /&gt;Para  Maria o amor a Jesus nasceu de sua maternidade divina e a dileção aos homens fluiu do fato de ser co-redentora da humanidade. Para Rita  a prova de amor a Cristo esplendeu naquele espinho que trouxe na sua fronte e a sua dileção para com seus devotos se manifesta no culto de dulia  recebido mundo todo, prova de tantas graças que obtém para os que imploram sua proteção. &lt;br /&gt;Para Maria, Jesus era o filho bem-amado; para Rita, Cristo era o esposo dileto de seu coração. &lt;br /&gt;Maria esteve lá no Calvário junto ao Redentor da humanidade e Rita que não tirava os olhos de seu Crucifixo vivia intensamente a redenção que se consumou no Gólgota, onde Jesus Cristo deu a prova suprema de sua dileção aos homens.   &lt;br /&gt;A espada de dor transpassou a alma de Maria e a fez Senhora das Dores; um espinho da Coroa de Jesus marcou a fronte de Rita, inundando-a no sofrimento.&lt;br /&gt;Maria através de seu “sim” trouxe ao mundo o Salvador; Rita por causa de sua  ininterrupta adesão a Deus salvou o marido e os filhos e vem transfigurando o coração de tantos pecadores.  &lt;br /&gt;Maria foi sempre um espelho transparente da justiça do Ser Supremo; Rita nunca deixou de ser uma testemunha da misericórdia divina. &lt;br /&gt;Maria lançou os acordes do Magnificat; Rita fez os sinos de seu Convento tocarem, misteriosamente,  harmoniosamente, no dia de sua entrada no céu.&lt;br /&gt; Maria é a Rosa mística do jardim da Igreja; Rita é a santa das rosas trescalantes  de perfume do jardim de Rocca Porena. &lt;br /&gt;Ambas, mulheres enamoradas do Amor divino, cujas chamas partem do único incêndio da Trindade Santa, conduzem seus devotos ao verdadeiro amor. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5096752191345693000?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5096752191345693000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/rita-de-cassia-maria-e-o-verdadeiro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5096752191345693000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5096752191345693000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/rita-de-cassia-maria-e-o-verdadeiro.html' title='Rita de Cássia, Maria e o verdadeiro amor'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6584260829091972239</id><published>2011-06-07T04:49:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T04:51:15.676-07:00</updated><title type='text'>Paralelo entre São Paulo e Santa Rita</title><content type='html'>PARALELO ENTRE SÃO PAULO  E SANTA RITA &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Um grande amor a Jesus Cristo caracterizou São Paulo e Santa Rita e, por isto, um paralelo entre estes dois notabilíssimos santos leva a uma admiração por suas vidas admiráveis, dedicadas à glória de Deus e salvação das almas, conduzindo isto à imitação de suas virtudes. Ambos trilharam caminhos complementários, porque se integram mutuamente pondo em relevo a diversidade dos dons sobrenaturais e das vocações particulares. Enquanto São Paulo era um teólogo bem radicado na história e nas tradições de seu povo, grande conhecedor  das Escrituras, Santa Rita era uma cristã com uma instrução modesta, mas animada de uma fé profunda herdada de seus piedosos pais e esclarecida pelos ensinamentos que hauriu da doutrina de Santo Agostinho. São Paulo compendiou a grandeza do mistério de Cristo em escritos fulgurantes; Santa Rita sintetizou na simplicidade de sua vida a maneira de se viver plenamente tudo aquilo que o Apóstolo falou sobre Mestre divino. São Paulo ensinou tudo que ele viveu; Santa Rita  viveu tudo que este Apóstolo ensinou. São Paulo dizia que só queria conhecer Cristo e Cristo crucificado; Santa Rita teve um conhecimento tão profundo  de Jesus  que arrancou do Crucificado um espinho que muito a Ele a identificou. São Paulo pregou a Boa Nova pelo mundo que então se conhecia desde Jerusalém a Roma, e se fez um pregador universal; Santa Rita, recolhida no seu convento se impregnou do Evangelho de uma maneira total e se tornou  uma  santa universal. São Paulo proclamou que o cristão dever ser o bom odor de Cristo; Santa Rita que exalava o perfume de todas as virtudes, apreciava as rosas e seu agradável olor. Os padecimentos que São Paulo sofreu não o desanimaram; os padecimentos de Santa Rita jamais a esmoreceram no caminho da santidade. São Paulo lançou a primeira teologia da história da salvação, relendo a história de Israel à luz do mistério inesgotável de Cristo; Santa Rita projetou para o mundo a história de uma conformidade integral  ao Redentor, meditando no significado de sua dolorosa Paixão e, deste modo, legaram ambos o patrimônio de um valor extraordinário.  São Paulo era animado de um entusiasmo ardente pela dilatação do Evangelho; Santa Rita era movida por nobres sentimentos e grandes desejos de total purificação interior, possuindo a arte de decifrar como Jesus fala ao coração, como se faz sentir nos conteúdos da revelação.  São Paulo foi instruído por Ananias; Santa Rita cresceu no discernimento na escola de São Nicolau Tolentino. São Paulo, por revelação divina, viveu a teologia do mistério de Cristo; Santa Rita, a exemplo de  São João Batista, cultivou sempre a teologia da mortificação. Cristologia e ascética, veredas objetivas da perfeição, ilustradas por Paulo e por Rita com a finalidade de ajudar seus devotos a viverem em plenitude as riquezas da fé, da esperança e do amor a Deus e ao próximo. Aqueles  que cultuam Paulo de Tarso e Rita de Cáscia têm experimentado esta síntese vital entre a fé e a vivência cristã para encontrar e seguir mais de perto a Cristo.  Ambos deram contribuição relevante à Igreja, mostrando que o verdadeiro cristão deve ser um apóstolo por palavras e exemplos. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6584260829091972239?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6584260829091972239/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/paralelo-entre-sao-paulo-e-santa-rita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6584260829091972239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6584260829091972239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/paralelo-entre-sao-paulo-e-santa-rita.html' title='Paralelo entre São Paulo e Santa Rita'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2837610821408757840</id><published>2011-06-07T04:48:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T04:48:37.361-07:00</updated><title type='text'>Santa Rita e as abelhas</title><content type='html'>SANTA RITA E AS ABELHAS &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Entre os fatos extraordinários envolvendo a vida de Santa Rita de Cássia se relata que quando seus pais Antonio e Amata iam trabalhar nos campos, colocavam sua filha num cesto de vime e abrigavam-na à sombra das árvores. Um dia um grande enxame de abelhas brancas a envolveu, fazendo um estranho zumbido.  Muitas delas entravam em sua boca e aí depositavam mel, sem a ferroar. Nenhum gemido da criança para chamar seus pais; ao contrário, sorria inocentemente  de alegria. Aí é que surge um acontecimento miraculoso, pois, enquanto isso, um lavrador que estava próximo feriu-se com uma foice, dando um grande talho na mão direita. Dirigindo-se, imediatamente, para Cássia, a fim de receber os necessários cuidados médicos, ao passar perto da criança viu as abelhas que zumbiam ao redor de sua cabeça. Parou e agitou as mãos para livrá-la do enxame. No mesmo instante, sua mão parou de sangrar e o ferimento se fechou. Gritou de surpresa, o que chamou a atenção de Antonio e Amata que acorreram ao local. O enxame, por alguns instantes disperso, voltou ao seu lugar e mais tarde, quando Rita foi para o mosteiro de Cássia, as abelhas ficaram nas paredes do jardim interno. Este fato é relatado pelos biógrafos desta santa e transmitido pelas tradições e pinturas que a ele se referem. Seus pais também atribuíram este acontecimento a um prodígio divino. A Revista oficial do Mosteiro Agostiniano de Cascia tem por epígrafe “Das Abelhas às Rosas” com aprovação eclesiástica. Aquele episódio da infância de Rita de Cássia tinha um significado bíblico profundo. Repleta de virtudes, realmente,  seria sua existência. A santidade de vida enche a alma de doçura  como o mel ao paladar, dado que seu favo, ou seja, alvéolo ou conjunto de alvéolos onde as abelhas  o depositam,  é doce, deleitável. O mel é um alimento útil, dado que muito contribui para a saúde corporal. Leva inclusive à moderação, porque  por causa de sua delícia tomado em excesso faz mal ao organismo humano, assim como  o egoísmo, que um excesso de amor a si mesmo,  o faz para a alma. Donde o conselho do Livro dos Provérbios: “Se achaste mel, come o quanto te basta” (Pv 25,16). É preciso que cada um cultive suas qualidades inatas, mas colocando os dons de Deus a serviço dos outros. Na Bíblia a palavra de Deus é frequentemente comparada ao mel: “Quão doces são ao meu paladar as vossas palavras, mais do que o mel à minha boca!” (Sl 119,103). É o que está  também no profeta Ezequiel (Ez 3,3). Cumpre, porém, a exemplo de Santa Rita que era sempre humilde, não atribuir a si mesmo os efeitos das mensagens divinas que, uma vez degustadas, devem ser transmitidas aos outros. Sansão encontrou mel no cadáver de um leão e seu enigma mostra como Deus faz transformar a força do inimigo num meio de sustentar a força daquele que se confia nele. A excelência da Palavra de Deus para quem crê, como Rita de Cássia,  é como um alimento sólido. Além do mais o mel é o símbolo da sabedoria (Pv 24,132-14). Há uma passagem nos salmos sumamente expressivas: “Gostai e vede como o Senhor é bom”. Quando alguém percorre as veredas divinas e se deixa guiar pelo Espírito de Deus pode chegar a tal grau de discernimento e entendimento das veredas reveladas que, passa a saborear o que é espiritual. Nisto, basicamente, consiste o Dom da Sabedoria. Eis a razão pela qual o Eclesiastes declara que o amor de Deus é uma gloriosa sabedoria. S. Pedro explica com precisão este fato ao escrever: “Deixando, pois, toda a malícia e todo o engano, e dissimulação, e invejas e toda sorte de detrações, como meninos recém-nascidos, desejai ardentemente o puro leite espiritual, para por meio dele, crescerdes para a salvação; se é que saboreaste como é doce o Senhor”. Trata-se de experimentar o convívio com o Infinito e, na cela interior do próprio coração, degustar, fruir a presença deste Ser Supremo; pausada e reflexivamente, provar o conteúdo de cada palavra das Escrituras Sagradas, das preces; de meditar as inspirações celestiais recebidas com grande satisfação interior. A conaturalidade surge então, inebriando o fiel nas maravilhas deificas. S. Paulo, ao falar que a verdadeira sabedoria está no Evangelho, tem este texto sumamente expressivo: “Nem o olho viu, nem o ouvido ouviu, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que o amam: a nós, porém, Deus revelou-o por meio de seu Espírito; porque o Espírito penetra mesmo nas profundezas de Deus”. A tranqüilidade é o resultado natural desta sabedoria celestial, pois o contato com o Senhor resulta no equilíbrio perfeito. Davi afirmou que há muita paz para os que amam a vida eterna. Possuir o mel da sabedoria é, de fato, ter encontrado a chave da felicidade, mesmo nos sofrimentos, como aconteceu com a gloriosa Santa Rita de Cássia, que viveu em plenitude o sentido bíblico do mel.* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2837610821408757840?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2837610821408757840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/santa-rita-e-as-abelhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2837610821408757840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2837610821408757840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/santa-rita-e-as-abelhas.html' title='Santa Rita e as abelhas'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6489902536711792739</id><published>2011-06-07T04:47:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T04:47:38.956-07:00</updated><title type='text'>Lições do espinho de Santa Rita</title><content type='html'>LIÇÕES DO ESPINHO DE SANTA RITA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Proclamou o Apóstolo Paulo:"Quanto a mim, não pretendo, jamais, gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gl 6,14). Santa Rita de Cássia, experimentou  também sempre especial atração pela Paixão do Salvador, tema favorito de suas reflexões. Muitas vezes entrava em êxtase imerso no oceano dos sofrimentos de Cristo.&lt;br /&gt;Em 1441, veio a Cássia para pregar a Quaresma, São Tiago de La Marca, discípulo de São Bernardino de Sena cuja festa  se celebra dia 20 de maio. O sermão da paixão de Nosso Senhor sensibilizou profundamente Rita. Voltando ao convento, profundamente emocionada com o que ouvira, prostrou-se diante da imagem do crucifixo que se achava em uma capela interior, e suplicou ardentemente a Jesus que lhe concedesse participar de suas dores. Na quinta-feira santa durante um êxtase, Rita foi milagrosamente ferida na fronte por um espinho de Cristo Crucificado diante do qual ela rezava. Aquele espinho se destacou da coroa do crucifixo, veio a ela e entrou tão profundamente em sua testa que a fez cair desmaiada e quase agonizante. Eis por que os devotos de Santa Rita em toda as quinta-feira do ano, procuram homenageá-la de modo especial.&lt;br /&gt;Suportou ela aquela ferida durante 15 anos, a qual lhe era sumamente dolorosa. Demonstrou sempre, contudo, uma paciência admirável, resignação total. Está  por isto a repetir a todos os seus devotos  com o Apóstolo: "Com efeito, à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações" (2Cor 1,5). &lt;br /&gt;Dava como  São Paulo uma aplicação transcendental a suas dores: "Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Cl 1,24). &lt;br /&gt;Cumpre imitar a paciência de Santa Rita ante as tribulações pois os que se revoltam contra as mesmas foram assim rotulados no Apocalipse:"Amaldiçoaram o Deus do céu por causa de seus sofrimentos e das suas feridas, sem se arrependerem dos seus atos" os quais foram imersos nas trevas (Ap 16,11).&lt;br /&gt;Nunca se deve esquecer o que disse São Paulo: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8,18),&lt;br /&gt;Por tudo isto Santa Rita mereceu o elogio de São Tiago: "Vós sabeis que felicitamos os que suportam os sofrimentos de Jó".(Tg 5,11).&lt;br /&gt;Seus padecimentos lhe granjearam uma grande recompensa no céu, de acordo com o que preconizou São Pedro: "Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória" (1Pd 4,13).&lt;br /&gt;Cumpre recordar tais verdades e como Santa Rita de Cássia estar continuamente junto de Cristo crucificado. Não tenhamos medo de subir sempre pela agreste encosta do Calvário para captar as inspirações  do divino Crucificado. Aproximemo-nos do Homem da Dor, Mártir sublime que nos acena do lenho da amargura, chamando-nos para escutar comunicações que beatificam.Abramos nossos corações à linguagem de Jesus! Ele nos  ensinará a sabedoria de Deus.  Vamos todos a esta fonte de salvação para nos saciar com dons divinos. A árvore bendita donde pendeu o fruto celeste indica uma passagem para um mundo no qual tudo é felicidade. Leiamos, sem cessar, este livro aberto com golpes tão cruéis. &lt;br /&gt;* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6489902536711792739?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6489902536711792739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/licoes-do-espinho-de-santa-rita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6489902536711792739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6489902536711792739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/licoes-do-espinho-de-santa-rita.html' title='Lições do espinho de Santa Rita'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6918535278135910883</id><published>2011-06-07T04:45:00.003-07:00</published><updated>2011-06-07T04:45:27.854-07:00</updated><title type='text'>Efeitos da devoção a Santa Rita</title><content type='html'>EFEITOS DA DEVOÇÃO A SANTA RITA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Entre tantas graças que Santa Rita concede a seus devotos se destaque o fato de fazer com que ele seja administrador de sua mente. Com efeito, ela não deseja ver nenhum dos que a imploram na tristeza, na irritabilidade, na flutuação emocional, na inquietação, na contrariedade. Ela o leva a desfrutar cada momento da vida como um dom precioso de Deus. Quantos, de fato, vivem envolto em preocupações inúteis, muitas vezes ruminando o passado, mas não curtem cada instante de sua existência. É preciso descotaminar a inteligência, voltando cada um para dentro de si, expulsando os pensamentos negativos, deletérios que arruínam a saúde do corpo e da alma. Então ficam vencidas a ansiedade crônica e a insatisfação prolongada. Sob a proteção desta Santa admirável é possível lançar para longe a insegurança, o sentimento de culpa, a atenção exarcebada na opinião dos outros, a compulsão para tudo comprar e gastar sem necessidade, enfim, ela conduz ao perfeito equilíbrio psicossomático. Ela revela o código da interiorização, da concentração na oração, afastando as fantasias e as ilusões que acabam martirizando o cristão que não se escuda na proteção divina.  Ela então confere a seu devoto a arte da reciclagem de cada idéia pessimista, de cada imagem mental perturbadora, desacelerando os pensamentos sediciosos, apagando os focos de tensões doentias.  O verdadeiro devoto desta Santa admirável passa a possuir uma personalidade bem construída, organizada, estruturada. Para que tudo isto aconteça é preciso que cada um pare e se interrogue sobre o que é, quem é, o que faz, onde está, ou seja, se coloque em condições de receber as bênçãos divinas que implora através de sua Padroeira. É deste modo que se reeditam as zonas de conflito interior, se expandem as habilidades que se possui, se desenvolve a inteligência emocional, interpessoal, o que conduz ao bom relacionamento com os outros, consigo mesmo e com o próprio Deus. É evidente que o devoto de Santa Rita nunca navegará unicamente em céu de brigadeiro,  mas, mesmo nos momentos de turbulência, terá força interna para, a exemplo de sua Patrona, não sucumbir.  Atravessará nuvens negras e tempestades com garra e total triunfo na vida. O que faz a diferença do devoto de Santa Rita é a forma como lida com as turbulências inevitáveis a este vale de lágrimas. Ela ajuda a oxigenar o espírito para se ver continuamente o lado bom da existência, dom preciosíssimo de Deus. Seu devoto não tem medo da rejeição, das dificuldades, não será nunca um psicopata. Sabe a cada hora combater as reações doentias de seu psiquismo, decifrando o indicador da imperturbabilidade íntima. Horizontes se abrem a sua frente, não se tendo nunca uma visão estreita da vida, executando com ânimo o projeto pessoal rumo a grandes vitórias, jamais colhendo os frutos ilógicos de atitudes errôneas, porque precipitadas, não planejadas. O devoto de Santa Rita é solidário, compassivo, paciente, generoso, magnânimo.  Ela oferece tranqüilidade nas tormentas, transforma os tímidos em pessoas intrépidas, os impulsivos em ponderados, os individualistas em altruístas, os alienados em interativos. Ela mostra que na vida não há atalhos, não há mágica, mas com a graça de Deus maravilhas acontecem. Estes jamais se bloquearão ou excluirão os outros, pois sabem morar no templo da sabedoria e do auto-controle. Ela faz com que se pense sempre antes de reagir e se use em toda parte a linguagem da razão, da sensibilidade e não da agressão fortuita. Cumpre, se fato, saber filtrar o lixo psíquico, o que Santa Rita  fez em todos os momentos de sua vida e, por isto, nenhum tormento pôde desesperá-la, mesmo porque foi digna de possuir sabedoria celeste, dado que usava seus sofrimentos para ampliar a presença do Crucificado em seu derredor. Esta é a missão sublime de Santa Rita junto dos que a veneram: levá-los á ciência das coisas celestiais, para que sejam totalmente felizes possuindo o mais perfeito equilíbrio da mente e do corpo. *Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6918535278135910883?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6918535278135910883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/efeitos-da-devocao-santa-rita_07.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6918535278135910883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6918535278135910883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/efeitos-da-devocao-santa-rita_07.html' title='Efeitos da devoção a Santa Rita'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7687536094035991743</id><published>2011-06-07T04:43:00.001-07:00</published><updated>2011-06-07T04:43:56.520-07:00</updated><title type='text'>UM DOCUMENTO PRECIOSO SOBRE SANTA RITA</title><content type='html'>UM DOCUMENTO PRECIOSO SOBRE SANTA RITA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A Revista do Mosteiro Agostiniano de Cássia, intitulada “Das Abelhas às Rosas”, publicou,  em novembro de 2007, um louvor popular do sarcófago de Santa Rita.  Trata-se de uma urna funerária do ano de 1457 que pode ser visitada no referido mosteiro. Esta urna estava muito danificada e apenas com a restauração de 1925 foi possível ler corretamente o epitáfio e distinguir claramente as imagens que a ornavam. Belíssimos os dizeres: “Ó bem-aventurada, quanto nos iluminastes com tua constância e virtude diante da Cruz da qual recebestes do Rei grandes sofrimentos, depois de haver abandonado a triste vida do mundo de Roccaporena para ir alegrar-te com teus sofrimentos morais e desconhecidas feridas da  tua alma inebriante naquelas muito mais atrozes de Cristo! Que   mérito tão grande ganhaste! Que grande fé, superior àquela de qualquer outra mulher, te foi concedida! Tanto que recebeste  de Cristo um de seus espinhos, não como recompensa terrena, porque quiseste  jamais ter outro tesouro superior a Cristo a quem te consagraste completamente; sem embargo, não pareceu bastante para considerar-te bem purificada, tanto que o levaste em tua fronte por quinze anos antes de partires para o céu. 1457”.&lt;br /&gt;Como se pode deduzir os contemporâneos desta santa admirável, por ocasião de sua morte,  relataram exatamente o que depois os grandes biógrafos haveriam de analisar  e as imagens dela feitas por artistas primorosos  retratariam. &lt;br /&gt;Observa o Pe. Remo Piccolomini que pelo texto se pode perceber que Santa Rita sofreu muito e, na verdade, grandes tormentos. Suporto-os, contudo, por amor a Cristo Crucificado a quem ela inteiramente se consagrou. Deste modo, a dor foi para ela uma dádiva por meio da qual ela se purificou. Foi por isto mesmo que ela desejou ter na sua fronte um sinal da paixão do Redentor, o que se tornou luz e conforto para todos os seus devotos.&lt;br /&gt;Como Santa Rita, o verdadeiro cristão deve se matricular na escola do divino Redentor que tanto padeceu pela salvação do mundo. É-lhe preciso penetrar fundo no significado das provações que  Deus permite neste mundo, dando-lhes uma aplicação divinamente transcendental. Cumpre que cada um se lembre do que disse Santo Agostinho: “Aquele que te salvou sem ti, não te salvará sem ti”. Este santo explicava então: “A cruz é um navio; ninguém pode atravessar o mar deste mundo sem ser levado pela cruz de Jesus Cristo”.&lt;br /&gt;São Paulo advertiu: “Nós, porém, pregamos a Cristo, o crucificado, escândalo para os Judeus e loucura para os gentios (1 Cor 1,23). Como o Apóstolo, Santa Rita podia repetir: “Longe de mim, porém, gloriar-me, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6,14). Ela vivia aquilo que, mais tarde, ensinaria Santa Catarina de Sena: “Esteja a árvore da Cruz plantada no vosso coração e na vossa alma. Sede semelhantes a Jesus Crucificado”.&lt;br /&gt; Eis aí a razão pela qual tão gloriosa foi Santa Rita, pois São Vicente de Paulo afirmou, com muita razão, que “nas obras de Deus e das almas, o sinal de que o Todo-Poderoso tem grandes desígnios sobre elas é enviar-lhes penas sobre penas, desolações sobre desolações”.&lt;br /&gt; Identificada com Jesus na sua Paixão muito padeceu Santa Rita, mas ela sabia o que diria mais tarde São Geraldo Majela: “O sofrer nada custa, quando se sofre por amor a Deus”. É que no sofrimento o cristão mostra quanto ele vale aos olhos de Deus e quanto vale Deus a seus olhos. &lt;br /&gt;  Santa Rita é tão glorificada no mundo todo porque, já dizia Santo Afonso de Ligório que “as pérolas mais preciosas na coroa dos santos são as cruzes carregadas com paciência durante a vida”. Ela soube, realmente, transformar os sofrimentos que padeceu em pérolas que fulgem no diadema que ostenta em suas estátuas.&lt;br /&gt;  Santa Terezinha mostrou que a gota de fel não deve nunca faltar em nenhum cálice, e que as provações são um grande meio de se desprender da terra e fazem elevar o olhar acima deste mundo miserável. Santa Rita, que soube suportar com tanta resignação grandes dores em sua existência, estava tão desligada da terra que ao deixar este exílio entrou gloriosa no céu e, imediatamente, recebeu a glorificação de quantos a conheceram, os quais propagaram sua santidade que a fez tão poderosa junto de Deus.* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7687536094035991743?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7687536094035991743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/um-documento-precioso-sobre-santa-rita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7687536094035991743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7687536094035991743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/um-documento-precioso-sobre-santa-rita.html' title='UM DOCUMENTO PRECIOSO SOBRE SANTA RITA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-631229064891975076</id><published>2011-06-07T04:39:00.000-07:00</published><updated>2011-06-07T04:40:48.434-07:00</updated><title type='text'>O cristão e a mídia secular</title><content type='html'>O CRISTÃO E A MÍDIA SECULAR&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Quando se analisam os programas / matéria da TV, Rádio, Revista e Jornal por inteiro  com olhar focado no que estão oferecendo ao público brasileiro, o  verdadeiro cristão fica estarrecido. Quem, porém, possui, de fato, sensibilidade religiosa e uma fé profunda em tudo que ensina a Bíblia, se é inteiramente fiel ao que  Cristo pregou, sente uma ojeriza, uma aversão e até  nojo pelo desprezo dos sagrados mandamentos da Lei de Deus. Um destes preceitos é não tomar em vão seu santo nome. Pois bem, na segunda semana do mês de março deste ano certa a novela da mais poderosa televisão brasileira, em uma única apresentação usou na sua trama, nove vezes o nome Jesus Cristo e cinco vezes Deus, em vão, além de outras imoralidades.  Uma verdadeira banalização e afronta ao segundo preceito do Decálogo e de  outros  mandamentos. Um culto e sábio católico pediu a este articulista que elaborasse um artigo chamando a atenção para este fato. Adite-se que algumas propagandas inclusive veiculadas em várias outras redes televisivas são inteiramente imorais. Cumpre se pense seriamente que, quando um cristão está assistindo filmes, novelas e outros programas que apresentam cenas escabrosas, indignas e que infringem o que Deus preceituou e dá adesão a tais desvios teológicos, já cometeu uma falta  em seu interior por ter compactuado com a maldade. Mais do que nunca é preciso senso crítico. Um cidadão bem informado é um  indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos  desfrutando liberdade. Um ser social mal informado e/ou deformado é um prisioneiro de um sistema no qual  os profetas do mal passam a deter  toda a impunidade ao desvirtuar a verdade. Dá-se então uma horrípila manipulação da opinião pública com textos tendenciosos a serviço da descrença e do desprezo do sagrado. Tudo isto é, realmene, verdadeiro para a imprensa escrita, radiofônica ou televisiva, sobretudo para esta que tem o magno poder da imagem associada à palavra. Num regime democrático o Legislativo  exerce o controle sobre o Executivo, que pode ser censurado pelo Judiciário. O "Quarto Poder", ou seja, o da informação, no que tange aos governantes e governados, infelizmente não sofre nenhuma censura maior, a não ser os recursos terrivelmente onerosos e desesperadamente lentos diante dos tribunais no caso de uma acusação de todo improcedente. Entretanto, a liberdade de imprensa, essencial para a democracia, está submissa às normas éticas, isto é, ela não pode menoscabar nenhum dos dez preceitos do decálogo um dia transmitidos pelo Ser Supremo a Moisés. Preceitos sacrossantos por sinal insculpidos no íntimo de cada consciência. Aí é que, de fato, muitas vezes falham os meios de comunicação social ao preconizarem atitudes ímpias. Trata-se de uma arbitrariedade e do exercício perverso de uma função sagrada. O julgamento moral deve presidir o modo como se forma a mentalidade dos leitores.  Um dos jornalistas mais respeitáveis  do mundo ocidental, Ignacio Ramonet, diretor do Monde Diplomatique, publicou um livro, cuja tese é "a tirania da comunicação". O poder magistral de informar detém, na maioria dos casos,  poderosos interesses financeiros e está, tantas vezes, a serviço das multinacionais, às quais interessa o lucro a qualquer preço e, por isto, pregam o ateísmo e a dissolução dos costumes Os limites da liberdade de informação param diante do direito natural que todos os homens e mulheres têm de não serem enredados para o mal. Aditem-se  as arbitrariedades, as insinuações, as meias verdades, as mentiras por omissão, os enganos, a manipulação obscena da informação para fins suspeitos. A onda de violência que percorre o mundo tem muito a ver com o requinte de perversidade com que os crimes são trazidos a público. A agitação que toma conta de tantos jovens é fruto também das mensgens deletérias da mídia, inclusive nos filmes nos quais impera um furor de estarrecer, as barbaridades mais chocantes são apimentadas para atrair o grande público. A liberdade de informar é uma das maiores conquistas da humanidade e é uma proteção decisiva contra a ditadura dos poderosos e contra as injunções políticas ou econômicas. Esta liberdade, porém, não pode se prostituir no exercício incontrolado e impune de sua missão de serviço do interesse público. *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-631229064891975076?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/631229064891975076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-cristao-e-midia-secular.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/631229064891975076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/631229064891975076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/06/o-cristao-e-midia-secular.html' title='O cristão e a mídia secular'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5801643454569534380</id><published>2011-02-16T07:51:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T07:52:29.714-08:00</updated><title type='text'>A RESURREIÇÃO E A VIDA</title><content type='html'>A RESSURREIÇÃO E A VIDA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A Ressurreição de Lázaro é o último milagre realizado por Jesus antes do início de sua Paixão (Jo 11,1-45). Ele voltou novamente à Judéia, a três quilômetros a leste de Jerusalém,  para salvar seu amigo Lázaro. Patenteou, antes de sua própria morte, que viera ao mundo para resgatar os homens do pecado e de todas as consequencias do pecado. Ele, ainda uma vez, quis demonstrar que  grande era a afeição do Pai  que detesta a morte e que deseja a vida. Realidade esta que encontrará sua prova decisiva no dia da Páscoa, quando se deu definitivamente a  vitória da vida sobre a morte, do amor sobre o pecado. Cristo era o mensageiro sublime da enorme dileção de Deus para com a humanidade prevaricadora. Na trajetória por este mundo o ser racional depara com a morte, não apenas enquanto a cada minuto dela inexoravelmente se aproxima, mas também diante do desaparecimento de parentes, amigos, entes queridos, que deixam após si um rastro de lembranças, de tristeza, de imensa saudade. A morte é um acontecimento inelutável, inescapável. Ante a morte, porém, surge o poder  decisivo de Deus. Foi o que sentia Marta ao afirmar a Jesus: “Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá”. Amigo de Lázaro e de suas irmãs, Cristo também partilhava de suas dores. No entanto Ele, que poderia ter vindo antes, chega propositadamente depois do falecimento de quem tanto prezava. É que Ele, embora humano,  só se deixava conduzir pela vontade do Pai. Esperou que Lázaro morresse porque Ele não viera simplesmente afastar a amargura e o luto, mas transformar  estes sofrimentos e esta morte numa mensagem gloriosa, prenúncio de seu notável triunfo após a tragédia do Calvário. A raiz do pecado é a morte, como bem declarou São Paulo: “Por um só homem o pecado entrou no mundo e pelo pecado veio a morte; deste modo a morte passou para todos os homens pelo fato de que todos pecaram” (Rm 5,12). Ora, apenas Jesus demonstrara o poder de perdoar os pecados e dera provas de que tinha também capacidade de trazer à vida os que haviam morrido. Eis aí a grande exclusividade da fé cristã. Pela afirmação audaciosa perante o acontecimento que mais aflige o ser humano “Eu sou a ressurreição e a vida”,  sentença logo confirmada pela ressurreição de Lázaro, Cristo apresenta a resposta ao drama causado pela transgressão do Paraíso. Acrescenta algo mais: “Quem crê em mim, mesmo que morto, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais”. Jesus não fala aqui da vida sobre a terra, sobre a existência meramente biológica, mas da vida divina. Todos os domingos, como em Betânia aconteceu com Marta, ele indaga a  cada cristão: “Crês isto”? Quem acredita não pode então levar uma vida sem amor, sem esperança, sem uma alegria partilhada com os irmãos. A vida do cristão deve estar plena do sentido da ressurreição, de vida, de júbilo. É deste modo que se ilustra a resposta que se deve dar a Cristo: “Eu creio firmemente, Senhor, pois tu és o Messias, o Filho de Deus que devia vir ao mundo”. O império  de Jesus sobre a morte é uma fagueira promessa de vida. Aliás, sua própria ressurreição ostentou que Ele era o primogênito de uma multidão de irmãos a cantarem o hino festivo da vitória, prenunciada inclusive pela ordem que dera a seu falecido amigo: “Lázaro, vem para fora”. Que espetáculo glorioso: “O morto saiu, atado de mãos e pés, com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano”. Confirmava-se o que Ele havia dito: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Ali estava o Senhor Todo-Poderoso que perante a fé dos que nele acreditavam tirava do túmulo quem lá jazia nas trevas da morte. Toda a existência de quem foi batizado  deve sempre colocá-lo perante a esperança da ressurreição, vivida na aventura  da fé que flui do senhorio absoluto do Filho de Deus. Nele, de fato, não  se deve contemplar apenas o Rabi da Galiléia, Mestre admirável, mas também o poderoso Senhor no qual se pode inteiramente confiar. É preciso abrir os olhos e viver integralmente em função de quem realmente tem a resposta para todas as rescrescentes aspirações humanas. Um abandono total Àquele que ininterruptamente demonstrou um amor desinteressado pelos que sofrem, ostentando a solicitude de um benfeitor familiar, Pastor desvelado  atento às necessidades de suas ovelhas. Isto é uma importante dimensão do crer e esperar nele. Embora vivendo num vale de lágrimas nada deve quebrar os laços entre Cristo e aquele que ele ama e do qual solicitamente cuida. Jesus, antes de ressuscitar a Lázaro, chorou, patenteando a ternura de seu coração. O liame de amizade entre Ele e o cristão é algo essencial. A indefectível amizade de Jesus é que permite ao que nele crê caminhar sem desfalecimentos pelas estradas da vida. Um autêntico repouso na confiança em Cristo é uma delicadeza para com Ele. Então maravilhas acontecem em derredor de seus amigos, como ocorreu, um dia, lá em Betânia. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5801643454569534380?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5801643454569534380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/resurreicao-e-vida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5801643454569534380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5801643454569534380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/resurreicao-e-vida.html' title='A RESURREIÇÃO E A VIDA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5438726916598943153</id><published>2011-02-16T07:50:00.000-08:00</published><updated>2011-02-16T07:51:05.431-08:00</updated><title type='text'>a VONTADE DIVINA E A HUMANA</title><content type='html'>A VONTADE DIVINA E A HUMANA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus afirmou: “Não busco a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo 5,30). Aliás, na Agonia no Horto das Oliveiras, Ele assim orou: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este  cálice; contudo, não se faça como que quero, mas como tu queres” (Mt 16, 39)  Deixou magnífico  exemplo para seus seguidores. Santo Agostinho sabiamente ensinou  que “a vontade é a potência pela qual se erra e se vive com retidão”. Daí a necessidade da atenção para com esta faculdade da alma que pode ser prejudicada pela indecisão ou falta de resolução firme para aderir às inspirações divinas. Todo progresso espiritual consiste em desejar firmemente seguir os ditames celestes. A egolatria pode sutilmente levar o cristão a não querer sujeitar-se à voz de sua consciência  Daí a necessidade da maleabilidade nas mãos do Divino Espírito Santo, para que todas as intenções sejam verdadeiramente retas e não meros caprichos humanos. Eis porque advertia São Paulo aos Filipenses sobre aqueles que buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo (Fl 2,21). Donde ser preciso solicitar sempre a graça  da constância para que se fuja da precipitação, da volubilidade, não sendo  nunca o discípulo de Cristo irresoluto e instável, conforme advertiu de São Tiago (Tg 1,8). Para isto mister se faz equilibrar o coração com a inteligência. Estando esta iluminada, cabe à vontade executar com sumo amor e total disposição o que deve ser realizado em cada momento. Aliás, a finalidade última de toda oração deve a total conformidade com os desígnios do Ser Supremo. Esta imolação da vontade própria é sumamente agradável a Deus. Tudo depende do domínio de si mesmo, o qual torna o cristão imune dos desvios que impedem sua adesão ao bem a ser praticado. Nunca se pode esquecer que a fidelidade, mesmo nas pequenas atitudes,  cerra a porta a quase todos os males das potências superiores da alma, pois treina a vontade para o total autodomínio, levando a uma tranqüilidade absoluta no falar e no agir, graças ao valor das virtudes internas do espírito.  Chega-se então àquela moderação de que fala São Paulo a Timóteo, levando cada um “uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e decoro” (1Tm 2,2). É que aceitar a vontade de Deus em todas as circunstâncias, durante todo o dia, é uma grande prova de amor. Convém, porém, notar que  sendo Deus luz e amor ele se comunica com a pessoa humana de vários modos.  São João da Cruz, sem querer, evidentemente, fazer um jogo de palavras diz que “às vezes percebe-se mais conhecimento do que amor; outras, mais amor do que inteligência ..., ou só conhecimento e nada de amor ..., ou só amor sem nenhuma informação do Espírito Santo”. O que vale, contudo, na prática é a reta intenção de fazer o que Ele quer e não o que cada um desejaria fazer. É que um ato de vontade constante feito com total dileção para com Deus vale muito mais do que os grandes heroísmos passageiros, esporádicos. É deste modo que a vontade humana vai se tornando livre e generosa, como era a de Cristo, o qual pode dizer ser seu alimento fazer a vontade do Pai (Jo 4,34). É lógico que  esta  conformidade absoluta com os desígnios de Deus leva o cristão a suportar com paciência todas as incongruências de uma passagem por este vale de lágrimas como é o presente exílio nesta terra. Estas provações então purificam o coração como o ouro no crisol. Quantos cristãos, infelizmente, quando Deus envia qualquer desgosto, por pequenino que seja,  chegam até a se revoltarem contra Ele. Ainda bem que o Onipotente é paciente, pois poderia punir imediatamente estes insurgentes. Por tudo isto, o acatamento de tudo que Deus permite se torna fonte maravilhosa de merecimentos. A dependência filial em todas as circunstâncias da vida, este abandono amoroso nas mãos da divina Providência, este oferecimento  habitual nas dificuldades que surgem, esta paciência inalterável atraem o beneplácito do Todo-Poderoso Senhor. É quando o cristão deve se lembrar das palavras de São Paulo aos Coríntios: “Realmente, o leve peso de nossa tribulação no momento presente, prepara-nos, além de toda e qualquer medida, um peso eterno de glória; não que nós olhemos as coisas visíveis, mas para as invisíveis; é que as coisas visíveis são transitórias, ao passo que as invisíveis são eternas” (1 Cor 5,417-18). Além do mais, a imperturbabilidade é o  venturoso resultado da aceitação de tudo como vindo da mão de Deus. Tudo é, deste modo, contemplado através do prisma da divina Sabedoria . É desta maneira que o querer humano vai se transformando no querer divino. Pensar, desejar, aspirar, sentir  em tudo conforme a adorável vontade divina deve ser sempre o grande intuito do verdadeiro imitador de Jesus Cristo. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5438726916598943153?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5438726916598943153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/vontade-divina-e-humana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5438726916598943153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5438726916598943153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/vontade-divina-e-humana.html' title='a VONTADE DIVINA E A HUMANA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2987997268808679714</id><published>2011-02-16T07:49:00.001-08:00</published><updated>2011-02-16T07:49:42.936-08:00</updated><title type='text'>A BUSCA DA PERFEIÇÃO</title><content type='html'>A BUSCA DA PERFEIÇÃO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Após descer a detalhes sobre o preceito maior do amor ao próximo Jesus deixou esta ordem para seus seguidores: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,38-48). Esta clara determinação do Mestre divino é um vibrante apelo à fuga de toda e qualquer mediocridade. Cristo está a ensinar que o apelo à santidade é para todo batizado. Muitos são os que julgam que a perfeição cristã está reservada aos grandes místicos como Santa Catarina de Sena, São João da Cruz, o Padre Pio. Eis aí um ledo erro, pois tal é a vocação de todo aquele que tem fé, dado que Deus já preceituara no Antigo Testamento: “Sede santos, porque eu sou santo”, como está no Livro do Levítico (Lv 2, 43-45). Jesus veio a esta terra para mostrar como colocar em prática esta solicitação divina. Os santos realizaram de maneira excelente aquilo que todo cristão deve querer ser, se tivesse plena consciência de sua vocação. Não se trata de viver na  estratosfera, num estado de alienação, mas simplesmente estar imbuído de uma disposição sincera de adesão à vontade do Ser Supremo,  amando-O e ao próximo como Jesus amou. Amar é preferir. É sacrificar as preferências egoístas para aderir às de Deus e aos legítimos interesses dos irmãos na fé, inclusive amando os inimigos e por eles orando. Na prece do Pai Nosso se reza, o que nem sempre se coloca em prática: “Seja feita a vossa vontade”. São Paulo decodificou o amor ao semelhante com detalhes magníficos: “A caridade é paciente, é benigna; a caridade não é invejosa, não se ufana, não se ensoberbece, não é ambiciosa, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não folga com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Cor 13,4-7). A busca da perfeição, assim conceituada,  é sem limites, pois o referencial dado por Cristo é a santidade divina: “Sede perfeitos, como o Pai celeste é perfeito”. Ele deu a seus seguidores um modelo a imitar. Não se deve abaixar as normas de Deus ao nível dos preceitos humanos. A medida à qual se deve aspirar é a imitação do Todo-Poderoso na sua infinita santidade. Não há nunca um basta na caminhada do verdadeiro cristão. É claro que cada um  alça seus vôos para o Alto de acordo com seus próprios carismas e sua atividade especifica dentro da sociedade. Enraizado no Batismo e na Confirmação, cada um deve procurar  o Reino de Deus ordenando as coisas temporais em vistas da salvação própria e dos outros. Tudo depende da união vital com Cristo, ou seja, uma sólida espiritualidade nutrida por uma participação ativa na Liturgia e expressa no estilo das oito bem-aventuranças evangélicas. Na prática cotidiana isto significa a competência profissional, o senso sagrado do espírito familiar e cívico, as virtudes sociais. Além disto, na medida do possível, o engajamento nas diversas pastorais colaborando na difusão do verdadeiro cristianismo. Nunca se deve esquecer que para aqueles que assim amam a Deus tudo coopera para o bem. A sublime missão de todo batizado é ser predestinado a reproduzir a imagem do Filho de Deus para uma multidão de irmãos. Diz São Paulo: “Os que Ele predestinou, Ele também os chamou. Os que Ele chamou, Ele justificou. Os que Ele justificou, ele os glorificou” (Rm 8,28-30). Deste modo, a santidade do povo de Deus se espalha em frutos abundantes como o testemunha com brilho a História da  Igreja pela vida de tantos que colocaram seus passos nos passos de Jesus. A força para o progresso espiritual advém a cada um através dos sacramentos que conferem as graças especiais para a vivência plena do Evangelho. O que não se pode, porém, esquecer é que o caminho da perfeição passa pela cruz. Não há santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso implica ascese,  mortificação que conduzem gradualmente a viver na paz. A perfeição que Cristo preceitua tem, de fato,  que passar pelo Calvário. Os sacrifícios diários no exercício da profissão, as tarefas de todo instante, a convivência com os semelhantes, a luta contra a carne e seus desejos maus e cobiças desregradas, a fuga das ocasiões de pecado, enfim,  tudo isto a cada hora sem paciência e muita determinação ninguém consegue se vencer, conviver consigo mesmo e com o próximo. Animado, contudo pelo Espírito de Jesus pode o cristão vencer os movimentos desordenados da alma, lutando  contra eles. É o que  ensina São Paulo: “Os que são de Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo espírito, andemos também no espírito” (Gl 5, 25). É, deste modo, que o cristão espera a graça da perseverança final e a recompensa de Deus seu Pai pelas boas obras realizadas  com sua graça em comunhão com Jesus. Ao guardar esta regra de vida quem crê, vive na casa da esperança, olhos voltados para a Cidade santa, a Jerusalém celeste. Eis o destino de todo aquele que, virilmente, corajosamente, prontamente  busca as veredas da perfeição, as quais nunca se tornam possíveis para os fracos, os pusilânimes, os covardes. Por tudo isto ser santo é ser salvo. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2987997268808679714?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2987997268808679714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/busca-da-perfeicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2987997268808679714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2987997268808679714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/busca-da-perfeicao.html' title='A BUSCA DA PERFEIÇÃO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3408445572613617797</id><published>2011-02-11T09:53:00.002-08:00</published><updated>2011-02-11T09:54:30.115-08:00</updated><title type='text'>O REINO DOS CÉUS</title><content type='html'>O REINO DOS CÉUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho”&lt;br /&gt; Jesus  foi claro ao afirmar que aquele que guardar e ensinar os mandamentos será declarado grande no Reino dos Céus (Mt 5,19). Em São Marcos se encontra a expressão Reino de Deus que é equivalente. O cerne da pregação de Cristo foi proclama-lo. Ele “percorria toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas, pregando a boa-nova do reino e curando todas as doenças  e todas as enfermidades o meio do povo” (Mt 4, 23). Estes e outros milagres eram os sinais  da presença deste Reino e faziam entrever seu significado, o qual foi bem decodificado por São Paulo: “O reino de Deus consiste em justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 4,17 b). É que se trata de uma realidade misteriosa cuja natureza só Jesus pode dar a conhecer. Ele, porém, não a revela senão aos humildes e aos pequenos, não aos doutos e aos hábeis deste mundo. Assim, de fato, se expressou Cristo: “Eu te louvo e agradeço, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e aos sagazes e as revelaste aos simples” ( M6 11, 25). Para quem não tem fé e humildade se trata de um fato enigmático, inexplicável. Quem percorre com atenção e  está iluminado pelas luzes do Alto percebe que a pedagogia dos Evangelhos consiste em grande parte na revelação progressiva dos mistérios do Reino sobre o qual Jesus discorreu mormente nas parábolas. No fim dos tempos Ele, o vencedor da morte, do pecado e de satanás,  aos que lhe tiverem sido fiéis, Ele fará dará este Reino de glória.  Seus autênticos seguidores  receberão “a herança no Reino de Cristo e de Deus”, como ensinou  São Paulo na Carta aos Efésios (Ef 5,5). O discípulo de Jesus será chamado  a partilhar da ventura sem fim desse reinado, como está no Apocalipse: “Ao vencedor fá-lo-ei sentar comigo no meu trono, do mesmo modo que eu venci e me sentei com meu pai no seu trono” (Ap 3,21). Momento de suma alegria, porque “felizes dos convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro (Ap 19,9). Para se ir para o Reino dos Céus é preciso cumprir certas condições. Ele não é nunca uma paga devida por justiça, pois é livremente que Deus oferece as oportunidades para lá chegar. Cumpre um desapego total das coisas deste mundo: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus” ( Mt 5,3). Além disto, é preciso a simplicidade, a pureza e a maleabilidade espiritual de um menino: “Em verdade vos digo que, se não mudardes e não voltardes a ser como crianças não entreis no reino dos céus” (Mt 18,2). Adite-se que é necessário fazer em tudo a vontade divina, como recomenda a Carta aos Hebreus: “Tendes necessidade de constância, para que, fazendo a vontade de Deus, venhais a obter o bem prometido” (Hb 10,36). Tudo isto envolto numa grande dedicação  ao próximo, segundo a exortação de São Paulo: “Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para com outros, pois quem ama o próximo cumpriu a lei” (Rm 13,8). Finalmente, para se alcançar o Reino dos Céus  é indispensável o amor a Deus, amor divino que deve ser transcendental ou dominante  de tal forma que todos os pensamentos, afetos e obras estejam subjugados pela dedicação ao Ser Supremo. Esta afeição se torna grandemente operativa, desdobrando-se em obséquios e serviços a Deus e ao próximo, segundo a máxima de São Gregório: “O amor de Deus, se existe, realiza grandes coisas”. Deste modo, tudo fica fácil na caminhada para o Reino dos Céus, conforme a sentença de Santo Agostinho; “ Tudo que é árduo e pesado em excesso, se faz simples e quase nada por força do amor”. Aliás Cristo afirmou: “ O meu jugo é suave e  o meu peso é leve (Mt 11,36). Esta inclinação amorosa do cristão para Deus vai se tornando sempre mais desinteressada, de acordo com o que falou São Bernardo: “O amor puro não é interessado. Amo a Deus porque amo, amo para amar sempre mais”. É evidente que, desta maneira,  se dá a transformação do amante no amado. Tal o pensamento do citado Santo Agostinho: “Tal é cada um, qual é seu amor. Amas a terra? És terra. Amas a Deus? Que queres que eu te diga?  Serás Deus? Não me atrevo a dizê-lo por minha conta, mas ouçamos a Santas Escrituras: “Eu digo: todos vós sois deuses filhos do  Excelso!” (Sl 81,6). Para isto é preciso pensar em Deus de bom grado, pois diz São Fulgêncio que pensamos sempre naquele que amamos. Em síntese, tudo fazer para a glória divina, dado que a prova do amor está nas obras. Aí está a razão pela qual se lê na famosa Carta a Diogneto, esta jóia da literatura cristã primitiva,  escrita por um batizado, explicando àquele sábio pagão, que os cristãos, que muito amam a Deus, estão no mundo, mas não são do mundo. De fato pertencem ao Reino dos Céus! *  Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3408445572613617797?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3408445572613617797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/o-reino-dos-ceus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3408445572613617797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3408445572613617797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/o-reino-dos-ceus.html' title='O REINO DOS CÉUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2715745977151459198</id><published>2011-02-11T09:53:00.001-08:00</published><updated>2011-02-11T09:53:32.249-08:00</updated><title type='text'>O FENÕMENO LULA</title><content type='html'>O FENÔMENO LULA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*, da Academia Mineira de Letras&lt;br /&gt;O fato da renomada Universidade Federal de Viçosa ter concedido o título de Doutor “Honoris Causa” a Luis Inácio Lula da Silva provocou na Imprensa em geral os mais diversos comentários. Um julgamento objetivo sobre o último Presidente da República só se dará com o passar dos tempos. Surgiu com ele,  para muitos contemporâneos, o redentor da pátria, mas já se cantou, em prosa e verso, a tendência sul-americana de exaltar líderes messiânicos. Como observou  Donald Marquand Dozer, “é  próprio dos povos latino-americanos  recusar   a aceitar a tirania de idéias, quer seja a idéia unitária, quer a federalista, quer o socialismo, o comunismo ou qualquer outro sistema de camisa-de-força, mas abandona-se de bom grado ao controle de um caudilho que demonstrar na prática possuir dotes de superioridade pessoal”. Adite-se que à volta do chefe que parece carismático há sempre um grupo que usufrui do poder. É ler os jornais para se perceber que um fisiologismo, antes condenado abertamente,  imperou durante os oito anos do governo lulista. É claro que isto é  sofisticamente rebatido com o palavreado fulgurante de comunicadores hábeis em dar explicações, sempre se afirmando que as medidas tomadas, os acordos feitos, giraram em torno do interesse da Pátria bem amada. Peron na Argentina; Vargas no Brasil; Alessandri no Chile; Francia, El Supremo, no Paraguai; Porfírio Diaz no México, são alguns exemplos entre tantos outros de governantes que souberam bem explorar seus dotes pessoais em situações que favoreceram seu domínio. É interessante observar que Porfírio Diaz em 1884 retornando à Presidência fez passar uma emenda constitucional que permitia a reeleição. A partir dessa data manteve-se ininterruptamente  à testa do governo até 1991!  No Brasil Lula foi reconduzido  ao Planalto após quatro anos e fez sua sucessora no poder.  A questão é se colocar na mente do brasileiro que só há um homem digno da Presidência da República, um único salvador, que, voltando daqui a quatro anos, vai acabar definitivamente com o pauperismo, com a fome, com o desemprego, com o analfabetismo, colocando a saúde pública em patamares invejáveis!   Spencer alertou : “O culto dos heróis é o mais forte lá onde a liberdade humana se considera menos”. Portanto, todo cuidado é pouco! Houve cientistas sociais do mais alto gabarito que captaram resquícios de stalinismo na  administração de Lula.  Aliás, o que antes era combatido, foi defendido depois, não sendo o último  governo, na opinião dos melhores analistas, senão uma mera continuação do que foi feito durante os tempos de FHC, colocando-se, inclusive, em prática  teses do tão controvertido sociólogo.  Seja como for,  homenagens  foram prestadas em Viçosa ao Doutor Lula que já entrou  na História ou como um mito ou como um herói. Os pósteros julgarão melhor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2715745977151459198?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2715745977151459198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/o-fenomeno-lula.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2715745977151459198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2715745977151459198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/o-fenomeno-lula.html' title='O FENÕMENO LULA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5018635029476060127</id><published>2011-02-02T09:32:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:33:23.176-08:00</updated><title type='text'>INTERPRETAÇÃO TEOLÓGICA DA QUARESMA</title><content type='html'>INTERPRETAÇÃO TEOLÓGICA DA QUARESMA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A quaresma prepara os cristãos  para a celebração da maior data do ano litúrgico na qual se celebra a Páscoa na Ressurreição do Senhor, em 2011 dia 24 de abril. É. Por isto mesmo, um tempo privilegiado no qual através de uma busca ainda maior da própria elevação espiritual  quem foi purificado nas águas batismais procura corresponder ao grande anelo de Cristo. Este, com efeito, como lembra São Paulo: “amou a Igreja e se entregou a si mesmo por ela, a fim de a santificar, purificando-a com o lavacro de água juntamente com a palavra para apresentar a si mesmo essa Igreja resplandecente de glória, sem mancha, nem ruga, sem coisa alguma semelhante para que seja santa e irrepreensível” (Ef 5,25-27). Donde, segundo o mesmo Apóstolo, o caráter batismal da quaresma: “Uma vez que ressuscitastes  com Cristo, procurai as coisas lá de cima, onde Cristo está sentado à direita de Deus” (Cl 3,1). A Igreja é uma comunidade pascal, porque é batismal. O dom da vida nova colocada em cada um pela dileção divina, faz de quem foi batizado uma nova criatura, filho ou filha especial de Deus.  É preciso, porém, que cada cristão se torne cotidianamente, na realidade vivida, aquilo que é nas profundezas de seu ser renovado por puro dom  do Ser Supremo.  Daí a razão pela qual o cristão é chamado a exprimir com uma vida de contínua conversão a passagem para uma existência que o torne sempre mais semelhante ao Redentor triunfante sobre o pecado e a morte. Esforço de fidelidade e crescimento cotidiano que deve marcar cada instante do existir de quem foi cristianizado. A Igreja promove então um tempo de revisão de vida, um retiro espiritual de quarenta dias. Trata-se de se consagrar com mais piedade ainda à oração, à reflexão e à metamorfose de vida. Esta mudança é preconizada no Apocalipse: “O justo faça a justiça e o santo santifique-se ainda mais (Ap 22,11). Eis porque durante o tempo quaresmal o essencial não é multiplicar as orações, mas fazê-las com mais fervor ainda, intensificando o pedido pela conversão dos pecadores, daqueles que não observam os mandamentos divinos, não realizando as promessas batismais. Preces ardentes para todos seguidores de Jesus vençam o espírito do mundo, apesar de viverem num clima de civilização do bem-estar e do consumismo.  Cumpre, realmente, viver a quaresma numa dimensão individual e comunitária  para que se possa comemorar com mais autenticidade e proveito a Páscoa do Senhor. Daí o espírito de penitência que envolve a quaresma que lembra o discurso da mortificação e da renúncia, da luta pela prática de todas as virtudes, de amor ao sacrifício.  A penitência quaresmal visa não só estabelecer uma  união mais íntima entre cada um e Deus pela abominação,  pela repulsa a qualquer pecado, mas ainda pelo arrependimento das fraquezas cotidianas, das pequenas infidelidades e deslealdades entre o nosso eu e as exigências do amor de um Deus três vezes santo. Enfim, o contexto quaresmal leva cada um a retirar todo e qualquer obstáculo ao projeto divino de aperfeiçoamento pessoal perante sua grandeza infinita. É claro que o próprio Senhor quem ilumina e dá eficácia a todos estes bons propósitos, os quais se transformam em ações litúrgicas , ou seja, ação de Cristo e da Igreja em cada um de seus filhos. O documento do Concílio Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, ressaltou com ênfase esta dupla índole quaresmal pela lembrança do batismo e o verdadeiro espírito penitencial para que o mistério pascal seja vivido em plenitude (SC 109.) Dentro destas reflexões  a Campanha da Fraternidade  leva a vivenciar e a assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma, tendo como foco este ano a Fraternidade e a Vida do Planeta. É exatamente a ambição humana, o egoísmo, a falta de sensibilidade para com as maravilhas que Deus espalhou mundo todo que faz a criação gemer em dores de parto (Rm 8,22). Não pode o cristão ficar alheio ao problema das mudanças climáticas, devendo respeitar ao máximo o meio ambiente do lugar em que vive, o que supõe renúncia corajosa  a tudo que pode causar qualquer tipo de poluição, inclusive a poluição sonora. Pequenas atitudes somadas ajudam a preservar o ar, a água, as plantas, os animais, a vida nesta terra. Tudo isto supõe também espírito de penitência, porque exige esforço e respeito ao próximo e a tudo que rodeia o cristão, agradecido às dádivas generosas do Criador de tudo. *  Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5018635029476060127?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5018635029476060127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/interpretacao-teologica-da-quaresma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5018635029476060127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5018635029476060127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/interpretacao-teologica-da-quaresma.html' title='INTERPRETAÇÃO TEOLÓGICA DA QUARESMA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6459468320311505005</id><published>2011-02-02T09:31:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:32:13.645-08:00</updated><title type='text'>AS TENTAÇÕES DE JESUS NO DESERTO</title><content type='html'>AS TENTAÇÕES DE JESUS NO DESERTO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Relatou São Mateus que “Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo demônio” (Mt 4,1). Foi para o deserto que Deus quis conduzir Abrão, Moisés e os profetas para estabelecer com eles uma aliança eterna. É  ao tempo do deserto que o Deuteronômio faz referência, lembrando o que Moisés dizia ao povo de Israel como Deus o havia feito sair do Egito e o conduzira para um país abundante de leite e de mel e havia, outrossim, falado a seu coração: “A palavra está inteiramente perto de ti, na tua boca e no teu coração para que a coloques em prática” (Dt 30,14). É este tempo do deserto que São Paulo evoca na carta aos Romanos, interpretando esta palavra como “a mensagem da fé que proclamamos” (Rm 10,8), capaz de salvar aquele que confessa pela sua boca que Jesus é o Senhor e que crê em seu coração que Deus o ressuscitou dos mortos (Rm 10,9). Pois bem, foi no deserto que Jesus  foi conduzido pelo Espírito para triunfar sobre o adversário, como Santo Irineu de Lyon chamava o diabo. A narrativa das tentações de Jesus, a despeito de sua complexidade, constitui uma página preciosíssima dos Evangelhos. Ela mostra que Jesus “foi experimentado em tudo” como está escrito na Carta aos Hebreus (Hb 4,15), comprovando também a veracidade da Encarnação do Verbo de Deus. A tentação atravessa inevitavelmente toda a vida humana e sem a tentação a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se fez homem não teria assumido toda a condição humana. Diz Santo Agostinho que, na sua passagem por este mundo nossa vida não pode escapar à prova da tentação, dado que nosso progresso se realiza pela prova. De fato, ninguém se conhece a si mesmo sem ser experimentado, e não pode ser coroado sem ter vencido, e não pode vencer, se não tiver combatido e não pode lutar se não encontrou o inimigo e as tentações”. Deste modo, a existência do ser humano nesta terra é uma batalha contínua contra o mal. Trata-se de uma pugna travada no mais íntimo de si mesmo e cuja vitória é o caminho que conduz até Deus. No deserto Cristo viveu e conviveu concretamente esta guerra e sai gloriosamente vitorioso, deixando exemplo magnífico para seus seguidores. No deserto, reviveu as três tentações do povo de Deus na sua saída do Egito. Na  primeira tentação satanás insinuava a Jesus faminto que transformasse as pedras em pão e lembra o dom do maná (Ex16). Na segunda que Ele se lançasse abaixo do mais alto do templo, numa visível tentação de Deus, como acontecera em Massá e Meribá “em razão da querela dos filhos de Israel  que tinham tentado o Senhor” (Ex 17). Na terceira o demônio promete todos os reinos do mundo e sua glória, contanto que prostrado Jesus o adorasse, o que remete à adoração do bezerro de ouro (Ex 32). Entretanto no deserto Jesus reviveu também o combate da tentação original do paraíso terrestre: a primeira concerne, com efeito, à alimentação, como foi o caso do fruto da árvore  “no meio do jardim” (Gn 3,3). Cristo vence, falando ao tentador: “Não só de pão vive o homem”. Como bem explicou Santo Irineu, a saciedade que o homem tem para com o alimento foi destruída pela privação que o homem Jesus sofreu neste mundo. Nesta primeira tentação vencida Jesus contesta o primado do temporal e do econômico que sufocam o cristão e o Mestre divino ensina que não se deve preocupar com o dia de amanhã, mas confiar sempre em Deus, triunfando cada um contra as inquietudes desnecessárias. A segunda tentação visava algo espetacular e Jesus provaria que era realmente o Filho de Deus por mera vaidade. No paraíso o orgulho fez a desgraça de Adão e Eva, mas no deserto a humildade de Cristo triunfa sobre o diabo: “Não tentarás o Senhor teu Deus”. Desta maneira, estava, o Mestre divino condenando a tantos que estão à procura do milagre por toda parte e com sua soberba querem enfrentar a Deus, exigindo prodígios e mais prodígios, nunca se conformando com a vontade divina. A terceira tentação é a da vontade insaciável do poder, mas Jesus a repele: “Adorarás ao Senhor  teu Deus e só a ele servirás”, mostrando a seus epígonos que não devem se escravizar ao dinheiro, à ambição, ao desejo do domínio, sendo que no paraíso nossos primeiros pais queriam ser como deuses. Tríplice tentação, tríplice vitória de Jesus a concitar a todos a terem como Ele a liberdade perante as imposições satânicas. Apenas assim o cristão será verdadeiramente livre. O ato de liberdade de Cristo perante o diabo tem o poder de curar o homem da fascinação dos ídolos e de suas ilusões. A narrativa das tentações de Jesus é um convite a cada um para ser um vencedor. O cristão que triunfa sobre as tentações pode ajudar os outros a se tornarem também triunfadores. A exemplo de Cristo e com Ele ninguém pode se deixar aprisionar nas ciladas do inimigo, mas  deve repetir sempre na sua vida o triunfo de seu Redentor. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6459468320311505005?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6459468320311505005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/as-tentacoes-de-jesus-no-deserto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6459468320311505005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6459468320311505005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/as-tentacoes-de-jesus-no-deserto.html' title='AS TENTAÇÕES DE JESUS NO DESERTO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4664261527328452111</id><published>2011-02-02T09:30:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:31:18.427-08:00</updated><title type='text'>EDIFICAR SOBRE A ROCHA</title><content type='html'>EDIFICAR SOBRE A ROCHA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O alerta do Mestre divino nunca pode ser esquecido: “ Nem todo o que me diz – Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas o que faz a vontade do meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). Já no Antigo Testamento Deus se queixava de Israel: “Este povo se aproxima de mim, me honra com a boca e os lábios, mas seu coração está longe de mim” (Is 29,13). Inúmeras as passagens vétero-testamentárias que condenam um culto meramente exterior sem a mudança radical do coração. Esta transformação interior significa um esforço contínuo para fazer em tudo o que Deus quer como está expresso nos dez sagrados mandamentos de Sua lei. Isto supõe determinação para seguir o caminho traçado pelo Ser Supremo custe o que custar. Boas intenções sempre são necessárias, mas é necessário que sejam acompanhadas de boas obras. Quando, porém, há sinceridade Deus oferece todas as graças para a realização de ações luminosas. Isto significa edificar, construir  sobre a rocha, colocando a esperança não naquilo que é passageiro, instável, não resistente à ação do tempo e aos revezes da sorte, mas fixando o cristão unicamente nas promessas divinas de uma glória eterna para os que, na trajetória terrena, não se deixaram enganar pelas ilusões mundanas. Aliás, Jesus afirmou peremptoriamente: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24,35). Quem nele não acredita constrói sobre  a areia  e conhecerá uma ruína é completa. Cumpre viver em função do que Cristo ensinou, Ele que é o rochedo inabalável, eterno. Então surge uma obra perfeita que resiste a todas as intempéries. Isto acontece com quem assimila a mensagem de Jesus e a aplica inteiramente  à sua existência. O verdadeiro cristão faz rebrilhar o que Cristo ensinou através do testemunho manifesto de sua vida diária. Estar com Jesus, que ensina a construir sobre a rocha, é um privilégio maravilhoso, mas é, outrossim, uma obrigação absoluta da integral adesão a seus ensinamentos. Os preceitos divinos  são desprezados  pelo mundo orgulhoso, reino de satanás, mas cujas edificações são frágeis, sem sólido fundamento. Falta-lhes o alicerce  da fé, da perseverança, da obediência a Deus. São Paulo mostrou  que quem  edifica com Jesus é inabalável e exclamou: Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo ou a espada? [...] Mas em todas estas coisas somos nós mais que vencedores, graças àquele que nos amou” (Rm 8,16-37). É quem edifica sua vida espiritual na rocha firme que é o seu  Redentor. Deste modo, a fé cristã não consiste em simplesmente admitir um conjunto de verdades, tendo até uma visão religiosa do mundo. Trata-se de viver em função de Cristo, numa desapropriação radical de si mesmo, como ocorreu com Paulo de Tarso: “Já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).  Isto porque  como este Apóstolo explicou aos Efésios, Jesus é a pedra angular (Ef 2,20). Nas construções antigas, a pedra angular era a pedra de esquina que servia para alinhar toda a construção. A escolha de uma boa pedra facilitaria a edificação conforme a planta. Uma pedra fora de esquadria resultaria numa obra errada. Quem considera  Jesus  como uma pedra inadequada  edifica sobre a areia. Quem está com Jesus constrói sobre a rocha sobre a qual deve se apoiar toda existência do batizado. Eis porque foi dito aos romanos: “Quem nele crê, não será confundido” (Rm 9,33). Na prática, é preciso então ao verdadeiro cristão escutar unicamente a Jesus, fazendo tão somente o que Ele ensinou. É ter conciência de que é preciso estar atento para não transportar a casa de sua existência para terreno baldio no qual ela desmoronará.  Isto ocorre quando se assimilam os erros difundidos pelos meios de comunicação social e se troca Cristo pelos falsos formadores de opinião. O cristão passa então a pensar e a viver à maneira de uma sociedade hedonista, na qual predomina o erotismo e isto leva à destruição completa.  Além disto, é bom pensar que mesmo uma casa edificada sobre a rocha,  se ela fica abandonada, em pouco tempo tudo deteriora. Entre os  que constroem sobre a Rocha firme que é Jesus muitos, por vezes,  tomados de um entusiasmo passageiro, depois O deixam de lado e vão edificar na areia movediça das paixões. Começam a vacilar na fé e perante as exigências para serem verdadeiramente discípulos de Cristo,  falta-lhes a coragem de permanecerem firmes em seus propósitos cristãos. passam então a construir casa sobre terreno movediço.  Perdem, deste modo, a liberdade interior e aquela paz que só o Filho de Deus pode oferecer. Quem verdadeiramente construiu sobre a rocha que é Cristo  não fica na dependência do poder, do dinheiro, das honras, do prazer, da tristeza, do medo. Este se liberta da lógica satânica do pecado e do egoísmo. Nenhum cataclismo o pode abalar e repete com São Paulo: “Eu tudo posso naquele que é a minha fortaleza”. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4664261527328452111?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4664261527328452111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/edificar-sobre-rocha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4664261527328452111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4664261527328452111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/edificar-sobre-rocha.html' title='EDIFICAR SOBRE A ROCHA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-9192185794695534500</id><published>2011-02-02T09:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:30:35.084-08:00</updated><title type='text'>Amor à Cruz</title><content type='html'>O AMOR À  CRUZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O terceiro anúncio que Jesus fez de sua dolorosa paixão, conforme registrou São Marcos (Mc 10, 32-34) deve levar o seguidor de Cristo, ainda uma vez, a uma profunda reflexão sobre o amor à Cruz redentora. Não se concebe o amor à cruz por ela mesma, senão pela união que  tem com o divino Salvador e pelos grandes benefícios que traz ao homem em sua peregrinação por este vale de lágrimas e pelas preciosas lições que ela oferece.  Para o verdadeiro cristão o amor à cruz é uma consequência e uma exigência da dileção ao Filho de Deus. Este, com efeito,  aliou ao amor para com Ele o fato de carregar cada um a sua cruz: “Se alguém quiser ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga” (Mt 16, 24). Ele deu o exemplo e sua cruz ele a carregou até o Calvário e segui-lo supõe  então que, com a mesma determinação, cada batizado não abandone a cruz que Deus reservou para cada um. Quem assim procede  pratica as mais excelentes virtudes ensinadas e praticadas por Jesus como mostrou São Bernardo ao afirmar: “Quatro pedras preciosas de virtudes adornam os quatro extremos da cruz: no mais alto brilha a caridade; à direita, a obediência; à esquerda, a paciência e, na parte de baixo, a humildade”. Cristo, de fato, padeceu por amor aos homens e São Paulo exaltou esta verdade  ao escrever aos Efésios: “Caminhai na caridade, a exemplo de Cristo que nos amou e se entregou a si mesmo por nós como oblação e sacrifício de agradável odor” (Ef 5,2). Isto por obediência ao Pai como foi escrito aos Filipenses: Cristo “fez-se obediente até à morte e à morte de cruz” (Fl 2,8). Fulgiu também na cruz uma invicta paciência,  como bem ressaltou São Pedro: “Ele, insultado, não respondia com insultos; maltratado, não ameaçava, mas se entregava àquele que  julga retamente” (1 Pd 2,13). Brilhou, por tudo isto, a grande humildade do Salvador, exaltada por São Paulo: “Despojou-se a si mesmo, tomando a natureza de servo, tornando-se semelhante aos homens, e, reconhecido como homem por todo o seu exterior” (Fp 2, 7) e, assim se humilhou para oferecer o sacrifício reparador das culpas humanas, holocausto consumado lá no Gólgota. Na prática, segundo os melhores mestres espirituais, carregar a própria cruz significa  a resignação cristã ante as provações de cada hora e já o profeta Isaías assim falava do Servo Sofredor que é Cristo: “Era maltratado e ele sofria, não abria a boca” (Is 58,7). É, outrossim, se transformar à imagem do Crucificado, como São Paulo que pôde asseverar: “Com Cristo  me encontro cravado na cruz e já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. E, enquanto eu vivo a vida mortal, vivo na fé do Filho de Deus que me amou e entregou a si mesmo por mim” (Gl 2,19-20). Os cristãos mais perfeitos se regozijam com suas cruzes como os outros Apóstolos, alegrando-se de padecer por Jesus  (Atos 5,41), ou como São Lourenço e São Vicente mártires, ou como São João da Cruz  que pedia ao Senhor padecimentos em prêmio de seus serviços. Imitando também  Santa Verônica de Julianis,  a qual tinha por maior tormento  o sofrer poucas penas no meio de tantas que padecia. Um teólogo do sofrimento foi São Bento. No final do Prólogo de sua Regra ele assim conclui: “Pela paciência, participaremos dos sofrimentos de Cristo e mereceremos assim estar com Ele no seu Reino (Rm 8,17)”. São Bento não desejava  que avancemos na vida tristes e deprimidos. Esperava  que logo em nossa caminhada de cristãos, cheguemos àquele grau de desapego e de liberdade o qual nos permita ser transportados pela alegria do Espírito,  um júbilo que é o fruto do amor de Deus e do próximo a encher os nossos corações. Ele, contudo, é também muito realista para saber que não podemos aí chegar sem o caminho que o próprio Cristo tomou, que é o da cruz.  É necessário, segundo Bento, ensinar  as duras e ásperas vias pelas quais se vai a Deus. Trata-se da kenosis, esta maneira de esvaziar de si mesmo para ser preenchido pela dileção com que Jesus nos amou, sofrendo e padecendo por cada um.  Cumpre, realmente, amar sempre a Cruz de Cristo. Ela é nosso estandarte, nossa redenção. Ave crux spes unica - salve ó Cruz, única esperança!  Cruz, cercada de tanto amor em cada século, em cada dia, em cada instante pelos verdadeiros cristãos!  Cruz, pela qual, frementes de entusiasmo e vibração, as gerações cristãs continuam se redimindo e vencendo as insídias do Maligno! Todos os bons  cristãos a repetirem com o Apóstolo Paulo que nada as poderá separar da dileção a Cristo (Rom 8,35), com o qual se acham crucificados (Gl 2,19). Com o mesmo Apóstolo, todos os batizados só desejando conhecer Cristo e Cristo crucificado (l Cor 2,2).  Cruz de Jesus, amor, justiça, liberdade! Per crucem ad lucem – é pela cruz de Jesus que se chega à luz da eternidade feliz. Como bem explicou São Paulo: “Não há proporção alguma entre os sofrimentos deste mundo e a glória que um dia em nós se revelará” (Rm 8,18). É preciso caminhar sem desânimo, sem desfalecimentos, com esperanças e entusiasmo. A felicidade que nos espera custou o sangue divino e nos introduzirá nas delícias perenes do céu. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-9192185794695534500?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/9192185794695534500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/amor-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9192185794695534500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9192185794695534500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/amor-cruz.html' title='Amor à Cruz'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8627272975484858172</id><published>2011-02-02T09:28:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:29:36.296-08:00</updated><title type='text'>Confiança total em Deus</title><content type='html'>CONFIANÇA TOTAL EM DEUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho&lt;br /&gt;Através de belíssimas imagens Jesus inculcou a mais absoluta confiança em Deus (Mt 6,24-34), concluindo: "Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações!”. Como sábio pedagogo o Mestre divino quis transmitir segurança a seus discípulos, baseada numa completa dependência do Deus infinitamente poderoso e que é Pai misericordioso. Assim sendo, quem tem fé emprega o melhor de seus esforços nas atividades de cada momento, esperando que, com esta reta intenção de estar sempre agradando ao Ser Supremo, Ele jamais o desamparará. Tem certeza radical de que um final feliz será o resultado faustoso de sua maneira de viver. É este confiar em Deus que marca a vida daquele que ama o seu Senhor e se sente por ele amado. Renuncia então à ilusão de bastar a si mesmo, faz o que pode e se entrega, inteiramente, à providência divina. Tal atitude supõe muita humildade e obediência incondicional à vontade de Deus a cada instante. O reconhecimento e a aceitação da própria absoluta impotência, unidos à fé, abrem o caminho para a confiança extrema e o cristão pode então repetir com o salmista: “Com Deus faremos proezas” (Sl 60,14). Não se trata, deste modo, de uma atitude que leva ao comodismo, ou até ao fatalismo, porque na trilha de Abraão, que, segundo São Paulo, esperou contra toda esperança (Rm 4,18), confiado  no que lhe fora dito por Deus, surge uma plena aceitação de Deus e da sua vontade. Fazer a vontade divina é observar os seus mandamentos, aderindo firmemente ao cumprimento do dever de cada instante. O que cada um tem é o momento presente e vivendo-o intensamente que cada um molda sua eternidade. De fato,  do passado se devem colher lições práticas, as quais dirão sempre que os erros foram cometidos exatamente quando alguém confiou em si e nas criaturas e não no Todo-Poderoso. A história de cada um está marcada pela escolha que se fez a respeito de em quem confiar. A Bíblia sentencia inapelavelmente: “Maldito o homem que confia no homem (Jr 17,5. Sl 146, 3-4). A Escritura, porém, louva quem é prudente: “Bendito o homem que confia no Senhor, cuja confiança é o Senhor  (Jr 17,7; Sl 40,5). Quem assim age não dispersa suas forças morais e intelectuais, mas se concentra em uma tarefa responsável de cada vez, sabendo que o futuro a Deus pertence. Cultiva-se, desta maneira, a paixão pelo possível, que revela, em contraposição com qualquer tipo de fatalidade e submissão a uma necessidade, aquela convicção que assinala a verdadeira liberdade pessoal. Em outras palavras, se trata de viver em plenitude o que Jesus afirmou: “Sem mim nada podeis fazer”, ou seja, com Ele tudo se alcança. É a vivência, outrossim, do sábio provérbio: “Quem planta, colhe”, isto é, firme no total abandono aos desígnios de Deus o cristão vai construindo o seu futuro por entre as naturais dificuldades de um exílio, mas convencido de que o porvir será  necessariamente glorioso. É o resultado da liberdade confiante no Deus que  não nega nunca sua proteção a quem a ele se entrega como um filho nas mãos de seu Pai poderoso.  A confiança conduz, deste modo, à imaginação segura, criadora de um porvir certamente feliz. Passa-se da economia dos fatores temporais para a economia  da superabundância do Ser Onipotente. Ao invés de se enclausurar no provisório, quem confia em Deus, se abre para o Infinito. É, assim, que, habitando a casa da confiança, o cristão ultrapassa o horizonte presente, mas sem se preocupar com o dia de amanhã, porque este lhe trará novos favores de quem tudo pode. Maravilhas ocasiona a confiança na vida de quem a cultiva. Supera-se a objetividade limitativa do mundo. Embora a natureza seja para o homem dialeticamente possibilidade e limite de sua ação, a graça de Deus o leva ao triunfo sobre todas as contingências diárias.  É que o cristão existe no mundo, mas se sobrepõe ao mundo, está inserido no tempo, mas ultrapassa o cronos porque tem  consciência da permanência  de suas boas ações feitas instante a instante e não se torna escravo das preocupações infantis com relação ao seu futuro. Seus cálculos estão alicerçados em dois pilares: no planejamento que faz de sua capacidade e de seus objetivos e a certeza de que Deus abençoará todos os seus esforços.  A confiança oferece a opção fundamental com que cada um interpreta o sentido último de existência. Emerge como necessidade fundamental, tanto no horizonte de sua consciência pessoal, quanto no de sua relação com o meio em que vive e com os outros. Por tudo isto, de fato, razão teve Jesus em aconselhar: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”, dado que com as luzes divinas o cristão prossegue ininterruptamente sua marcha vitoriosa, deixando sempre um rastilho luzidio num passado vivido na absoluta confiança em Deus. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8627272975484858172?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8627272975484858172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/confianca-total-em-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8627272975484858172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8627272975484858172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/confianca-total-em-deus.html' title='Confiança total em Deus'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-9043889867829906732</id><published>2011-02-02T09:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T09:28:40.060-08:00</updated><title type='text'>A grandeza de Jesus</title><content type='html'>A GRANDEZA DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Cristo se manifestou  claramente como o grande sinal de sabedoria, anunciando libertação através de uma conversão sincera, integral. O dinamismo da vida espiritual do cristão depende da maneira como ele assimila a doutrina do Mestre divino que é mais sábio do que Salomão, e coloca em prática seu apelo: “Convertei-vos porque o reino dos céus está próximo” (Mt 4,17, ele que é mais do que o profeta Jonas, que converteu os ninivitas. A fecundidade desta escolha é que torna o batizado um autêntico discípulo de Cristo. É necessário que Cristo se apodere de todo seu ser e de toda sua atividade. Foi o que aconteceu com São Paulo que afirmou aos Gálatas: “Já não sou eu quem vive é Cristo quem vive em mim” (Gl 2,20). Isto significa que  a graça divina outorgada pelo Redentor não fica submetida aos moldes humanos, senão que, redirecionados estes, a graça passa a impor  seu próprio modo, que é o viver em função do Filho de Deus. Eis porque pôde o mesmo   Apóstolo asseverar aos Filipenses: “O meu viver é Cristo”. (Fl 1,21). O cristão é que, na realidade, deve se assemelhar a Jesus e não este ao cristão. É o douto Rabi da Galiléia que deve impor a quem foi batizado seu próprio modo de ser e obrar e não o contrário. Não se trata de um processo simples, mas longo e árduo. Isto porque a graça não destrói a natureza, não a aniquila, não a faz desaparecer. Tanto isto é verdade que o mesmo Paulo de Tarso humildemente declarou aos romanos: “Deparo em mim com esta lei: querendo eu fazer o bem, o mal já está junto de mim. De fato, eu me comprazo na lei de Deus, de acordo com o homem interior, mas vejo nos meus membros outra lei a lutar contra a lei da minha razão e me faz escravo da lei do pecado que se encontra nos meus membros” (Rm 7, 21-23). Entretanto, é preciso que o espiritual prevaleça e Paulo então aos mesmos romanos pôde explicar que “nenhuma condenação existe agora para os que estão enxertados em Cristo Jesus, pois a lei dos espírito de vida em Cristo Jesus, libertou-me da lei do pecado e da morte” (Rm 8,1-2). Esta transformação, maravilhosa metamorfose, oferece o caráter de uma verdadeira conquista com todos as suas vicissitudes e percalços. A graça vai conquistando palmo a palmo o seu terreno no coração leal e constante. A vida divina tende a invadir o cristão, embora a vida natural sempre oponha manifesta resistência à mesma. Foi no fim de sua vida que São Paulo cantou o hino da vitória final: “Combati o bom combate. Cheguei ao  termo de minha carreira, guardei a fé” (2 Tm 4. 7), ou seja, ele conservou ininterruptamente a fidelidade a Jesus Cristo, apesar de todas as dificuldades de todos os obstáculos.  É que a graça do Senhor Jesus lhe foi impregnando o entendimento, a vontade, a memória, apossando, em seguida, das suas potencias inferiores mediante estas potências superiores, ou seja, transformando o corpo mediante a alma. Tal é, realmente, a pedagogia de Cristo que atrai o batizado a começar do mais íntimo de seu ser, onde mora a Santíssima Trindade. Envolto na luz divina, o cristão passa a viver segundo o impulso de Deus. É que a correspondência ao desejo de pensar como Jesus pensava; de amar como Jesus amava; de agir, como Jesus agia cria hábitos operativos nas potências da alma e  a dispõe a obrar segundo o ditame da razão iluminada pela fé no divino Salvador. Pela razão iluminada pela fé,  porque  a inteligência do cristão  conserva a iniciativa na direção e governo de si mesmo, dado que Deus nunca se impõe, mas se propõe, respeitando sempre a liberdade de cada um. O problema seria colocar obstáculos à ação divina. Quem não os coloca tem facilidade para realizar atos sobrenaturais e não se apega ao que é transitório, passageiro, segundo o conselho do Apóstolo aos colossenses: “Uma vez que, pois, ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas lá de cima, onde Cristo está senado à direita de Deus; interessai-vos  pelas coisas  do alto, não pelas coisas terrestres, desde que vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col 3, 1-3). Além disto, com o  esforço contínuo para praticar as virtudes o batizado vai se capacitando a realizar tão sublime realidade. São as virtudes que colocam o cristão em possibilidade  de se aperfeiçoar, tornando-se, como uma cera nas mãos de um artista,  maleável à ação do Espírito Santo que Jesus prometera aos seus discípulos. Bem diz o ditado que o hábito é uma segunda natureza. Hábitos sobrenaturais frutos de uma existência virtuosa conferem a facilidade para se aderir às realidades sobrenaturais. Quem assim procede é aquele que entendeu perfeitamente como Jesus é o Mestre, sábio por excelência, superior à sabedoria de Salomão. Tal  cristão vai se convertendo dia a dia para uma vida mais perfeita, porque escutou quem é mais do que Jonas. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-9043889867829906732?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/9043889867829906732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/grandeza-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9043889867829906732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9043889867829906732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/02/grandeza-de-jesus.html' title='A grandeza de Jesus'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5109234014138384785</id><published>2011-01-25T07:51:00.002-08:00</published><updated>2011-01-25T07:52:26.405-08:00</updated><title type='text'>NOVO ANO LETIVO</title><content type='html'>NOVO ANO LETIVO: ESPERANÇAS E PREOCUPAÇÕES&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho, da Academia Mineira de Letras&lt;br /&gt; O retorno dos jovens às Escolas é um momento de esperanças para a pátria pois são os construtores do futuro que vão se capacitar para melhorar a sociedade. &lt;br /&gt;Contudo o  mau comportamento de adolescentes e jovens foi um dos temas que os jornais muito focalizaram em 2010, com notícias bastante alarmantes no que tange a uma maneira pouca urbana de se comportar de uma juventude que se apresenta, por vezes,  hiperativa e por demais ansiosa.&lt;br /&gt; A grande questão é o bom relacionamento não apenas dentro das salas de aula, como ainda fora das mesmas,  pois muitos se esquecem que a Escola tem vizinhos que devem ser respeitados nos seus sagrados direitos.&lt;br /&gt; Trata-se de uma agressividade anômala que se manifesta inclusive numa gritaria insuportável. &lt;br /&gt;É possível aos formadores ministrarem uma educação que respeite as mínimas normas do bom senso. Quando, porém, dirigentes de certos Estabelecimentos de Ensino chegam a afirmar que não têm controle dos alunos a situação é então catastrófica. &lt;br /&gt;. Valores humanos são tantas vezes menoscabados, dado que há uma mentalidade de se cumprir simplesmente o currículo escolar, julgando que tudo se cifra no esquema ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt; O perfeito equilíbrio emocional dos jovens fica esquecido e condutas completamente condenáveis são consideras regulares, mas o resultado é que fatos horrípilos têm sido observados por toda parte nos mais diversos Estados, inclusive agressões físicas entre alunos e até da parte destes para com os professores, muitos até ameaçados de morte.&lt;br /&gt;O que se esquece é que  todos os males devem ser cortados pela raiz e os que não observam as mínimas regras de um procedimento humano louvável chegam às raias das maiores aberrações. &lt;br /&gt;Falta da parte de muitos educadores  um conceito exato de disciplina de tal forma que, mormente nos espaços entre as aulas, todo tipo de algazarra é permitido. &lt;br /&gt;Sem autodomínio e a capacidade de utilizar a liberdade com responsabilidade não se educam cidadãos prestantes e beneméritos da sociedade.&lt;br /&gt; O senso da convivência deve levar à preocupação com todo o conjunto social, sobretudo, como ocorre atualmente, com escolas em prédios improvisados. Educação não se inventa, mas é questão de orientação sábia, dando ao educando os motivos pelos quais o próximo deve ser tido  em conta.&lt;br /&gt; É preciso que se criem hábitos que valem para qualquer situação na qual estejam seres humanos civilizados. Alguns jovens têm a compulsão do grito, anomalia que perturba, azucrina e incomoda os outros. Cumpre que a cordialidade volte a imperar.&lt;br /&gt;Tudo é questão de muita coerência. Se durante os trabalhos acadêmicos um mínimo de atenção e civilidade é indispensável, também fora da sala de aula é mister que a polidez seja exigida da mesma maneira. Do contrário, surge uma distorção ética de conseqüências imprevisíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5109234014138384785?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5109234014138384785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/novo-ano-letivo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5109234014138384785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5109234014138384785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/novo-ano-letivo.html' title='NOVO ANO LETIVO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-1714027902985298549</id><published>2011-01-25T07:51:00.001-08:00</published><updated>2011-01-25T07:51:53.456-08:00</updated><title type='text'>O AMOR À CRUZ</title><content type='html'>NOVO ANO LETIVO: ESPERANÇAS E PREOCUPAÇÕES&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho, da Academia Mineira de Letras&lt;br /&gt; O retorno dos jovens às Escolas é um momento de esperanças para a pátria pois são os construtores do futuro que vão se capacitar para melhorar a sociedade. &lt;br /&gt;Contudo o  mau comportamento de adolescentes e jovens foi um dos temas que os jornais muito focalizaram em 2010, com notícias bastante alarmantes no que tange a uma maneira pouca urbana de se comportar de uma juventude que se apresenta, por vezes,  hiperativa e por demais ansiosa.&lt;br /&gt; A grande questão é o bom relacionamento não apenas dentro das salas de aula, como ainda fora das mesmas,  pois muitos se esquecem que a Escola tem vizinhos que devem ser respeitados nos seus sagrados direitos.&lt;br /&gt; Trata-se de uma agressividade anômala que se manifesta inclusive numa gritaria insuportável. &lt;br /&gt;É possível aos formadores ministrarem uma educação que respeite as mínimas normas do bom senso. Quando, porém, dirigentes de certos Estabelecimentos de Ensino chegam a afirmar que não têm controle dos alunos a situação é então catastrófica. &lt;br /&gt;. Valores humanos são tantas vezes menoscabados, dado que há uma mentalidade de se cumprir simplesmente o currículo escolar, julgando que tudo se cifra no esquema ensino-aprendizagem.&lt;br /&gt; O perfeito equilíbrio emocional dos jovens fica esquecido e condutas completamente condenáveis são consideras regulares, mas o resultado é que fatos horrípilos têm sido observados por toda parte nos mais diversos Estados, inclusive agressões físicas entre alunos e até da parte destes para com os professores, muitos até ameaçados de morte.&lt;br /&gt;O que se esquece é que  todos os males devem ser cortados pela raiz e os que não observam as mínimas regras de um procedimento humano louvável chegam às raias das maiores aberrações. &lt;br /&gt;Falta da parte de muitos educadores  um conceito exato de disciplina de tal forma que, mormente nos espaços entre as aulas, todo tipo de algazarra é permitido. &lt;br /&gt;Sem autodomínio e a capacidade de utilizar a liberdade com responsabilidade não se educam cidadãos prestantes e beneméritos da sociedade.&lt;br /&gt; O senso da convivência deve levar à preocupação com todo o conjunto social, sobretudo, como ocorre atualmente, com escolas em prédios improvisados. Educação não se inventa, mas é questão de orientação sábia, dando ao educando os motivos pelos quais o próximo deve ser tido  em conta.&lt;br /&gt; É preciso que se criem hábitos que valem para qualquer situação na qual estejam seres humanos civilizados. Alguns jovens têm a compulsão do grito, anomalia que perturba, azucrina e incomoda os outros. Cumpre que a cordialidade volte a imperar.&lt;br /&gt;Tudo é questão de muita coerência. Se durante os trabalhos acadêmicos um mínimo de atenção e civilidade é indispensável, também fora da sala de aula é mister que a polidez seja exigida da mesma maneira. Do contrário, surge uma distorção ética de conseqüências imprevisíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-1714027902985298549?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/1714027902985298549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-amor-cruz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1714027902985298549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1714027902985298549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-amor-cruz.html' title='O AMOR À CRUZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2466274257177787189</id><published>2011-01-25T07:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T07:16:13.126-08:00</updated><title type='text'>O PODER DA ORAÇÃO</title><content type='html'>O PODER DA ORAÇÃO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus deixou patente o poder da prece: “Tudo o que pedirdes na oração, crede que o recebestes e vos será  dado” (Mc 11,14). Há,  evidentemente, condições para que isto aconteça. Como ressaltam  todos os grandes teólogos, o que se solicita a Deus não deve prejudicar a salvação eterna pessoal e das pessoas pelas quais se ora. Quando, contudo, o que se implorou ao poder divino não está de acordo com tal fim, Ele, na sua sabedoria eterna, dá sempre algo muito melhor condizente a seu plano salvador. Como o Mestre divino insistiu em tantas outras passagens do Evangelho, é por meio da oração, e de nenhum outro modo sem ela,  que se conseguem de Deus as graças necessárias para o que se precisa para o corpo e para a alma. Para isto, a oração deve ter  um aspecto purgativo, ou seja, levando à purificação interior como aconteceu com Davi, que legou aos pósteros o salmo 50. O Filho pródigo (Lc 15) e o publicano (Lc 18) se justificaram por meio de uma prece sincera e. É que a oração não só limpa a alma de qualquer falta, como a preserva de erros futuros. Além disto, a prece ilumina o coração como ocorreu com Moisés, com os  Patriarcas e Profetas. Lembra São João Crisóstomo que “como o sol clarifica tudo, assim a oração é a luz da alma”. É que a prece une o fiel a seu Senhor e o metamorfoseia como aconteceu com os Apóstolos que, recebendo o Divino Espírito Santo, se transformaram em cristãos perfeitos (Atos 1). São Tiago dá este conselho: “Se algum de vós carece de sabedoria, peça-a a Deus que a dá generosamente a todos sem censura, e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, todas as vezes com fé, sem hesitação” (Tg 1,5-6). A prece torna o cristão familiar com Deus e faz dele um iluminado. A razão é simples: quem trata com o Sábio e o Santo por essência dele recebe saber e santidade. Aquele ora se adianta  então nas virtudes e vence as dificuldades da natureza humana. A prece, além de tudo isto, é a chave do céu, a arma poderosa contra as insídias do maligno, a armadura do soldado espiritual. É desta maneira que, ou meditando ou proferindo preces vocais,  se imerge no oceano da sabedoria e do poderio do Todo-Poderoso. Santo Agostinho declarou que ele se comovia   saboreando os hinos e cânticos, emocionado ao ouvir as vozes da Igreja, que tão bem soam aos  ouvidos. É durante a vida toda que se deve cultivar o espírito de oração, inclusive pelo oferecimento freqüente de tudo que se faz e que deve ser realizado unicamente para a glória de Deus. Assim se percorrem as diferentes maneiras de comunicação da alma com Deus, caracterizadas  pela maior ou menor simplicidade do pensamento e do afeto. Todos os batizados podem e devem usufruir dos talentos da oração, ou seja, das diferentes graças que o Espírito Santo  concede a cada um, para que ela possa viver  com Ele de modo habitual. É o que lembrou São Tiago: “Toda a dádiva boa e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das Luzes, no qual não há variação nem sombra de mudança” (Tg 1,16). Para serem captadas as inspirações vindas do Senhor é preciso, contudo,  uma devoção sólida que flui do coração que quer continuamente aderir à vontade divina, reconhecendo, porém, a grandeza de Deus e pequeneza humana, o que é fundamental, segundo Santo Tomás de Aquino em qualquer tipo de oração. Eis aí uma condição essencial para a eficácia da prece, de tal  modo que o Senhor conceda ao orante o que ele pede. É o efeito sublime da consideração da própria indigência espiritual e da misericórdia e largueza divinas. O orgulhoso quer manipular a Deus e se julga digno de todos os favores celestes. É deste modo que o cristão vence os estorvos e obstáculos que o Inimigo multiplica para impedir o seguidor de Jesus trilhar os caminhos da oração. Mesmo os grandes santos tiveram que lutar contra as inquietudes ou agitações de ânimo que roubam a tranquilidade necessária para o trato com Deus. Diz São João da Cruz que “o bem espiritual não se imprime senão na alma moderada e posta em paz”. Segundo São Bernardo a causa da inquietude é sempre a falta de total confiança na  paternal providência de Deus. É necessário também vencer a divagação da fantasia que impede que o entendimento se fixe naquilo que se diz ou se medita. Quando, porém, alguém coloca dentro do Coração de Jesus suas preocupações, fica menos sujeito às distrações e sua prece se torna ainda mais poderosa. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2466274257177787189?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2466274257177787189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-poder-da-oracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2466274257177787189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2466274257177787189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-poder-da-oracao.html' title='O PODER DA ORAÇÃO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3540468225921751062</id><published>2011-01-18T07:53:00.001-08:00</published><updated>2011-01-18T07:56:54.504-08:00</updated><title type='text'>Anúncio do Evangelho e apelo à conversão</title><content type='html'>ANÚNCIO DO EVANGELHO E APELO À CONVERSÃO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho *&lt;br /&gt;Quando João Batista foi preso, Cristo deixou Nazaré e foi para Cafarnaum e São Mateus registrou  então que “daí em diante Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque  o reino dos céus está próximo” (Mt 4,17-18). Cumpre relacionar tais fatos com os grandes temas da pregação do Mestre divino, reveladores de sua personalidade. Ele escolheria os primeiros pregoeiros do Evangelho do reino, selecionados entre pescadores. Isto era bem o símbolo da pesca maravilhosa de almas para tirá-las das trevas e envolvê-las na luz. É que os tempos anunciados pelas Escrituras tinham chegado, o Reino de Deus iria se manifestar no coração da história humana e os homens seriam convidados a crer nesta mensagem, porque Ele era a Palavra viva descida do céu. De fato, a Bíblia é o único livro religioso que testemunha uma revelação do Ser Supremo que entra no curso histórico dos tempos. Para os judeus e para os cristãos a Bíblia na sua diversidade é um testemunho qualificado de uma a série de acontecimentos, nos quais aparecem  inúmeros personagens e é através da história sagrada que a revelação chegou aos homens. Tal realidade foi captada profundamente por São Paulo que asseverou solenemente que “ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho nascido de uma mulher, nascido sobe a lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à lei e para que recebêssemos a adoção de filhos” (Gl 4,4). Deus se revelou dentro da história. Para os cristãos, Jesus não foi somente um fundador de religião como Maomé, mas foi o centro de uma história santa, reveladora de Deus. O Antigo Testamento e toda a preparação para a vinda do Messias prometido encontram sua realização na pessoa e na biografia de Jesus. Surge, desde então,  no mundo uma nova comunidade não de ordem sócio-política, mas inteiramente voltada para a salvação, ou seja, a Igreja de Jesus Cristo. A Pedro ele dirá mais tarde: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 1,2.12). Após Pentecostes, o príncipe dos Apóstolos e seus companheiros escolhidos a dedo por Jesus, pregariam por toda parte o Evangelho do Reino. Bem se divide a história geral em antes e depois de Cristo, pois a Boa Nova faria surgir a cultura cristã. Todos os povos de todas as culturas seriam convidados a encontrar a salvação prometida. A fé anunciada ao mundo pela Igreja ficaria enraizada no mais profundo da história humana. A comunidade da Primeira Aliança, que guardava a tradição de Abraão, de Moisés, dos profetas e dos reis, dos cânticos inspirados e dos Sábios de Israel, encontrou na pessoa de Jesus o termo definitivo de seu desenvolvimento secular. A partir dele e por sua mediação, fruto supremo da árvore de Israel e manifestação de Deus mesmo no coração do gênero humano,  o acesso do povo de Deus se abriu para todas as gentes. Um dia o Filho do homem virá na sua glória, escoltado de todos os anjos (Mt 25,31), mas não sabemos “nem o dia nem a hora” (Mt 25,13), pois se o soubéssemos toda história estaria comprometida no seu movimento normal. Até lá, todos devem se converter, porque a trajetória  de cada umno seu tempo de vida terrena determinará sua sorte por toda a eternidade. Em síntese, a chegada de Jesus a esta terra inaugurou o tempo decisivo no qual a salvação é proposta aos homens que devem fazer sua opção livre para uma felicidade perene ou para uma condenação eterna. Esta alternativa respeita o livre arbítrio do qual cada um é dotado. A escolha pela ventura no céu se dá através de uma conversão contínua para as coisas do alto, sem adesão a tudo que contraria o Reino dos céus que está próximo, pois curta é a existência terrena do ser humano. A conversão  é uma mudança de disposições no coração e na conduta diária, numa acolhida sincera do Evangelho. Sabedor, porém, das fraquezas humanas, na temática da pregação de Jesus estaria sempre o apelo de Deus para uma metania contínua, como também a certeza do perdão divino para os que se arrependem de seus erros. Ele pessoalmente anistiou a muitos e escandalizou os judeus, por exemplo,  indo à casa de Zaqueu  e quando perdoou à pecadora pública durante a refeição que um fariseu lhe ofereceu (Lc 7,36-50). Tal a ordem que Ele sempre dará: “Não tornes a pecar” ( Jo 8,11) . É que a observância dos mandamentos de Deus é o sinal da sinceridade com que se recebeu o seu perdão. A maneira de se compreender o Reino divino e sua justiça é extremamente exigente, mas é penhor da redenção definitiva. Jesus não deixará dúvida: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçosa a via que leva à perdição” (Mt 7, 13). Daí sua advertência: “Convertei-vos porque o reino dos céus está próximo” (Mt 4, 17). * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3540468225921751062?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3540468225921751062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/anuncio-do-evangelho-e-apelo-conversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3540468225921751062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3540468225921751062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/anuncio-do-evangelho-e-apelo-conversao.html' title='Anúncio do Evangelho e apelo à conversão'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2919697852176076966</id><published>2011-01-18T07:53:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T07:54:11.398-08:00</updated><title type='text'>Mitos e heróis</title><content type='html'>MITOS E HERÓIS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*, da Academia Mineira de Letras&lt;br /&gt;Entre outros fatos lamentáveis que marcaram o final de 2010, se registre que estarrecida ficou a nação diante do aumento astronômico nos salários do presidente, ministros e parlamentares. 279 deputados votaram a favor de tal aumento e 35, merecedores de todos os aplausos, foram contra este absurdo  na sessão da Câmara de Deputados do dia 15 de dezembro último. Quem vai pagar a  enorme conta é o povo sofrido, o brasileiro que trabalha três meses por ano para pagar impostos!  Foi publicado também na imprensa que o  Presidente que governou o país durante oito anos deixou  o Planalto para entrar na galeria dos maiores mitos da História.  O que se esquece é que uma cosmovisão simplista caracteriza o mito, fazendo aparecer fatos e vultos com um peculiar exagero, promovido isto pela imaginação. Daí resultam conceitos falsos, fantasmagóricos, romanescos e utópicos. O mito é, de fato, fantasioso dado que se vale das forças da ilusão e, por isto, traz em si elementos contraditórios. Deve-se distinguir entre heróis e mitos na política. Heróis são personalidades dotadas de especial magnetismo, de total coerência filosófica, de profunda cultura  e que se tornam admirados por feitos notáveis que deixam marca na trajetória de um povo. São aqueles que glorificam, realmente uma nação. Há uma veneração  pelo herói  que realiza com êxito o que se   reconhece como  digno de sincero aplauso e perene gratidão . Trata-se de uma pessoa a quem se tributa especial respeito. Nele se concentram os encômios por seus atos adamantinos, fundidos nos bronzes de feitos admiráveis. Uma pessoa que se torna mitológica, porém,  é uma criação muitas vezes lendária em torno da qual se criam fatos e ações, o que, em nossos dias, por força da mídia se torna comum. Surgem então os pais dos pobres, os salvadores da pátria, os insubstituíveis que se tornam os novos donos do poder. A função socializadora é explorada com perspicácia pelos experts da comunicação e o povo se deixa levar por aquilo que é divulgado. A verdade é que há no Brasil um grupo elitista e mesmo alguns que saíram do meio do povo, uma vez no poder, esquecidos de sua origem,  contraditoriamente, abraçam teses que antes combatiam com veemência. São, na verdade, camaleões. Cumpre, portanto, não endeusar os mitos populares que, positivamente não trazem a libertação integral. Se Lula entrou na História como mito ou herói só os pósteros poderão dizer, pois terão uma mais acurada perspectiva do passado. É preciso cultivar novos moldes mentais para decodificar os discursos de certos políticos glorificados pela propaganda e esquecidos de que elogio em boca própria é vitupério.   Apenas assim a atuação de cada cidadão conhecerá um dinamismo que procede verdadeiramente de um entranhado amor pela autêntica justiça e pelo verdadeiro progresso nacionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2919697852176076966?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2919697852176076966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/mitos-e-herois.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2919697852176076966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2919697852176076966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/mitos-e-herois.html' title='Mitos e heróis'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2241754120872259401</id><published>2011-01-18T07:52:00.001-08:00</published><updated>2011-01-18T07:52:20.517-08:00</updated><title type='text'>O NOTÁVEL BISPO SÃO POLICARPO</title><content type='html'>O NOTÁVEL BISPO SÃO POLICARPO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;São Policarpo, converteu-se ao cristianismo no ano de 80, e teve a grande dita de ter sido discípulo do grande Apóstolo São João Evangelista, de quem recebeu o espírito e a doutrina de Jesus. Em 96 recebeu a sagração episcopal e lhe foi confiada a diocese de Smirna que se acha na Turquia de hoje. Policarpo administrou a diocese como verdadeiro Apóstolo, com firmeza e caridade, pela palavra e pelo exemplo. Vítima da perseguição romana foi martirizado aos oitenta e seis anos. Formado por São João Evangelista, São Policarpo, por sua vez, deixou um seguidor de grande estatura espiritual, Santo Irineu de Lyon. Também este, fiel ao carisma e aos exemplos de virtude dados por seu mestre, empenhou- se em formar sucessores que tivessem o mesmo espírito e transmitissem essa preciosa herança de santidade, cuja raiz é o próprio Jesus. São Policarpo escreveu uma epístola preciosíssima aos  Filipenses, cheia dos mais belos ensinamentos e sábios conselhos. Nesta carta exorta os Filipenses a uma vida virtuosa, às boas obras e à firmeza, mesmo ao preço de morte, se necessária, uma vez que tinham sido salvos pela fé em Cristo. As 60 citações do Novo Testamento, das quais 34 são dos escritos de São Paulo, evidenciam seu profundo conhecimento da Epístola do Apóstolo aos mesmos Filipenses e como ele era familiarizado com outros textos do Novo Testamento. Neste precioso documento se acha este conselho: “Revistamo-nos com as armas da justiça”. Está bem de acordo com o ensinamento de Cristo  a São João: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor” (Mc 9,38-40). Deste modo, era feita a justiça àquele que expulsava os demônios no seu nome e que devia ter pelo menos uma fé incipiente nele e no seu poder sobre-humano. Assim sendo, por coerência não podia ser contra Jesus e, sim, estar a seu serviço. O Mestre divino mostrava deste modo o que é se revestir da justiça, a que se refere São Policarpo. Trata-se de uma  virtude moral que consiste na vontade constante e firme de dar a si mesmo, a Deus e ao próximo o que lhes é devido. Diz Davi que “a justiça e a paz se abraçam” (Sl 85 (84), 11). Eis porque a prática da justiça preconizada por São Policarpo leva à paz consigo mesmo, com Deus e com o próximo. Consigo mesmo porque a justiça conduz ao reconhecimento não apenas das próprias falhas, mas, outrossim, das dádivas que o Criador  outorgou a cada um. Isto gera o equilíbrio interior, sinal da presença divina que atinge cada pessoa no abismo de seu coração, afastando não só o orgulho, mas também a baixa estima e o desalento. Isto fruto opimo da pedagogia da fé. O cristão entra então  na cela de seu coração como num paraíso. Esquece e deixa para trás o mundo todo, atento às inspirações do Divino Espírito Santo, salmodiando, tentando entender com a mente, o que se passa no seu interior. É o colocar-se na presença de Deus com temor e tremor pela pequenez e fragilidade pessoal, mas com muito amor para se inebriar no convívio de seu Senhor. Quantos cristãos são injustos consigo mesmo não usufruindo estes momentos de serenidade e impertubabilidade. Destruída toda presunção humana, se pode penetrar os segredos da dileção divina.  Surge desta forma a justiça para com Deus, dado  que Ele é  a fonte da felicidade e é uma injustiça para com Ele  se sentir  infeliz quem atinge as alturas sublimes da comunhão com Ele, Deus Trindade, harmonia perfeita. Desta maneira o cristão percebe o mar imenso de benefícios recebidos do Pai do céu e lhe rende graças. Não se lança jamais numa injusta recriminação contra o Criador e sabe captar os efeitos salutares das provações que Deus permite para sua purificação e ascensão espiritual.  Quem é injusto para com Deus impede que Ele multiplique os seus benefícios, mesmo porque a gratidão é a chave de ouro que abre os tesouros da misericórdia. Para não se ser injusto para com Deus o grande meio é Lhe solicitar o dom do Temor, ou seja, do respeito a Ele, a sua bondade sem limites numa confiança imensa na sua comiseração. Justiça para com os outros, como Cristo ensinou a São João no referido trecho do Evangelho, porque sempre há um ângulo positivo nas atitudes do próximo e somente Deus pode julgar e seu julgamento é constantemente eqüitativo.  São João não estava enganado no sentido moral, mas falseava a realidade, motivo pelo qual Jesus teve que lhe explicar qual o verdadeiro significado da ação daquele que agia em seu nome. Belas lições que a liturgia de hoje nos oferece!* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2241754120872259401?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2241754120872259401/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-notavel-bispo-sao-policarpo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2241754120872259401'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2241754120872259401'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/o-notavel-bispo-sao-policarpo.html' title='O NOTÁVEL BISPO SÃO POLICARPO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-825495821789887016</id><published>2011-01-18T07:48:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T07:50:14.936-08:00</updated><title type='text'>PARA UM 2011 FELIZ</title><content type='html'>PARA UM 2011 FELIZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O raiar de um novo ano deve levar a uma reflexão profunda sobre o que significam de fato os votos, desejando felicidade nos trezentos e sessenta e cinco dias que principiam. Em primeiro lugar se supõe que tais augúrios estejam alicerçados com preces ao Ser Supremo, doador de todas as graças. Além disto, cumpre, para que o ano seja feliz, que cada um replete o próprio coração de muita esperança. O ser humano sem esperança é um navio sem lastro, com o qual as ondas jogam a seu talante. Um ano sem esperança é um campo imenso, mas deserto; uma árvore grande, mas que não dá frutos opimos; um dia longo de inverno sem sol. É preciso, porém,  mentalizar que a esperança é filha da virtude, companheira do otimista, mãe de toda a obra grande que se pretenda realizar no decorrer de 2011. A esperança é, de fato,  o sustentáculo da vida, é a amiga invisível dos nossos dias; parturejando, a cada hora, coragem, determinação, ânimo, entusiasmo. Ai de quem abandona este sustentáculo da vida. Desventurado quem desespera de ser ditoso. Que a esperança de cada um não conheça outros limites senão os da onipotência e da infinita bondade de Deus.  São Paulo afirmou “É por isso que trabalhamos e lutamos, porque temos posta a nossa confiança no Deus vivo, que é Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis” (1 Tm 4,10). Então, sim, a paz reinará de primeiro de janeiro a trinta e um de dezembro. Paz consigo mesmo, com Deus e com o próximo. Deste modo, nunca se deixará de considerar sempre o lado bom dos acontecimentos, pois com harmonia interior tudo prospera, enquanto a agitação tudo arruína. É necessário, além disto, que todas as atividades sejam pautadas pela honestidade. O maior galardão de cada um é o aplauso da própria consciência. Honesto é aquele que mede o seu direito pelo dever cumprido com total eficiência. Toda boa ação é ouro que dura eternamente, além de repletar de beatitude quem sempre a pratica. Em tudo, porém,  deve prevalecer a sinceridade. Esta supõe  fidelidade a si mesmo, aos amigos, inspirando a todos a mais absoluta segurança no trato diário. É que a pessoa sincera fala sempre aquilo que pensa e inspira confiança sem limites, pois detesta a hipocrisia, a mentira, a falsidade. O artifício não dura mais do que um instante e gera a insegurança nos outros. Um coração sincero é aquele no qual reina um grande amor. Amor a Deus e ao próximo, eis o segredo de uma trajetória feliz através dos doze meses de 2011. Alguém afirmou com toda razão: "Nunca desvalorize ninguém. Guarde cada pessoa perto do seu coração, porque um dia você pode acordar e perceber que perdeu um diamante enquanto estava muito ocupado colecionando pedras", Por meio do prisma divinizante do amor tudo ganha sentido. É preciso, realmente, amar as maravilhas que o Arquiteto do universo espalhou por toda parte e ter olhos para ver a beleza das flores, das árvores, do firmamento à noite marchetado de estrelas, do luar encantador, da fonte cristalina. Este amor universal tudo abraça, tudo santifica e invade o ser humano de sensibilidade. Aquele que ama a natureza amará ainda mais o Criador de tudo e o seu semelhante. São João num instante de pulcra inspiração afirmou: “Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele (Jo 4,16). Acrescentou, porém, que “Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê (1 Jo 4,20). Lembra  então o autor do livro “Imitação de Cristo”  que “o amor muitas vezes não sabe ter medida, mas vai além de todos os limites. Nada lhe pesa, nada lhe custa; empreende mais do que pode; não se desculpa com a impossibilidade, pois crê que tudo lhe é possível” [...] “Quem ama, corre, voa; vive alegre, é livre, e nada o embaraça”.  É que coração sem amor, é um campo árido, sempre cheio de espinhos e sem uma flor que nele se abra e se amenize. Entretanto, cumpre examinar as amizades, porque “amigos que são amigos trocam sentimentos;  amigos profissionais trocam cartões de visita; uma amizade dura para sempre;  uma amizade profissional dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro; amigos de verdade perguntam se podem ajudar;  amigos profissionais solicitam favores; amigos de verdade estão no coração;  amigos profissionais estão numa planilha”. Em síntese, preces, esperança, paz, honestidade, sinceridade, amor; amizades autênticas,  eis alguns ingredientes seguros para um Ano Novo feliz. * Professor no Seminário de Mariana durante  40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-825495821789887016?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/825495821789887016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/para-um-2011-feliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/825495821789887016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/825495821789887016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/para-um-2011-feliz.html' title='PARA UM 2011 FELIZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-1683856793117638286</id><published>2011-01-18T07:46:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T07:48:22.747-08:00</updated><title type='text'>Jesus, Luz do mundo</title><content type='html'>JESUS, LUZ DO MUNDO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;No templo de Jerusalém para onde se dirigiu aquele  homem justo e piedoso chamado Simeão, ouviu-se de seus lábios a solene proclamação de que Jesus era a “luz para iluminar as nações” (Lc 2,32). São Paulo decodificou admiravelmente estas palavras e explicou aos Efésios: “Outrora éreis trevas, mas, agora sois luz no Senhor” (Ef 5,8). Luz que brilhou nas trevas, pois o gênero humano, por obra do pecado original, vivia em obscuridades que o impediam perceber não a forma e a cor que vem dos olhos exteriores, mas a interna e ininteligível forma e formosura. Foi o que atestou São João, referindo-se a Cristo: “A luz  brilha nas trevas” (Jo 1,5). Trevas, não as  do ar caliginoso, ou causada pela ausência da luz que aclara o mundo corpóreo, senão trevas da ignorância da verdade.  Entretanto, depois que de uma Virgem nasceu a Luz, cintilando nas trevas e iluminando os que a conhecem, o gênero humano  se dividiu em dois setores, a saber, o dos corações iluminados pelo conhecimento da verdade e o que permanece na escuridão da impiedade e da perfídia. Corroborando as palavras de Simeão, Jesus dirá claramente: “Eu sou a luz do mundo; o que me segue não anda nas trevas, senão que terá a luz da vida” (Jo 8,12). Eis por que a palavra iluminação tem longa e firme tradição na história do pensamento cristão. Sugere sempre beleza e verdade. Quem percorre com atenção a Bíblia apreende como a teologia da luz palpita em inúmeras passagens. Iluminar é palavra de uso freqüente e de rico conteúdo bíblico, sobretudo, no Novo Testamento, depois que cintilou neste mundo Aquele que ilumina todo o ser humano que dele se aproxima. Trata-se da iluminação espiritual, revigorante, inebriante, derivando do Verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós. Aí está a razão pela qual na Igreja primitiva os batizados eram chamados iluminados. Depois, grandes teólogos  como Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, São João da Cruz aprofundaram esta realidade a ser vivida intensamente pelo autêntico cristão. Apontaram um roteiro seguro para se tornar um lucífluo, um lucipotente. Em primeiro lugar,  a purificação de todo o ser humano na luta contínua pela própria santificação. Quem assim se dispõe interiormente passa a perceber um clarão interior a lhe sublimar toda a existência até chegar à perfeição possível a seres limitados de acordo com a ordem de Cristo: “Sede perfeitos como o Pai celeste é perfeito”. Clemente de Alexandria  explicou esta trilogia com muita clareza: “Batizados, somos iluminados; iluminados, somos filhos de Deus por adoção; adotados, alcançamos a perfeição; com esta a imortalidade”.  Desta forma o cristão torna-se cada vez mais conforme com Cristo e alcança a verdadeira auto-realização como criatura à imagem e semelhança de Deus. Foi neste sentido que Jesus disse aos seguidores: “Vós sois a luz do mundo. [...] Não se acende uma candeia para se colocar debaixo do alqueire, mas sim sobre o candelabro, e assim alumia a quantos estão em casa. Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, a fim de que vendo as vossas boas obras, glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt, 5,14-16). Na sua  primeira carta São João afirma que “Deus é luz” (1 Jo 1,5). Por outra, Cristo assevera que “Ele é a luz do mundo” (Jo 8, 12;9,5). Ora, Ele disse também que seu epígono é luz do mundo, logo há uma identidade dele com o cristão que participa da luz divina. Que grandeza a do batizado! Enorme privilégio este de se assemelhar ao Senhor da luz. Imensa responsabilidade! Jesus, porém, mostrou como ser luz ao ordenar que refulgissem as boas obras neste mundo, luminosidade fulgindo da conduta, das ações, das palavras, dos gestos, do modo de ser. Foi o que  pregou São Paulo aos Filipenses, dizendo que deveriam ser irrepreensíveis e íntegros, filhos de Deus sem mácula, no meio de uma geração perversa e corrupta. No meio dela resplandecendo como luzeiros no mundo, ostentando a palavra de vida” (Fp 2, 14-16). Tudo isto   jorra, portanto, do interior de cada um. O cristão é, realmente, uma nova criatura em Cristo e, deste modo, se imerge na luminosidade do próprio Deus. Daí o conselho do Apóstolo aos Efésios: “Tratai de  estar repletos do Espírito e entretei-vos uns  aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor com o vosso coração, dando graças continuamente por tudo, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, ao Pai e Deus” (Ef 5, 19-29). Aos Romanos São Paulo lembra uma condição a mais para que o cristão seja, como Jesus, a luz do mundo, ou seja, “sabendo que nosso velho homem foi crucificado com Ele” (Rm 6, 6). Ao aplicar a cruz na sua vida, o cristão destrói a sua velha natureza  herdada de Adão e então pode clarificar o mundo. É, verdadeiramente, aplicando a cruz na sua vida que o batizado envolve os outros no iluminamento da pessoa  de Cristo. Então se realiza plenamente o que disse Simeão, pois,  Jesus se torna, de fato,  por meio de cada cristão, a luz que ilumina todo o mundo. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-1683856793117638286?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/1683856793117638286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/jesus-luz-do-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1683856793117638286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1683856793117638286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/jesus-luz-do-mundo.html' title='Jesus, Luz do mundo'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3553154150402143519</id><published>2011-01-18T06:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T07:40:06.120-08:00</updated><title type='text'>OLHAR ESPIRITUAL</title><content type='html'>O OLHAR ESPIRITUAL&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Quando em Betsaida Jesus curou um cego, este afirmou que “enxergava todas as coisas com nitidez” (Mc 8,25). Nem todos os batizados distinguem claramente as mensagens divinas, possuindo um olhar espiritual transparente. Para que se obtenha de Cristo tal capacidade a primeira condição é o esforço com todo ardor possível de imitar o Mestre Divino em todas as coisas, tentando fazê-las como ele as realizaria. Cumpre, além disto, um desapego total do coração a tudo que, ainda de longe, possa desagradar a Deus, na alheta de Cristo que disse ser seu alimento fazer a vontade do Pai. Adite-se que um grande empenho deve haver em procurar não o que é mais fácil, humanamente falando, mas o que requer um esforço maior; não o que atrai os louvores, mas aquilo que só é visto pelo Ser Infinito. É o desejar em tudo os desígnios divinos e não a própria vontade, mesmo porque ninguém sabe, por si mesmo, o que é melhor para se chegar às alegrias  infindáveis do céu. É muito mais vantajoso suportar as fadigas da existência na companhia daquele que é a sabedoria eterna do que estar interiormente reclamando das provas que Deus exige, sobretudo, de quem almeja trilhar as veredas da perfeição cristã. Bem diz o salmo que Ele está perto daqueles que têm um coração amargurado (Sl 33,19), pois Ele dá o condão de transformar espinhos em pérolas preciosas para a eternidade e oferece a força para que a alma enfrente as situações mais penosas. Quem não se dispõe a ouvir e a seguir as inspirações do divino Espírito Santo é semelhante a uma árvore que se acha plantada num campo árido, a qual não dará jamais frutos opimos ou é idêntico  a um carvão incandescente que logo se apaga. Tal cristão perante a mínima dificuldade desanima, mesmo porque sua fé vai se estiolando longe do fogo do amor do Paráclito. É o calor desta dileção  que purifica a consciência e torna cada um profundamente agradável ao Ser três vezes santo, rendendo-lhe o melhor de todos os louvores, porque esta atitude implica a total submissão a Ele e não à própria vontade. Toda obra pura e perfeita começa e termina envolta no amor a Deus. Para enxergar com nitidez as realidades espirituais é preciso, além disto, uma aversão completa às faltas veniais, dado que quem não é fiel no pouco não será maleável à ação da graça que exige contínua vigilância. Até mesmo não se deve procurar na oração consolações interiores, porque fazer das preces uma fuga do que é árduo é querer manipular a Deus.  Com efeito,  quem não faz de suas preces  um subterfúgio para  simplesmente fugir das dificuldades diárias é como um pássaro que voa livremente quando tem as asas inteiramente livres. Lembra São João da Cruz que uma abelha que querendo degustar a doçura do mel e nele flutua suas asas, não pode mais voar e, assim, uma alma que deseja apenas a doçura do espírito não tem mais liberdade para se elevar à contemplação das realidades sobrenaturais. Acrescente-se que quem quer enxergar com nitidez a face de Deus de uma maneira clara e simples necessita esvaziar seu espírito de todo apego às coisas criadas para poder marchar envolto na luminosidade divina. De fato, quando um cristão não para na superfície dos objetos exteriores e não se embaraça nos juízos humanos, mas se recolhe em si mesmo, longe das imagens terrenas, então, sim, ele pode conversar a sós e em paz com o Senhor de tudo. Disto resulta bondade, benignidade, humildade, paciência em todas as circunstâncias e em todos os lugares. Isto porque quem persiste no seu egoísmo tem o coração endurecido, incapaz de servir a Deus e ao próximo. A verdade é que um único pensamento do ser racional vale mais que todo o universo material e, por isto, apenas Deus o merece ter, ou seja, é necessário relacionar com Ele todos os planos que se possa ter. Quando o cristão se aplica a qualquer coisa fora de Deus, ele cria um obstáculo à luz celeste, embaciando seu olhar espiritual. Eis aí o mérito da reta intenção, isto é, o desejar fazer tudo para a honra e glória daquele do qual cada um depende em tudo que é ou pode realizar. Para tanto se faz mister a perseverança e a saída de toda inconstância. Jesus que curou o cego de tal forma que este afirmou estar enxergando todas as coisas com nitidez oferece sempre o colírio de uma fé profunda e tudo que é preciso para se contemplar as maravilhas de seu amor. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3553154150402143519?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3553154150402143519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/olhar-espiritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3553154150402143519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3553154150402143519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/olhar-espiritual.html' title='OLHAR ESPIRITUAL'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8175398617521037318</id><published>2011-01-18T05:01:00.001-08:00</published><updated>2011-01-18T05:01:51.923-08:00</updated><title type='text'>SIM,SIM;NÃO, NÃO</title><content type='html'>SIM, SIM; NÃO, NÃO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Quem lê com atenção o trecho do Sermão da Montanha sobre a Lei antiga e a lei nova, exposto por São Mateus no capítulo 50, versículos 17 a 37, percebe que a sentença final sintetiza todas as assertivas anteriores. Diz taxativamente Jesus: “Seja, pois, o vosso falar: “Sim, sim; não, não”. Tudo que Deus falou será cumprido, porque Ele é o Deus fiel. Lemos no Deuteronômio que o Senhor é a rocha de Israel (Dt 32,4). Isto significa que sua fidelidade é imutável e que a verdade de suas palavras, a firmeza de suas promessas são inalteráveis. Através do profeta Isaías Ele afirma: que a palavra que sai de sua boca não retorna senão depois de ter cumprido a sua missão (Is 55,11). Lemos no Livro dos Números que Deus não mente e daí a arguição de Balaão: “Acaso, ele diz e não faz? Ou promete e não cumpre? (Nr 23,19). Jesus, Filho e Verbo de Deus, veio para cumprir fielmente a Escritura e a obra de seu Pai e, por isto, antes de morrer pôde proclamar solenemente: “Tudo está consumado” (Jô 19,30), ou seja, as Escrituras cumpriram-se plenamente. Ele sofrera o que deveria padecer. As figuras do Messias nele se realizaram. Ali no Calvário Ele era o novo Abel morto, não por um irmão apenas, mas por muitos que o levaram a tal suplício. Era Nóe salvando a humanidade com o madeiro da Cruz; Isaac sacrificado pelo Pai; Davi com as cinco chagas derrotando o insidioso Inimigo. Cristo, de fato, pôde dizer com toda a verdade: Missão cumprida! É preciso ao cristão imitar a fidelidade de Cristo ficando firme até a morte. Cumpre, de fato, então imitar a veracidade divina quer no cumprimento das promessas matrimoniais, quer nas relações com os irmãos e as irmãs ou em todos os outros negócios da vida. O Ser Supremo exige fidelidade total em tudo. Não basta estar cristão, é necessário ser cristão em particular e em público, dentro da Igreja e na sociedade. Do contrário, se dá o que Jesus condenou nos fariseus, chamando-o de sepulcros caiados. Cristo está conclamando pela coerência de todo que foi batizado. Quantas vezes, por exemplo, perante o que passa na televisão muitos aprovam as cenas mais escabrosas e se tornam coniventes com o desprezo não só do sexto e do nono mandamentos, mas de todos os outros aprovando no seu íntimo o que afronta a sagrada Lei de Deus. Quando se trata das novelas então é que as maiores barbaridades são ratificadas. Os verdadeiros cristãos são os fiéis de Cristo, ou seja, aqueles que têm fé nele (At 16,45). Já São Paulo clamava na sua Carta aos Coríntios: “Não queirais emparelhar-vos a um jugo heterogêneo com os infiéis. Pois que consórcio pode existir entre a justiça e a iniqüidade? Ou que sociedade entre a luz e as trevas? Ou que acordo entre Cristo e Belial? Ou que coisa de comum entre o fiel e o infiel?” (2 Cor 6,14-15). A lealdade para com Deus deve impregnar todos os pensamentos, todas as palavras, todos os desejos, todos os planos, todos os projetos. Muitas vezes se esquece que a fidelidade religiosa é uma das mais importantes prescrições cuja observância  Cristo exige de seus epígonos. Ela aparece nas minudências da vida. São Paulo desceu a detalhes ao dizer aos Gálatas que “as obras da carne são bem conhecidas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, malefícios, inimizades, contendas, ciúmes, iras, disputas, discórdias, faccionismos, invejas, embriaguez, orgias e coisa semelhantes” (Gl 5,19-21). O Apóstolo estava bradando pela lógica de uma existência cristã. Não se pode, verdadeiramente, acender uma vela a Deus e outra ao diabo. Para que o preceito de Cristo “seja o vosso sim, sim; o vosso não, não” o meio é o verdadeiro amor a Deus. Ele conclamou aos Apóstolos: “Permanecei no meu amor. Se guardais os meus mandamentos, sede constantes no amor, como eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor" (Jo 15,9 ss). Isto significa andar na verdade, pois como insistiu São João na sua segunda carta, “o amor consiste em viver segundo os mandamentos de Deus"(2 Jo 6). É a esta fidelidade que se reserva a recompensa de participar da alegria de Deus. Esta fidelidade, porém, exige uma luta contra o Tentador, o Mundo e suas idiotices, e supõe muita oração para que se seja constante na prática da fé, dando sempre um sim a Deus e um não ao diabo. Segundo São Pedro “depois de um pouco de sofrimento, ele mesmo vos aperfeiçoará e vos tornará firmes, fortes, inabaláveis” (1 Pd 5,10). *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8175398617521037318?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8175398617521037318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/simsimnao-nao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8175398617521037318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8175398617521037318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/simsimnao-nao.html' title='SIM,SIM;NÃO, NÃO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6762122073904094308</id><published>2011-01-18T04:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T05:00:08.288-08:00</updated><title type='text'>A BELEZA DA SOLIDARIEDADE</title><content type='html'>A BELEZA DA SOLIDARIEDADE&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma expressão francesa muito conhecida:  “Après moi le déluge” – depois de mim o dilúvio. O Presidente da República deixou o governo e, coincidentemente, houve uma das maiores catástrofes da História do Brasil, a ocorrida na região serrana do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt; Daí o interesse de muitos com relação à referida frase. Segundo alguns foi em 1789 que ela surgiu. Entretanto, ela foi atribuída depois quer a Luís XV, Rei de França, quer a sua favorita Madame de Pompadour. Não se sabe, porém, ao certo quem cunhou tal pensamento. Bem entendido o dilúvio não faz referência uma chuva diluviana ou a uma inundação, mas à catástrofe relatada na Bíblia, ou seja, o Dilúvio do qual  apenas Noé saiu vivo com sua família e com os casais de animais que ele colocou na sua famosa arca. A aludida citação dos franceses foi colocada nos lábios de Luís XV  que a teria empregado para dizer que ele pouco se importava com o que poderia acontecer quando ele deixasse o trono. Outra versão é a que diz que a Pompadour, quando o artista Quetin de la Tour pintava seu retrato, viu chegar o Rei acabrunhado pelo que acontecera na batalha de Rossbach em 1757, lhe teria dito: “Não é preciso se afligir, pois :ficareis doente; depois de nós o dilúvio”. Outros dizem que  a expressão teria vindo à tona quando o célebre astrônomo Maupertuis  havia anunciado o retorno do cometa de Halley em 1758, indicando que este astro provocaria um novo dilúvio e talvez, segundo ele, o fim do mundo. Então muitos fatalistas lançaram tal sentença. &lt;br /&gt;Enquanto, todos lamentam, sobretudo, o que ocorreu em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo e adjacências, a solidariedade do povo brasileiro é um ponto luminoso por entre tanta tristeza e sofrimento.  Revive-se o que retratam os Atos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma (At 4,32). O que ocorrera em Angra dos Reis exatamente em 2009 não foi suficiente para alertar as autoridades no sentido de preservar a vida humana. Mais do que ressaltar que toda esta tragédia tenha se dado quando a euforia toma conta da nação destinada a ser uma das maiores economias do mundo, é voltar o foco para as camadas mais sofredoras da sociedade. As Secretarias da Defesa Civil precisam, realmente, atuar de uma maneira mais realística e jamais permitir que injunções políticas coloquem em perigo o ser humano. &lt;br /&gt; A solidariedade social resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, conduzindo a uma unidade sólida, capaz de resistir às forças da demagogia, tornando-se  ainda mais firme diante das atitudes dos interesses escusos daqueles que dão presentes de grego, como é a permissão de se contruir moradias em terrenos perigosos.&lt;br /&gt; Que surjam políticos que confirmem as esperanças de uma sociedade mais humana, longe do individualismo. Cumpre impedir que os mais sagazes triunfem e louvar sempre a beleza da fraternidade e seus prodígios a amenizar o sofrimento do próximo.* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6762122073904094308?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6762122073904094308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/beleza-da-solidariedade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6762122073904094308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6762122073904094308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/beleza-da-solidariedade.html' title='A BELEZA DA SOLIDARIEDADE'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8862785187019314640</id><published>2011-01-18T04:56:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T04:59:05.300-08:00</updated><title type='text'>A Lâmpada Acesa</title><content type='html'>A LÂMPADA DO AMOR &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Jesus mostrou que ninguém “traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote” (Mc 4,21). É que a lâmpada do amor a Deus transforma o discípulo de Cristo numa luz que deve se irradiar por toda parte. Quem ama o seu Senhor difunde o bem onde quer que esteja, pois suas ações, suas orações têm uma eficácia que supera a maldade que campeia pelo mundo por força das obras do espírito das trevas. O cristão autêntico tem esta missão de tocar as almas e atraí-las para Deus, penetrando-as do amor divino. A dileção da parte do Ser Supremo não é platônica, fria, convencional, é um amor apaixonado que vai até o que a sabedoria humana chama de loucura. Ele nos amou desde toda a eternidade. Quem dele se aproxima se torna luminoso, um iluminado. É que quem foi batizado deve ser na terra um novo Cristo e a seu exemplo, aclarar as veredas que conduzem à luminosidade celeste. O perigo para o seguidor de Jesus seria se deixar levar pela fadiga, pela lassidão espiritual e, em conseqüência, surge o risco da lâmpada se tornar menos intensa e atraente. É nestas horas que vale a prece do notável Cardeal Newman: “Vós, Senhor, sois a lâmpada viva e ardeis sempre de amor pelos homens; entrai em mim, para que eu Vos seja semelhante, inflamai-me do vosso fogo para que eu possa alumiar aqueles que andam na escuridão”. Para que tal oração produza seu efeito é preciso  que o cristão se desprenda de si mesmo e se prenda profundamente a Deus numa união profunda. Não se trata de um amor sensível, traduzido em lances inflamados, mais  amor manifestado pelo desejo constante de amar o Ser Amado pelo anseio de Lhe agradar  nos milhares de pequenos nadas  das menores atividades que são como que  o florir da delicadeza da dileção sincera. A prova de que se ama a Deus não consiste, de fato,  em emoções passageiras, mas na resignação, na paciência,  na generosidade ativa das tarefas do cotidiano, inclusive nas mais insignificantes. A dileção para com o Criador dá um sentido a tudo que se faz. Simplifica, unifica toda a vida espiritual. Este amor conduz a um espírito de oblação interior que permanece  subjacente a todas as ações. Então o cristão vê, deseja, procura, cumpre e aceita em tudo a vontade divina.  Perceberá que não se trata de uma comunhão com Deus de uma maneira sentimental, suave, sem holocausto. Os presentes dos Reis Magos a Jesus exprimem bem a trilogia que deve fulgir na vida do batizado, ou seja, o ouro do amor, o incenso da prece e a mirra do sacrifício. Para que a lâmpada da vida do verdadeiro cristão não  venha a se apagar, mas possa clarificar a todos, o segredo é a adesão firme à vontade de Deus, que é a pedra de toque do autêntico amor.  Trata-se da caridade desejosa, ou seja, ansiosa por adaptar-se ao Ser Supremo.  Amor ascendente que conduz gradualmente aos cumes da perfeição. Torna-se então um amor combatente, que contraria todo comodismo e gera integral maturidade espiritual. Este amor, que é luz,  flui da escuta das inspirações do Espírito Santo.  Isto porque, sendo o amor a manifestação mais alta de Deus e o dom mais sublime outorgado ao ser racional, ele só  pode  ser compreendido e tornar-se operante  onde age a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade que é o amor eterno do Pai para com o Filho e deste para com o Pai. Daí  a luminosidade de horizontes que se abre a partir de quem vive esta realidade sublime. Há sempre para o cristão a possibilidade de se unir Ser divino para transferir um pouco de sua grandeza infinita  à existência do próximo, tornando-se uma lâmpada que envolve os outros no clarão celeste.  Este amadurecimento espiritual de todo batizado é indispensável não só para sua vida, mas para a de toda a Igreja. É na medida em que o batizado se faz uma lâmpada incandescente que as verdades reveladas passam a ser acreditadas pelo mundo, pois ele se faz o sinal do reino de Deus. A chama do amor  é Deus entre os homens. É o impulso ascensional pelo qual se atualiza Seu reino  por toda parte. Eis porque o cristão deve ser uma lâmpada acesa e, ele onde está, é dia claro. Por isto o batizado se esforça por se mostrar transparente como cristal para sempre transmitir a luz. O que muitos se esquecem é que ser lâmpada acesa não é expor grandes idéias, mas mostrar por palavras e obras como é feliz quem encontra em Cristo sua única felicidade. Não se trata de ser um fogo sobre a montanha, mas lâmpada, por pequena que seja,  no meio em que se vive. Os batizados que não procuram ser esta lâmpada acesa são causa de desvios e ruínas para muitos. Devemos, então,  sempre rezar para que todos os cristãos sejam lâmpadas incandescentes, corações ardentes, almas em fogo e o mundo será melhor, porque inúmeros os que serão impelidos a virem para junto do divino Salvador. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8862785187019314640?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8862785187019314640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/lampada-acesa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8862785187019314640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8862785187019314640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2011/01/lampada-acesa.html' title='A Lâmpada Acesa'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4451031690173050975</id><published>2010-12-28T09:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T09:35:08.735-08:00</updated><title type='text'>REAÇÃO NECESSÁRIA</title><content type='html'>REAÇÃO NECESSÁRIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;De um  notável e sábio correspondente do Rio de Janeiro este articulista recebeu este desabafo: “Este é, infelizmente, o nosso dia a dia na política, na sociedade e na família que, desgarrada, vai se distanciando cada vez mais, a perder de vista, dos valores cristãos que deveriam orientá-la. Montesquieu (1689/1755) dizia: “Uma família virtuosa é bem semelhante a um navio, que durante o temporal se firma em duas amarras – a religião e os costumes”...! — Mas, na prática, hoje em dia, a teoria é outra. Na política, Tiririca e quejandos são os protagonistas desta vergonhosa fase em que vivemos, na qual Deus parece ter querido nos submeter a esta dolorosa provação de vivência. Contam-se nos dedos, nos dias de hoje, os “Varões de Plutarco” que enobrecem a nossa cidadania”. &lt;br /&gt;De fato, entre outros fatos lamentáveis, estarrecida ficou a nação diante do aumento astronômico nos salários do presidente, ministros e parlamentares. 279 deputados votaram a favor de tal aumento e 35, merecedores de todos os aplausos, foram contra este absurdo  na sessão da Câmara de Deputados do dia 15 de dezembro de 2010. Quem paga a conta é o povo sofrido, o brasileiro que trabalha três meses por ano para pagar impostos! &lt;br /&gt;Já foi publicado na imprensa que o atual Presidente deixa agora o Planalto para entrar na galeria dos maiores mitos da História. &lt;br /&gt; O que se esquece é que uma cosmovisão simplista caracteriza o mito, fazendo aparecer fatos e vultos com um peculiar exagero, promovido isto pela imaginação. Daí resultam conceitos falsos, fantasmagóricos e utópicos. O mito é, de fato, fantasioso dado que se vale das forças da ilusão e, por isto, traz em si elementos contraditórios. Deve-se distinguir entre heróis e mitos na política. Heróis são personalidades dotadas de especial magnetismo, de total coerência filosófica, de profunda cultura  e que se tornam admirados por feitos notáveis que deixam marca na trajetória de um povo. São aqueles que glorificam, realmente uma nação. Há uma veneração  pelo herói  que realiza com êxito o que se   reconhece como  digno de sincero aplauso e perene gratidão . Trata-se de uma pessoa a quem se tributa especial respeito. Nele se concentram os encômios por seus atos adamantinos. Uma pessoa que se torna mitológica, porém,  é uma criação muitas vezes lendária em torno da qual se criam fatos e feitos, o que, em nossos dias, por força da mídia se torna comum. Surgem então os pais dos pobres, os salvadores da pátria, os insubstituíveis que se tornam os novos donos do poder. A função socializadora é explorada com perspicácia pelos experts da comunicação e o povo se deixa levar por aquilo que é divulgado. A verdade é que há no Brasil um grupo elitista e mesmo alguns que saíram do meio do povo, uma vez no poder, esquecidos de sua origem,  contraditóriamente, abraçam teses que antes combatiam com veemência.&lt;br /&gt; Cumpre a fuga dos mitos populares que, positivamente não trazem a libertação integral.  É preciso cultivar novos moldes mentais para decodificar os discursos de certos políticos endeusados pela propaganda e esquecidos de que elogio em boca própria é vitupério.  &lt;br /&gt;Apenas assim a atuação de cada cidadão conhecerá um dinamismo que procede verdadeiramente de um entranhado amor pela autêntica justiça e pelo verdadeiro progresso nacionais. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4451031690173050975?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4451031690173050975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/reacao-necessaria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4451031690173050975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4451031690173050975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/reacao-necessaria.html' title='REAÇÃO NECESSÁRIA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4331431369512099257</id><published>2010-12-28T04:47:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T04:49:10.735-08:00</updated><title type='text'>PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO</title><content type='html'>PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Como Mestre admirável,  Jesus mostrou que o que sai de dentro do coração humano é que mancha a pessoa (Mc 7,14-23). Disto resulta a importância vital da purificação interior, situação que envolve o ser humano em tal perfeição que todas as suas ações se tornam realmente luminosas. Trata-se da limpeza moral, apartadas as máculas  da consciência, da intenção possibilitando deste modo a iluminação dos sentidos, dos afetos, do espírito, das palavras, das ações. Ficam, então, afastadas todas as imagens ilusórias e, inteiramente, arredado tudo que está condenado no decálogo. O iluminamento que  passa a envolver o cristão vem do empenho de uma atitude assumida para poder amar a Deus de todo coração, com toda a alma, com todas as forças, como está preceituado no Deuteronômio (Dt 6,5). É lógico que isto só é possível quando há uma aplicação demorada e absorta da alma nas realidades sobrenaturais o que blinda, resguarda a pessoa contra as invectivas do mal, aumentando a união com o Ser Supremo. Qualquer itinerário ascético-espiritual supõe esta determinação que impede a contaminação exterior. Os meios para que alguém possa atingir tão sublime ideal estão ao alcance de todos, contando que sejam persistentemente cultivados. São eles a participação efetiva e afetiva na Eucaristia, o diálogo com Deus através da oração refletida, a escuta do Espírito Santo,  a meditação da Palavra revelada e a energia que vem do exercício constante das virtudes. Esta dinâmica espiritual está ao alcance do batizado, mas nem todos usufruem a mesma. É óbvio que cumpre uma submissão total, irrestrita à vontade divina, o desejo firme de encontrar Deus em sua imediatez, ou seja, na correspondência célere, imediata aos apelos celestiais, dado que a delonga em atender aos mesmos trava a santificação. Foi neste sentido que um grande santo afirmou: “Temo a Jesus que passa e que pode não voltar”. Trata-se de uma reciprocidade, dado que Deus não  impõe, mas propõe. A vontade humana não colocando nenhum obstáculo recebe imediatamente da vontade de Deus o impulso para atingir a santidade interior na realização da ordem divina registrada pelo Levítico: “Sede santos, porque Eu sou santo” (Lv 11,44). Portanto, a caminhada de comunhão com Deus  exige duplo trabalho: um, ativo, da parte do cristão, com o qual ele, se afastando de todas as imundícies, concentra todo o seu amor em Deus; outro, passivo, exercido pelo Espírito Santo, mas aceito pelo fiel com humildade, paciência e muita dileção. Foi o que conseguiram os grandes santos que identificaram a vontade própria com a vontade de Deus numa ação progressiva dentro das limitações humanas, mas sempre baseados  na fé, na esperança e na caridade. Com efeito, a fé purifica a inteligência, a esperança mundifica a memória e o amor depura a vontade. Com a graça correspondida é possível a todo batizado, que assim procede,   se desapega até do pecado venial, do apego às coisas inúteis ou perigosas, desembaraçando-se de qualquer empecilho que possa impedir a entrada da luz celestial dentro de sua alma. Esta atitude de qualquer batizado foi preconizada por São Paulo de uma maneira admirável ao escrever aos Colossenses: “Uma vez, pois, que ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas lá de cima, onde Cristo está assentado à direita de Deus; interessai-vos pelas coisas do alto, não pelas coisas terrenas, desde que vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,1). Esta é uma tarefa que dura toda a existência nesta terra e supõe muita determinação. A vigilância impede que as ervas daninhas floresçam dentro do coração e, com a proteção divina, se pode erradicá-las quando tentam germinar. Com efeito, o amor próprio e o apego desordenado às comodidades da existência  não morre nunca e coloca o cristão continuamente à prova. Como grande é a fraqueza humana cumpre ao seguidor de Cristo saber inclusive conviver com suas falhas, pois somente Deus é perfeito e o salmista assim se dirigiu a Ele: “Senhor, se observardes as nossas culpas, quem poderá subsistir?” (Sl 129,3). A busca da santidade, de fato, não corresponde a um perfeccionismo doentio, mórbido, hipocondríaco, isto é, a uma tendência obsessivamente exagerada para atingir a perfeição, mas inclui a consciência da precariedade do ser humano falível,  que é capaz de reconhecer seus percalços sem se acomodar aos mesmos. É assim que se evita a opacidade, mesmo porque célebre é o adágio: “Errar é humano, perseverar no erro é diabólico”. Na alheta de São Paulo (Rm 8,28) se pode dizer que para aqueles que amam a Deus tudo coopera para o bem, até mesmo suas falhas. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4331431369512099257?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4331431369512099257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/purificacao-do-coracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4331431369512099257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4331431369512099257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/purificacao-do-coracao.html' title='PURIFICAÇÃO DO CORAÇÃO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3524321940197988620</id><published>2010-12-28T04:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T04:47:36.060-08:00</updated><title type='text'>ÃPRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO</title><content type='html'>APRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Quarenta dias após o nascimento do Menino Jesus, Ele foi apresentado no Templo por seus pais José e Maria. Quarenta dias após o Natal, se recorda então este fato marcante na vida do Redentor. Conforme estabeleceu João Paulo II se celebra também o Dia Mundial da Vida Consagrada, dado que a consagração do Menino Jesus a Deus foi o protótipo de todas as consagrações. Cristo, enquanto Deus, não precisava de consagração, pois ele estava eternamente consagrado ao Pai. Como bem se expressou São João: "No princípio  era o Verbo e o Verbo estava em Deus” (Jo 1,1). Enquanto homem, porém, devia ser consagrado ao Senhor  por Maria sua Mãe, a fim de ser, deste modo, o modelo de todos os que se tornariam seus irmãos e suas irmãs no Espírito Santo pelo batismo e pela crisma, membros de seu Corpo Místico, esta grande família de Deus destinada a viver para o Pai. Ele se fez modelo, de modo especial, para todos que devotariam inteiramente sua existência ao serviço divino como Sacerdotes e Religiosos e Religiosas. Hoje nos lembramos, então, em primeiro lugar de todos os cristãos que vivem no mundo, sem ser do mundo, que estão no mundo  para propagar a raça humana, se devotando também ao trabalho nas mais diversas profissões para o bem da sociedade. Dentre eles,  inúmeros os santos canonizados e uma multidão de fiéis que já se acham no céu. É o dia, porém,  de maneira especial, dos que se consagram a  Deus  mais  absolutamente através dos votos de castidade, pobreza e obediência, mormente daqueles e daquelas que fogem do mundo e se  refugiam nos conventos e mosteiros para procurar a Deus e O encontrar na paz do coração e da alma. Trata-se, portanto, de um dia que é, de um lado, a lembrança da necessidade  da conscientização de todos os fiéis  para que vivam intensamente o adágio “o cristão é outro Cristo”, deixando que Ele  assuma a sua vida com os seus riscos e esperanças, suas preocupações e todo o seu ser. É a vivência plena da transfiguração em Cristo, obrigação de todo aquele que recebeu o batismo e a crisma. Consagração que significa vocação à santidade, vivendo o ser racional na esfera do sagrado. O verdadeiro cristão  consagra a Deus a sua liberdade e toda sua capacidade de amar. Não nega a si mesmo, mas vive intensamente todos os momentos como dons de Deus a quem entrega a cada instante todas as suas ações. Além deles há os sacerdotes e religiosos e religiosas vivem mais profundamente tudo isto, dado que se consagram inteiramente ao Ser Supremo e têm oportunidade de estar mais tempo em contacto com Ele. As riquezas, as honras, a glória terrestre e todos os atrativos mundanos não lhes interessam e tendem, apesar das pusilanimidades humanas, a procurar sempre uma maior perfeição e santificação. A Igreja é, assim, uma grande família que compreende membros diversos e com missões diferentes, mas tudo confluindo para honra e glória de Deus. Tanto isto é verdade que o Concílio Vaticano II lembrou que todo batizado participa também do múnus profético de Jesus. Profeta não no sentido de anunciar eventos futuros, mas aquele que testemunha com sua vida a missão salvífica do Filho de Deus, a exemplo de Simeão e de Ana. Estes personagens do Antigo Testamento que aparecem no templo de Jerusalém no dia da Apresentação do Menino Jesus eram pessoas que sabiam escutar a voz do Espírito Santo. Ambos a proclamarem o papel salvador daquele que viera redimir a humanidade, ambos deixando um testemunho grandioso porque estavam atentos às inspirações do Alto. Em nossos dias, mais do que nunca, há necessidade de profetas num mundo tão divorciado das realidades eternas e no qual os valores trazidos por Cristo do céu à terra são tão menoscabados. Nesta solenidade de hoje cumpre se lembrem então as palavras do Prefácio desta Missa proclamando que o Filho eterno apresentado no templo é revelado pelo Espírito Santo como glória do povo de Deus e luz de todas as nações. Este Jesus, porém,  advertirá  a seus seguidores: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). Para isto é preciso estar cada cristão sempre perto de Cristo para que, iluminado por Ele,  possa clarificar a existência dos que vivem nas trevas do erro e do pecado. Nem se pode esquecer de que, num momento de tanto júbilo para Maria, Deus permitiu que  se iniciassem também os seus sofrimentos,  dado que Simeão anuncia que uma espada de dor traspassaria sua alma, tendo afirmado, inclusive,  que Jesus seria um sinal de contradição. Maria tomaria parte nos sofrimentos de seu Filho! Mais tarde Cristo dirá: “Se alguém quer ser meu discípulo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”  (Mt 16,24). Eis aí o cerne de  qualquer vida consagrada! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3524321940197988620?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3524321940197988620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/apresentacao-de-jesus-no-templo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3524321940197988620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3524321940197988620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/apresentacao-de-jesus-no-templo.html' title='ÃPRESENTAÇÃO DE JESUS NO TEMPLO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-1107804257524865576</id><published>2010-12-28T04:44:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T04:46:23.103-08:00</updated><title type='text'>SER LUZ</title><content type='html'>SER LUZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Nunca se reflete demais sobre advertência que Cristo deixou para seus seguidores: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). O cristão não pode ter medo das trevas, mas tem por obrigação iluminar, uma vez que está enxertado em Cristo que é “a luz verdadeira que veio a este mundo” (Jo 1,9). Foi o que profetizou Isaias ao dizer que “o povo que jazia nas trevas viu uma grande luz, e para iluminar os que jaziam na região caliginosa da morte uma luz surgiu” (Mt 4,16). Deus é luz e Jesus veio pessoalmente dissipar as trevas do pecado, oferecendo os meios para difundir por toda parte a luminosidade de sua doutrina através dos seus autênticos discípulos. Lemos em São João que “nele estava a vida e a vida era a luz dos homens” (Jo 1,4). O cristão renascido no batismo é o portador desta luz. Donde a ordem de Cristo: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, a fim de que eles vejam vossas boas obras, e glorifiquem o Pai que está nos céus” (Mt 5,14-16). Deste modo, Jesus ensinou como ser luz, ou seja, através de tudo que realiza seu discípulo, cuja conduta deve afastar a escuridão provocada pelo espírito do mal que arrasta a tantos para as veredas escabrosas dos vícios. Cumpre ao autêntico cristão ser luz em sua própria casa, no seu local de trabalho e onde quer que esteja. Deus é misericordioso e paciente, mas o bom comportamento de quem O ama é sempre uma repreensão para aqueles que andam nas veredas do mal. Significativas as palavras de São Pedro dizendo que Cristo, para quem tem fé, é honra, para os incrédulos é a “pedra de tropeço, a pedra de estorvo. Eles, indóceis à palavra, fazem-vos tropeçar, sorte à que estavam também destinados. Vós, porém,  sois estirpe eleita, sacerdócio régio, gente santa, povo trazido à salvação, para tornardes conhecidos os prodígios daquele e que vos chamou das trevas para a luz admirável” (1 Pd 2,7-9). Donde o lembrete de São Paulo aos Filipenses: “Fazei tudo sem murmurações e sem críticas, para serdes irrepreensíveis e íntegro, filhos de Deus sem mácula, no meio desta geração perversa e corrupta. No meio dela deveis resplandecer como luzeiros no mundo, ostentando a palavra da vida. (Fil 2, 14- 16). É que a luz que o batizado traz é Jesus Cristo como explica o Apóstolo: “De fato, o Deus que disse à luz que brilhasse no seio das trevas, brilhou ele próprio nos nossos corações, para que façamos resplandecer o conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo” (2 Cor 4,6). Esta é, de fato, a verdadeira identidade do cristão, cujas palavras, atos, conduta, maneira de viver devem corresponder a esta denominação tão honrosa, donde o adágio: “O cristão é outro Cristo”. Para tanto é indispensável a presença do Espírito Santo que garante que esta luz  jamais se apague, mas, pelo contrário, brilhe ainda mais  pela força do testemunho de vida. Nunca se deve esquecer o que Jesus disse: “Quando o Espírito Santo tiver descido sobre vós, recebereis vigor e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até às extremidades da terra” (Atos 1,8).  É este Espírito divino que torna o cristão vigilante, fazendo-o discernir as ocasiões propicias para denunciar os erros e chamar ao bom caminho os extraviados. Não é fácil ser luz diante da indiferença, da incompreensão, da zombaria e até da rejeição e oposição violenta dos que se sentem incomodados  com a atitude luminosa do autêntico epígono de Cristo. Muitas vezes são os próprios familiares, os colegas de trabalho,  são os que mais se opõem a quem quer pervagar as sendas resplandecentes da virtude. Com perseverança o correto cristão é sempre fiel a seus nobres princípios e a sua ligação com Cristo. Sua luz brilhará continuamente até que, um dia, Deus  visitará os que renegam a luz e então eles também glorificarão ao Ser Supremo por causa da persistência dos que vivem plenamente o Evangelho. A prece e a união com Jesus sustentam a intensidade do clarão  de um depoimento constante que demonstra como é feliz aquele que serve o seu Senhor, certo de que “o fruto da luz consiste em toda espécie de bondade, de justiça e de verdade” (Ef 5, 8-9). Todo batizado deveria poder dizer a si o mesmo que se diz do personagem de Paul Claudel: “És como uma lâmpada acesa e, onde estás, é dia claro.  Durante toda sua vida o batizado precisa ser como  a cotovia que anuncia a aurora e desperta em cada criatura o amor da luz e da vida.  Para isto o cristão necessita ser transparente como o cristal para poder transmitir a luz. Quem vive da luz é luminoso e clarifica o mundo. Se o cristão não pode ser uma estrela no céu, ou um fogo sobre a montanha, pode e deve ser um candeeiro onde quer que esteja. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-1107804257524865576?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/1107804257524865576/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/ser-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1107804257524865576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1107804257524865576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/ser-luz.html' title='SER LUZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-9023102936165660846</id><published>2010-12-28T04:42:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T04:44:53.770-08:00</updated><title type='text'>BEM-AVENTURADOS OS PUROS</title><content type='html'>BEM-AVENTURADOS OS PUROS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Sobretudo no contexto atual, cumpre refletir sobre o que Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Uma das mais belas considerações sobre esta bem-aventurança foi feita por Santo Irineu no seu tratado contra as heresias. O sábio bispo de Lion  mostra que “assim como os que vêem a luz estão na luz e recebem seu esplendor, também os que vêem a Deus estão em Deus e recebem seu esplendor. O esplendor de Deus vivifica; portanto os que vêem a Deus recebem a vida”. Entretanto, como bem declarou Jesus, apenas os puros de coração  podem ter esta ventura sublime. Já nesta terra, os que não se deixam contaminar pelos desregramentos que o mundo oferece percebem de tal forma a presença divina em sua alma, como se estivessem degustando a visão do Ser inatingível o qual por seu amor, sua bondade e onipotência  concede esta dita aos que têm uma consciência limpa. É por assim dizer a preparação para a visão beatífica, dom escatológico  ao  qual se refere são Paulo: “No presente, nós vemos por meio de um espelho, de maneira confusa; então veremos face a face” (1 Cor 13,12). Agora, e por toda a eternidade, é possível a felicidade de se relacionar com Deus, santidade infinita. Trata-se de uma abertura para o Infinito que apenas o coração purificado pode acolher, apesar  das limitações humanas, das aliciações mundanas, das influências lascivas dos meios de comunicação social num mundo no qual impera uma sensualidade desregrada. A certeza de um dia poder contemplar a beleza do Ser Supremo é que oferece a quem tem fé a vitória sobre a corrupção dos costumes. Isto requer  energia, esforços contínuos, numa luta contra duplicidade, ou seja, mesmo que o cristão não se entregue à depravação, ele não aprova, mas reprova tudo que agride quer o sexto, quer o nono mandamentos. Em consequência, foge de tudo que possa conspurcar sua conduta. É de se notar que Jesus fala nos puros de coração, pois o coração na Bíblia significa o olhar, a intenção, a motivação, o ponto mais íntimo do que cada um é, a origem e a sede da liberdade, da consciência pessoal e moral, a personalidade no conjunto de suas faculdades, a saber, a inteligência, a vontade e a memória.  Pois bem, o coração assim entendido, segundo Cristo, deve ser puro, sem mistura alguma de bem com o mal, simples, longe de toda doblez, mostrando total harmonia, unidade que não compactua com o que é sórdido. Disto resulta a pureza das motivações, a retidão, a fidelidade a Deus, que é a Verdade Suprema, a Santidade global.  Assim sendo,  a pureza de coração se torna  a beatitude da vida interior que se reflete na retidão da existência, na coerência entre  o que o cristão é e o que apresenta ser. Trata-se de uma beleza interior que produz belos frutos exteriores.  Ser puro de coração é jamais trair  a vocação cristã diante dos julgamentos dos outros, não se envergonhando de seguir a risca os mandamentos divinos.  Ser puro de coração é jamais mentir a si mesmo e, se ocorrer algum deslize, o arrependimento sincero tudo refaz e se firma a resolução firme de se evitar as ocasiões de pecado, os filmes imorais, os sites pornográficos, as revistas imorais, enfim toda licenciosidade  de uma  sociedade  que se entrega ao descalabro moral. A pureza de coração é algo que vem do que se passa entre Deus e a pessoa do verdadeiro cristão na intimidade secreta de sua sinceridade absoluta.  Os que profanam a beleza do amor numa sexualidade desregrada, os que se entregam às drogas, à bebida sucumbem às formas mais humilhantes de uma servidão ignóbil. Ser puro de coração supõe então a reconsideração urgente dos valores que dignificam o ser humano. A promessa, contudo que Jesus faz compensa todos os esforços, pois, é a condição para se ver a Deus. Contemplar o Ser Supremo é o desejo mais recôndito de todo aquele que se examina a si mesmo. Se a fé consiste em crer no invisível, a visão é precisamente se colocar na presença do Invisível. É o desejo de toda pessoa que verdadeiramente ama a Deus.  Ver é possuir e o Criador é a beatitude infinita. Para isto, porém, cumpre se ter um coração puro, transparente, autêntico, coerente, límpido, diáfano, cristalino. É preciso, porém,   que o cristão esteja inteiramente voltado para Deus, vazio de si mesmo, mas integrado, confundido com o coração de Jesus, o Ungido de Deus. Já David proclamava: “Quem subirá na montanha do Senhor? Quem há de permanecer no seu lugar santo? O que tem as mãos inocentes e o coração puro [...] Este obterá a bênção do Senhor, e a justiça de seu Deus salvador” (Sl 24 (23) 3-6). Eis aí o ideal que Jesus propõe ao apregoar: “Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a  Deus”. Demos, porém, graças ao Senhor, pois são inúmeros os cristãos que realizam em sua vida tão sublime aspiração, estão no mundo, mas não são do mundo, gozando daquela ventura que ultrapassa toda consideração terrena, vivendo nos páramos a verdadeira felicidade. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-9023102936165660846?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/9023102936165660846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/bem-aventurados-os-puros.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9023102936165660846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9023102936165660846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/bem-aventurados-os-puros.html' title='BEM-AVENTURADOS OS PUROS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7659038301702628328</id><published>2010-12-28T04:40:00.001-08:00</published><updated>2010-12-28T04:40:48.116-08:00</updated><title type='text'>SER PROFETA É SER LUZ</title><content type='html'>SER PROFETA É SER LUZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Os profetas no Antigo Testamento não eram apenas aqueles que vaticinaram em nome de Deus acontecimentos messiânicos, mas os denunciadores do desprezo dos mandamentos divinos. Condenaram, deste modo, a falta de pagamento do  salário, a fraude, a venalidade dos juízes, a recusa de libertar os escravos no tempo devido, a ausência de humanidade  dos que emprestam e dos que “esmagam o rosto dos  pobres” (Is 3,25). A Davi Natã denuncia abertamente o seu crime de adultério que o levou a fazer morrer Urias, esposo de Betsabá. Após a morte de Urias, Davi foi confrontado por este profeta que lhe avisou sobre a cólera de Deus. Por seu carisma os profetas atingiam em cada homem aquele ponto secreto onde se rejeitam a luz, a inspiração divina.  Ai dos que negam a lei e a distorcem, eis aí um tema constante de suas recriminações. A mentira, a falsidade são veementemente condenadas. Lemos em Ezequiel: “Os pastores turvam a água das ovelhas (Ez 34,18 ss). Os profetas vituperavam ainda, fortemente, os sacerdotes e todos os responsáveis  que são detentores das normas e as falseavam. Na plenitude dos tempos veio a esta terra o Profeta por excelência que é Jesus Cristo e este, embora sempre se mostrando bondoso, misericordioso, foi claro nas suas mensagens. Ele retomou a crítica e a severidade para com aqueles que têm a chave, mas não deixam ingressar (Lc 11,52). Denunciou a hipocrisia religiosa: “Hipócritas! Bem profetizou de vós Isaías quando disse:  Este povo honra-me com os lábios, enquanto seu coração está bem longe de mim. Em vão me prestam culto, ensinando doutrinas que são preceitos humanos” (Mt 15, 7-9) [...] Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar (Mt 23,13). Muitos cristãos  atropelam os Mandamentos da Lei de Deus se esquecendo do que Jesus disse: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram” (Mt 7,13). Aqueles que se dizem seguidores de Cristo, mas aderem ao aborto, à pílula anticoncepcional, aprovam as uniões ilegítimas e outros delitos deveriam se lembrar desta advertência: “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21). O que Jesus sempre exigiu foi a sinceridade total, absoluta: “Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno” (Mt 5,37). Este articulista nos idos dos anos 50 teve a dita de passar uma manhã com Gustavo Corção que o recebeu em sua residência no Rio de Janeiro. Corção dizia  que muitos católicos eram vaselinas, ou seja,  indivíduos inteiramente  maleáveis nas opiniões, melífluos, isto é, que impressionam agradavelmente,  nas maneiras e no falar, mas desejosos de agradar e de adaptar-se a todas as situações, dando aval  a atitudes as mais escabrosas e ratificando os erros mais lamentáveis. Em outras palavras, pessoas às quais faltam a mais absoluta coerência. O grande escritor e pensador se hoje vivesse haveria de ratificar ainda mais sua opinião e, quem sabe, se queixaria de algumas autoridades eclesiásticas que têm receio de condenar abertamente certos erros e despautérios que se multiplicam no contexto atual. São aqueles que se esquecem de que um dia Jesus expulsou os profanadores do templo os quais maculavam o lugar sagrado com um negócio ilegal, motivo e ocasião para rapacidades e usuras, pois, inclusive, “derrubou as mesas dos trocadores de moedas e os bancos dos vendedores de pombas. (Mt 21,12-13). Quantos católicos amasiados ou pecadores públicos se aproximam da Mesa Eucarística ignorando o que advertiu São Paulo: “Todo aquele que comer o pão e beber o cálice do Senhor indignamente, torna-se culpado para com o corpo e sangue do Senhor. Examine, pois, cada qual a si mesmo  e como deste pão e beba este cálice, pois quem come e bebe sem fazer distinção de tal corpo, come e bebe a própria condenação” (I Cor 11, 27-29). Aliás,  já preconizava Isaías: “Ai de vós que chamais bem ao mal e mal ao bem; que tendes as trevas por luz e a luz por trevas; que pondes o amargo no doce e o doce no amargo! (Is 5,20). Muitos não se lembram de que por um pecado perdeu Adão o paraíso; por um pecado perderam os anjos o céu; por um pecado perdeu Abraão o exército; por um pecado perdeu Saul o reino; e  pensam que podem acender uma vela a Deus e outra ao diabo! Que o verdadeiro cristão, porém, seja sempre um profeta, denunciando com coragem os erros e vivendo não mais absoluta coerência. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7659038301702628328?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7659038301702628328/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/ser-profeta-e-ser-luz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7659038301702628328'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7659038301702628328'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/ser-profeta-e-ser-luz.html' title='SER PROFETA É SER LUZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-1181399386497966287</id><published>2010-12-09T07:38:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T07:39:12.531-08:00</updated><title type='text'>JESUS, O CORDEIRO DE DEUS</title><content type='html'>JESUS, O CORDEIRO DE DEUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Vendo Jesus vindo até ele, João Batista disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). No Antigo Testamento o cordeiro é sobretudo mencionado em relação com os sacrifícios. Pela instituição da Páscoa, no Livro do Êxodo, o sangue do cordeiro imolado tem um papel protetor: “Tomarão o seu sangue e o passarão sobre os dois umbrais e sobre o frontão das casas” (Ex 12,7). O  cordeiro é também a figura do Servidor sofredor em Isaías: “O Senhor fez cair sobre ele as culpas de todos nós. Era maltratado e ele sofria, não abria a boca: era como cordeiro levado ao matadouro” (Is 53, 6-7). No Novo Testamento se encontrará a figura do Cordeiro no livro do Apocalipse, de São João, no qual é visto  como o Cordeiro vencedor, o Messias do fim dos tempos: “Combaterão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá, porque é Senhor dos senhores e Rei dos reis. Aqueles que estão com ele são os chamados, os escolhidos, os fiéis” (Ap 17,14). Quando João Batista fala do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, ele evocava, certamente, a morte de Jesus sobre a cruz, mas mormente também sua ressurreição, a vida eterna e o triunfo definitivo sobre o pecado e a morte. Lemos no Evangelho: “Deus tanto amou o mundo que lhe deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). Isto repleta o cristão de suma alegria e confiança. É Deus que está a dizer a cada um: “Vede meu amor. Contemplai  meu Filho, meu Cordeiro, sua cruz. Não esqueçais minha solidariedade divina”. Que ventura a do ser humano que crê, pois o Amor eterno o amou desde toda eternidade! O próprio Filho de Deus se encarnou e habitou entre nós. A Segunda Pessoa da Trindade Santa se fez homem! O Todo-Poderoso veio entre os homens em seu Filho Jesus Cristo. O Ser Supremo partilhando a condição humana e dando ao ser racional as condições de, um dia, contemplá-lo face a face na outra vida. Isto deve encher o cristão de otimismo e nada de medo paralisante. A cada minuto que passa, quem tem fé, jamais dirá que está indo para a cova, mas, sim, que se acha mais próximo do céu, graças à redenção oferecida pelo Cordeiro de Deus. Diante dele, como nos afirma São João, “podemos tranquilizar o nosso coração, porque, se a consciência nos acusar, Deus é maior do que a nossa consciência e conhece todas as coisas” (1 Jo 3,19-20). Este apóstolo então explica: “O seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho, Jesus Cristo, e nos amemos mutuamente como ele nos mandou. Quem observa os seus mandamentos permanece em Deus, e Deus nele, e que ele permanece em nós sabemo-lo por este sinal: pelo espírito que nos concedeu” (1 Jo 3,23-24). Mistério de amor eterno: Ele o infinito e nós tão limitados; ele  imortal e nós sujeitos à morte; Ele o Ser necessário, nós seres contingentes, que existimos e poderíamos não existir! Por tudo isto a tradição cristã viu em Cristo o verdadeiro cordeiro pascal. Donde a recomendação de São Pedro a que vivamos com todo cuidado na nossa peregrinação terrestre e daí seu sábio conselho: “Sabendo que não  fostes resgatados dos vossos costumes fúteis, herdados dosa vossos antepassados, a preço de coisas corruptíveis, como prata e ouro, mas pelo sangue precioso de Cristo, como de um cordeiro sem defeito e sem mácula” (1 Pd 1,18-20). Aí está a razão pela qual o mesmo apóstolo orienta: “Como filhos dóceis, não vos conformeis com  a voluptuosidade de outrora, quando vivíeis na ignorância, mas, como é santo  aquele que vos chamou, assim sede santos vós também em todo o vosso procedimento” (1 Pd 1,14-16). Como Cristo é o Cordeiro que tira o pecado do mundo, São Pedro proclamou com toda razão: “Vós, porém, sois estirpe eleita, sacerdócio régio, gente santa, povo trazido à salvação, para tornardes conhecidos os prodígios daquele que vos chamou das tervas para  a luz admirável” (1 Pd 2, 9-10). O cristão, de fato, graças ao sangue do Cordeiro (Ap 12,11), vence a Satanás, de quem o Faraó era tipo, e pode entoar “o cântico de Moisés e do Cordeiro” (Ap 15,3). Quando são analisados os princípios do cristianismo, se percebe melhor como as palavras de João Batista, identificando Jesus como o Cordeiro de Deus,  marcou, desde o princípio, toda a História da Igreja. Já São Paulo exortava os fiéis de Corinto a viverem como ázimos “na pureza e na verdade”, pois “a nossa Páscoa, Cristo, foi imolado” (Cor 5,7). Referia-se ele  às tradições litúrgicas da Páscoa cristã, bem anteriores, portanto aos anos de 55 a 57, data em que ele escrevia a carta aos coríntios. Jesus, o Cordeiro de Deus, é aquele que conduz os fiéis às fontes  da bem-aventurança celeste. São João no Apocalipse pode então altissonantemente proclamar: ”Felizes dos convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19, 9). Vivamos sempre tão sublimes verdades. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-1181399386497966287?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/1181399386497966287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/jesus-o-cordeiro-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1181399386497966287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1181399386497966287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/jesus-o-cordeiro-de-deus.html' title='JESUS, O CORDEIRO DE DEUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7380570356488136079</id><published>2010-12-09T07:37:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T07:38:09.509-08:00</updated><title type='text'>A ORAÇÃO DE JESUS</title><content type='html'>A ORAÇÃO DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;São Marcos registrou no seu Evangelho que Jesus, após realizar muitos prodígios, “levantando-se muito de madrugada, saiu e foi para um lugar deserto, onde se pôs a rezar” (Mc 1,35). Enquanto homem, o divino Redentor tinha uma vida intensa  de tertúlia com o Pai para dar glória a Deus, impetrar a sua graça e oferecer um exemplo para seus seguidores. Ele orou no batismo; antes de escolher os doze apóstolos; no Getsêmani; na cruz. Os instantes cruciais de sua vida Ele os expõe numa prece pessoal e solitária com Aquele que o enviara a este mundo. Isto mostra que Ele tinha plena consciência de que estava unido à Trindade. É esta comunhão que aflora à sua mente e se traduz num admirável colóquio. Ele que afirmou aos Apóstolos ser seu alimento  fazer a vontade do Pai (Jo 4,34), encontrava na oração   a manifestação de sua adesão ao plano divino. Tinha então uma total imersão no valor e na nitidez de sua missão. Era um instante em que podia dar vazão à sua nostalgia da eternidade e daí procurar Ele instantes de solidão. Ele tem consciência de sua filiação divina, mistério único, original, irrepetível e, por isso, retira-se para orar sozinho. Sente um isolamento  que somente o Pai pode compensar, uma riqueza que somente pode ser entendida por Aquele de onde viera. Admirável a religiosidade Jesus enquanto homem!  O momento de sua oração era o instante da transparência de sua alma perante o Ser Supremo. Penetrando no significado da atitude de Jesus em oração se percebe a sua espiritualidade, ou seja, sua  relação com Deus e o modo como Ele encara sua própria existência terrena.  Ele viera unicamente para dizer as palavras do Pai e, daí, sua união com Ele. Jesus mostra como o objeto principal da oração é a busca do Absoluto. Deus é bondade e amor que deve ser desejado, pois nele se encontra a verdadeira felicidade. Eis por que a alma tende a abandonar-se  cada vez mais à divina providência, quanto mais penetra a arte de rezar. Depara-se então com o mistério trinitário que é o vértice da autêntica união com o Criador. Este se apresenta como  paz e repouso em oposição à agitação e à inquietude, pois tal cristão se imerge no silêncio da Trindade. Donde a imperturbabilidade, a serenidade, um abandono indefectível  ao Deus eterno e infinitamente feliz. Aí esta a razão pela qual os grandes santos tinham o sentido da eternidade como plenitude de vida e de amor, se afastando progressivamente  da caducidade do mundo em devir, sujeito a transformações contínuas. O exemplo de Jesus que procurava um lugar solitário para rezar é importante também por chamar a atenção para a importância da concentração no momento da prece. Bem diz o ditado que não é o lugar que faz a pessoa, mas a pessoa que faz o lugar. Isto vale para quem quer fazer uma boa oração, dado que cada um pode, de fato, criar o ambiente propício  para estar em comunicação com Deus. Tudo depende da fé viva e pessoal.  Uma prece que une a oração vocal e mental reativa a luz interior, tornando cada vez mais vivos os mistérios particulares da salvação. Trata-se de personalizar a fé. Isto significa que  pela fé se acolhe a revelação como princípio e fundamento de vida e isto gera  fidelidade e dileção a Deus. Em seguida, por tudo isto, se forma a consciência cristã que é o modo como todos os pensamentos e juízos  se envolvem naquilo no que se acredita. Trata-se de um modo de ser impregnado pelos mistérios divinos. Daí uma sensibilidade espiritual que adere espontaneamente ao sobrenatural e leva a uma aversão ao que desagrada a Deus. Donde se tornar a oração um tônico espiritual, mesmo porque, absorto em Deus, o cristão não se deixa levar pelas distrações. Iluminada a consciência, na alheta de Jesus, seu seguidor não só degusta a prece influenciado pela dom da sabedoria, como vai se purificando cada vez mais pelo contacto íntimo com a divindade. Se os grandes místicos atingem tais páramos no mais alto grau, todo aquele que crê pode e deve procurar depurar seu modo de orar, encontrando na prece um meio excelente de purificação interior. É que aborrecendo tudo que desgosta a Deus, o cristão depara uma notável harmonia interior e a vontade unida a seu Criador induz o ser do batizado a se submeter a uma sábia renúncia à luz de um grande amor a seu Senhor. Desta maneira, todas as motivações inconscientes que perturbam, todos os preconceitos frutos de inibições enraizadas no passado, são vencidos. Surge uma nova visão do mundo e a esperança passa a dominar a existência de quem foi batizado sob a certeza desta realidade: Deus que é amor me amou desde toda a eternidade. Diante destas reflexões se pode bem compreender como Jesus, enquanto homem, manifestou sempre o mais completo equilíbrio, sobretudo quando de sua paixão e morte. Ele sabia rezar! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7380570356488136079?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7380570356488136079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/oracao-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7380570356488136079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7380570356488136079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/oracao-de-jesus.html' title='A ORAÇÃO DE JESUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7054339415699958485</id><published>2010-12-09T07:35:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T07:37:13.884-08:00</updated><title type='text'>O BATISMO DE JESUS</title><content type='html'>O BATISMO DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;João Batista batizou Cristo na água, mas, antes, quando Jesus se aproximou, reconheceu nele aquele que tivera a missão de anunciar. Eis por que ele diz: “ Sou eu que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim” (Mt 3, 14). Aceitando o batismo joanino, Jesus, aquele no qual todo ser racional receberia o batismo verdadeiro da água e do Espírito, mostrou que ele não viera abolir, mas cumprir a Lei e os Profetas. Derramando seu sangue sobre a Cruz Ele demonstrou que o seu batismo único era aquele no qual cada um lançado com Ele na morte, ressuscitando, salvo por Ele e com Ele recebendo uma vida nova, a do Espírito Santo. São  Paulo captou tão sublime realidade e explicou: “Fomos, pois, sepultados com ele na sua morte pelo batismo para que, como Cristo ressurgiu dos mortos pela glória do Pai, assim nós também vivamos uma vida nova” (Rm 6,4). Donde a conclusão deste Apóstolo que aconselhava: “Todos vós que fostes batizados em Cristo, vos revestistes de Cristo” (Gl 3,27). Não como uma veste exterior, mas se trata de uma realidade que penetra no íntimo do ser e infunde uma vida superior. Eis por que ser verídica a máxima: “O cristão é outro Cristo”. No batismo  se dá uma configuração com o divino Redentor. Que grande dignidade e responsabilidade do batizado! Além disto, o batismo de Jesus assinala a inauguração solene, claramente sancionada pela divindade, do seu ministério público. A vinda do Espírito Santo sobre Cristo lembra outros casos similares do Antigo Testamento, quando as pessoas chamadas a executar tarefas difíceis eram investidas com uma assistência especial de Deus. No caso de Jesus era um sinal da origem divina de sua missão, Ele Deus e homem verdadeiro. Não se tratou de um acréscimo de graça, pois esta Jesus já a possuía em plenitude. Nem a descida do Espírito Santo, nem a voz do Pai mudaram algo na pessoa ou excelência de Cristo. Era apenas o reconhecimento de uma tarefa salvífica de que estava incumbido o Verbo de Deus Encarnado e a proclamação de sua dignidade messiânica. Muitos hereges julgaram, erroneamente, ser este momento no qual Jesus teve consciência de sua divindade e alguns chegaram a afirmar que foi então que a Segunda Pessoa da Trindade desceu sobre o homem Jesus. Estes erros foram combatidos desde o início do cristianismo. Além disto, o batismo de João, que não era sacramento, prenunciava o Batismo que Cristo instituiria. O drama que vive o cristianismo neste início de milênio é a perda gradativa, por parte do batizado, da percepção de sua distinção excelsa. A postura religiosa, ofuscada pelo materialismo reinante, faz com que muitos epígonos de Cristo não vivenciem o significado profundo de sua comunhão com Deus, iniciada no dia venturoso de seu Batismo. O Papa Paulo VI declarou: “Devemos observar como nem sempre os cristãos têm consciência de serem cristãos; nem sempre tiram desta realidade que os define, a linha inspiradora de sua vida.” A teologia do batismo encontra-se exposta por S. Paulo. Este insiste neste fato sublime: a excelsa condição de ser batizado. É que o Apóstolo entendeu plenamente a doutrina do Mestre sobre a regeneração espiritual: “Quem não nascer de novo da água e do Espírito Santo não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3,5), A base é a fé: “Quem crer e for batizado será salvo” (Mc 16,16). O batismo é então uma criação nova (Gl 6,15) com efeitos maravilhosos advindos de uma renovação existencial profunda. Donde ser este um sacramento pascal. O batizado, morto para o pecado, passa a viver para Deus em Jesus (Rm 6,11). Faz-se outro Cristo (Gl 2,20; Fl 1, 21). Dá-se uma metamorfose radical. Surge um homem novo (Rm 6,6) O ponto fulcral do pensamento paulino está, de fato, exposto na carta aos romanos: pelo batismo fomos sepultados com o Filho de Deus, a fim de que tenhamos uma vida nova. (Rm 6,3-5), Daí sua fulgente conclusão que é todo um programa para o cotidiano: “Portanto, se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são lá de cima, onde Cristo está sentado à destra de Deus; afeiçoai-vos às coisas que são lá de cima não as que estão sobre a terra. Porque (pelo batismo) estais mortos (para as coisas terrenas) e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl 3,1). Nunca o fiel saberá valorizar bastante o que este rito sacramental lhe outorga. Pela graça santificante é “participante da natureza divina”(1 Pd 1,4). Torna-se herdeiro de Deus e co-herdeiro de Cristo (Rm 8,17) no qual está inserido, como ensina São  Paulo: “Já não sou quem vive é Cristo quem vive em mim” (Gl 2, 20).  Como lembrou o Vaticano II, o cristão  participa do múnus sacerdotal, régio e profético de Jesus. Eis por que no louvor contínuo a Deus e no anúncio de Cristo, vivido intensamente em todos os seus atos, o batizado é o arauto do Reino e cidadão do céu, sua pátria definitiva.* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7054339415699958485?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7054339415699958485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/o-batismo-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7054339415699958485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7054339415699958485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/o-batismo-de-jesus.html' title='O BATISMO DE JESUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7595612756795742538</id><published>2010-12-09T07:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T07:35:36.976-08:00</updated><title type='text'>A MANIFESTAÇÃO DE JESUS</title><content type='html'>A MANIFESTAÇÃO DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Epifania é uma palavra grega, que significa manifestação. Jesus é adorado pelos  Magos  que Lhe foram ao encontro por meio da estrela. Este fato marca a revelação do Redentor a todos os povos. Ele se manifestará aos judeus ao ensejo do batismo de João no rio Jordão, ocasião em que se deu o testemunho do Pai e do Espírito Santo. Aos discípulos sua primeira manifestação será nas Bodas de Caná,  quando ele muda a água em vinho. Através de seus milagres e, sobretudo, de sua admirável ressurreição dos mortos Ele deixará claro que era o Messias prometido, Salvador de todos os povos. Os Magos foram dignas primícias dos Gentios, iniciando toda esta série de sinais da obra salvífica. Dentro de pouco tempo as nações receberiam o anúncio de sua mensagem e os ídolos cairiam de seus falsos tronos. A redenção se entenderia por toda parte. Imperadores, reis, governantes,  homens e mulheres de todas as classes sociais e  das mais variadas nações se ajoelhariam diante dele. É esta realidade que a ida dos Magos até Jesus proclama altissonante. Por isto mesmo, o Evangelho não diz quem são eles, nem de onde vieram. Podem ter saído da Pérsia, ou da Mesopotâmia, ou de outras terras. Nem mesmo o número exato é relatado, mas a tradição faz ver naqueles sábios astrônomos os representantes de todo o mundo então conhecido, a saber, da África, da Ásia, da Europa, significando a extensão da obra redentora. Cristo  foi enviado não para alguns apenas, mas para todos os povos, para todo ser humano que habita este mundo. Ele dirá claramente: “Eu vim para que todos tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10),  Eis por que através dos tempos a Igreja decodificou o sinal desta universalidade, vendo nela um convite a levar o Evangelho às mais longínquas regiões do globo, sustentando o esforço missionário através de outros continentes. Nas turbulências do mundo de hoje, a Epifania nos leva, porém, ao apelo de levar Jesus também no meio em que se vive, uma vez que, como outrora desejava Herodes, as forças do mal, mormente através da mídia, querem matar Jesus na sociedade hodierna. A doutrina de Cristo, sua Igreja, os mandamentos divinos são menoscabados. Muitos vivem numa dissolução de costumes que mais pagãos parecem ser do que cristãos. Daí o grande desafio do verdadeiro discípulo de Cristo de se transformar em uma estrela luminosa que guie até Jesus, como aconteceu com aquele astro celeste que conduziu os Magos até o presépio. Palavras e atos que permitam aos que se afastam de Jesus a depararem novamente uma fé profunda. A fé é um ideal que se parece com uma estrela como aquela que norteou os Magos. Às vezes, pode parecer estar longe, como aquela marchetada no imenso veludo do firmamento, mas ela conduz mesmo numa rota por vezes obscura e leva a olhar para o céu. Muitos têm olhos e não vêem e, então é preciso que haja aqueles que, envoltos numa crença profunda, indiquem o caminho até Jesus.  O  perigo de perder a estrela, de perder a fé, existe sobretudo num mundo hedonista, materialista, como o atual. A superficialidade, a fadiga, a comodidade, o orgulho, a vaidade podem fazer a estrela desaparecer. Além disto, cumpre que se apresente o Verbo de Deus Encarnado, identificando-O como Rei, simbolizado no ouro  que Lhe foi oferecido; como Deus,  agraciado com o incenso; como Cordeiro imolado na Cruz, a quem foi ofertada a mirra. A Jesus, soberano do Universo, se deve consagrar toda dileção da vida pessoal;  a adoração por meio de um culto de latria sincero que envolva toda a existência e o sacrifício diário do dever bem cumprido, dos sofrimentos aceitos com resignação, da disponibilidade total para o apostolado. Os Magos se prostraram diante do Menino Jesus. Eles não tinham vindo por mera curiosidade, mas para adorar. Cada domingo, como os Magos, em comunidade, nos reunimos para adorar o Senhor. Muitos, infelizmente, perdem o sentido da Missa dominical, esquecidos de que  é participando da mesma se rende ao Ser Supremo a suprema homenagem, fazendo chegar ate Ele o mais perfeito agradecimento por todas as suas graças, escutando sua Palavra, recebendo mensagens preciosas para uma nova semana que vai se iniciar. Adite-se que os Magos encontraram o Menino com Maria sua mãe. Assim como Ele veio ao mundo através dela, junto dela sempre O encontraremos na plenitude de toda  sua grandeza. Finalmente, não se pode  esquecer de que os Magos retornaram para sua terra por outro caminho. Nosso encontro natalino com Deus, deve nos levar a descobrir uma nova rota, evitando as veredas tortuosas do mal, fugindo energicamente  de toda ocasião de pecado. O cristão, como os Magos, precisam durante toda sua vida estar à procura de Deus, como peregrinos da eternidade e construtores de um mundo novo. &lt;br /&gt;* Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7595612756795742538?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7595612756795742538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/manifestacao-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7595612756795742538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7595612756795742538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/manifestacao-de-jesus.html' title='A MANIFESTAÇÃO DE JESUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4184118649727453215</id><published>2010-12-09T07:32:00.001-08:00</published><updated>2010-12-09T07:32:58.212-08:00</updated><title type='text'>A PRESENÇA REDENTORA DE JESUS</title><content type='html'>A PRESENÇA  REDENTORA  DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A cena apresentada por São Marcos na qual Jesus cura o homem com a mão ressecada (Mc 3,1-6) chama a atenção sobre sua presença redentora. Cristo diz àquele doente: “Estende a mão”. Ele estendeu-a e a mão ficou curada”. Não se deve ter de Jesus uma idéia meramente intimista e devocional, apenas admirativa de sua personagem eminente e poderosa. Cumpre ver do Filho de Deus  o protótipo do homem comprometido inteiramente  com a libertação de todos os males do corpo e da alma. Trata-se da inserção em Cristo  como revelador do amor, da misericórdia, da compaixão do Ser Supremo que O enviou a esta terra com  uma mensagem que deve ultrapassar uma piedade meramente fixada nos seus prodígios. Ir além é trazê-lo para dentro do coração para que lá Ele possa realizar suas maravilhas de dileção. De tudo que ocorreu no passado a mais de dois mil anos fazer a transposição temporal para uma proximidade que leva à total cura espiritual e corporal. Ele exercendo no íntimo de cada um uma influência decisiva que impregne todos os pensamentos, todos os anelos, todas as atividades. Deste modo Ele se torna um modelo de vida extremamente provocante por seu sentido de liberdade, de coerência e capacidade de amar. Não apenas o Jesus histórico de ontem, mas o Jesus que disse: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). Deste modo se vence a nebulosidade da indeterminação de certas sutilezas bíblicas para se dar lugar a uma total disponibilidade para os autênticos valores que somente Ele pode comunicar e fazer viver. Ele a repetir a cada um: “Eu ressuscitei e estou contigo”. A humanidade de Jesus não pode cessar de representar um trampolim de salto para o reconhecimento da dimensão única e transcendente de sua própria pessoa, de seu extraordinário pode que não ficou circunscrito nos atos de sua passagem terrena, como na cura do homem da mão ressequida. Equívoco de muitos cristãos é continuar a ver em Jesus apenas o grande taumaturgo de outrora ou um guia da humanidade como Sócrates, Confúcio, Buda ou Maomé, se esquecendo que Ele é, isto sim, o Salvador pessoal de cada um, continuando através dos tempos sua obra salvífica. É preciso, isto sim, experimentar a presença inequívoca, forte de um Jesus vivo que toma conhecimento de tudo que se refere a cada um de seu seguidor. Ele está mais  próximo do cristão do que este de seu Senhor. A comparação que Ele fez é sumamente elucidativa: “Eu sou a videira; vós, os ramos. Quem permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5). A luz da ressurreição os discípulos compreenderam que realmente Ele tinha razão. A Ele foi dada uma nova seiva, sua mensagem, seu comportamento e sua pessoa são o referencial de tudo. Seu caminho é o caminho justo. Sua pessoa tem, com isso, significação definitiva e única para todos aqueles que se imergem nele. Esta proclamação de fé supõe então  um salto qualitativo em relação às referências meramente humanísticas de Jesus, dado que Ele é verdadeiramente o “Deus conosco”  (Mt 1,23), o valor decisivo e unificante da existência do batizado em todas as suas distintas dimensões. A simples jesusologia é insuficiente.  Por não explicar a importância única daquele que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus no centro da história de cada um. Ele deve ser plenamente a vida da vida do cristão. Ele cura aquele que tinha a mão seca, mas da glória de seu poder onipotente é preciso  se descobrir que em Jesus, na sua Pessoa, se condensa  tal riqueza de significados que se perceba claramente que ele escuta os desejos mais recrescentes de cada coração e oferece amplo leque de estímulos e inspirações. Este Jesus não oferece  respostas parciais para resolver questões contingentes, ofererem, sim, perspectivas que abrangem toda a existência conferindo-lhe  significado global. Quando o cristão se subtrai de seus pensamentos, deixa de lado suas inquietações, ele dá um pouco mais de tempo a Cristo e nele pode repousar. Pode inclusive penetrar a inacessibilidade de Deus e descobrir a sua autêntica face. Dá-se o que Jesus afirmou: “Ninguém jamais viu a Deus: o filho único, que está voltado para o seio do Pai, este o deu a conhecer” (Jo 1,18). Jesus faz penetrar nos segredos da vida íntima divina, revelando que Deus é doação em plenitude e que mostrou aos fariseus que o ser humano que sofria estava acima da prescrição sabática. Porque os fariseus não penetraram  no sentido das palavras e do gesto de Cristo, “saindo dali, confabularam com os herodianos sobre a maneira de o matarem” (Mc 3,6).  * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4184118649727453215?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4184118649727453215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/presenca-redentora-de-jesus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4184118649727453215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4184118649727453215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/presenca-redentora-de-jesus.html' title='A PRESENÇA REDENTORA DE JESUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7007706996335295136</id><published>2010-12-09T04:56:00.000-08:00</published><updated>2010-12-09T04:58:06.368-08:00</updated><title type='text'>Mímesis espiritual</title><content type='html'>MÍMESIS ESPIRITUAL&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Os grandes filósofos gregos referiram-se a mímesis como a representação da natureza. &lt;br /&gt;Para Platão, toda a obra criada era uma imitação da natureza verdadeira, uma vez que ele fala no hiperurâneo, ou seja, no mundo das idéias. Para ele,  mímesis é só a aparência sensitiva das imagens exteriores das coisas, que constituem o mundo oposto ao das ideias. Esta imitação da realidade é, deste modo, apenas uma cópia da cópia . &lt;br /&gt; Aristóteles, porém, que não esposava a teoria do pampsiquismo platônico, ou seja, a presença da idéia nas coisas,  fala da imitação da ação divina e notável sua obra a Poética na qual desenvolve esta sua maneira de conceituar a mímesis. &lt;br /&gt;Como observa o Professor Cláudio Luís Martins, o Estagirista mostra que  “há na espécie humana a tendência natural para  imitar e, aliás, isto o distingue de outros seres da natureza, pois, entre todos os outros, ele é o mais verdadeiro. Ele se utiliza da imitação para adquirir as primeiras noções”. &lt;br /&gt;Adite-se que "contemplar" o imitado, isto  é, aquilo que é produto da mímesis, produz deleite intelectual, e, por isto, aos homens lhes agradam as artes. O contrário de mímesis é diégesis que não passa de uma narração, de um conto.&lt;br /&gt; Deixando de lado outras considerações filosóficas e literárias, como, inclusive,  as que se encontram no livro lançado em 2010 “Mímesis e a reflexão contemporânea”, organização de Luiz Costa Lima  e editado pela Editora daUERJ, se pode afirmar que a mímesis espiritual é a condição essencial para se tentar atingir a perfeição proclamada por Cristo: “Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito” (Mt 5,48). Trata-se, portanto, da imitação verdadeira a qual conduz  à autêntica obra de arte que é ser um reflexo no mundo do próprio Ser Supremo. &lt;br /&gt;Como Cristo, o Verbo de Deus Encarnado, afirmou peremptoriamente “Eu e o Pai somos um” (Jo 10,30), ficou bem mais fácil a mímesis espiritual.  São Paulo entendeu isto perfeitamente e afirmou: “Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo”. Aliás, este Apóstolo foi além de uma mera imitação, pois, buscou a identificação, dado que  pôde asseverar: “Eu e Cristo somos um” [...] Já não sou quem vive, é Cristo quem vive me mim (1Cor 4,16; Gl 3,20) . Donde o adágio: “O cristão é outro Cristo”. Para que se dê esta mímesis espiritual cumpre se entregar à ação do Divino Espírito Santo que é um artista divino e, quando o cristão se torna, sob seu influxo, maleável como uma cera, Ele realiza uma obra maravilhosa, como a que se vê na vida dos grandes santos. Deste modo, a mímesis espiritual deve ser um ideal a ser perquerido, evitando-se a diégesis que transforma a vida de quem foi  batizado numa narrativa anti-evangélica. *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7007706996335295136?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7007706996335295136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/mimesis-espiritual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7007706996335295136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7007706996335295136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/12/mimesis-espiritual.html' title='Mímesis espiritual'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4368698694829920135</id><published>2010-11-24T09:32:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T09:33:07.206-08:00</updated><title type='text'>O SENSACIONALISMO DE SEMPRE</title><content type='html'>O SENSACIONALISMO DE SEMPRE&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A série de sérias reflexões que o Papa Bento XVI faz no livro Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos já se acham afetadas pelo sensacionalismo que centra suas atenções na   questão em que foi dado um exemplo referente ao preservativo. Eis o que disse Bento XVI: “Pode haver casos individuais justificados, por exemplo, quando uma prostituta usa um preservativo, e esse pode ser o primeiro passo rumo a uma moralização, um primeiro ato de responsabilidade para desenvolver de novo a consciência do fato de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer.  No entanto, essa não é a maneira verdadeira e adequada para vencer a infecção do HIV. É verdadeiramente necessária uma humanização da sexualidade”.  &lt;br /&gt;O Arcebispo Metropolitano de São Paulo,  Cardeal dom Odilo Scherer explicou  que a Igreja Católica não mudou sua posição em relação ao uso do preservativo. Dom Odilo comentou as declarações do Papa Bento XVI que considera aceitável o uso de preservativos “em certos casos” para evitar a transmissão de doenças. Afirmou D. Odilo: “Quem está dizendo que a Igreja mudou está dizendo uma mentira. O Papa não mudou a posição moral da Igreja com relação ao uso de preservativo. A posição da Igreja é pela valorização da sexualidade e pela humanização da sexualidade. Por isso, a posição da Igreja é contrária à banalização da sexualidade”. &lt;br /&gt;De fato, a castidade é uma atitude correta diante do sexo, ou seja, conservar e usar as forças do sexo dentro do plano de Deus. Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo  e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que  homem deixaria o pai e a mãe e se uniria a sua mulher, formando uma só carne (Gên. 2,24).  Ele havia dito: “Não ë bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliar igual a ele ( Gên. 2,18). O Criador abençoou Noé e seus filhos e lhes ordenou: “Sede fecundos, multiplicai, enchei a terra”(Gên 9,1). O sexo está destinado, portanto, à união e ao crescimento no amor, possibilitando a criação de uma nova vida humana. Na visão cristã não é, como hoje muitos  querem fazer crer, algo que se possa usar fora dos planos divinos. Ele foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32). Jesus proclamou: “Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus”.&lt;br /&gt; Muitos, felizmente, são os jovens que imbuídos do Espírito Santo se conservam puros até o dia do casamento, apesar de toda esta onda de erotismo que envolve, infelizmente, o mundo de hoje. &lt;br /&gt;Não se trata, portanto, da moral católica, mas da ética estabelecida pelo próprio Ser Supremo.&lt;br /&gt; A AIDS, como ensina o Papa Bento XVI em vários de seus pronunciamentos é evitada pela castidade, pela fuga dos desvios que animalizam o ser humano, criado à imagem e semelhança do Criador.&lt;br /&gt; * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4368698694829920135?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4368698694829920135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-sensacionalismo-de-sempre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4368698694829920135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4368698694829920135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-sensacionalismo-de-sempre.html' title='O SENSACIONALISMO DE SEMPRE'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2063542934826120148</id><published>2010-11-24T05:07:00.001-08:00</published><updated>2010-11-24T05:07:49.292-08:00</updated><title type='text'>Jesus morto nos braços de Maria</title><content type='html'>SUS MORTO NOS BRAÇOS DE MARIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Que desdita para a pobre e agoniada mãe! Durante os sofrimentos na Cruz nada pôde fazer por seu dileto Filho, porque os algozes não o permitiram. Agora que Jesus lhe fora restituído quisera que Ele estivera vivo, pois era seu desejo mais intenso tudo fazer por Ele no sentido de mitigar-Lhe os sofrimentos e Lhe testemunhar todos os sentimentos de seu coração de mãe. Reconhece logo que nada de útil pode executar a seu favor. Que tormento para a mais extremosa das mães reduzida a carpir o Filho de suas afeições que se acha junto a si desfalecido, sem vida. Naquele instante cruel uma onda de tristeza e mágoa se difundiu pelo coração aturdido da mãe ao contemplar de perto os horrores que se espalhavam pelo corpo de seu Jesus. &lt;br /&gt;Entretanto que ainda não se esvaziara de todo o cálice amargo de seus sofrimentos. Uma tristeza muito mais pungente iria visitar-lhe o coração, porque amargura da separação, do isolamento, da soledade.&lt;br /&gt;Tinham que ser atendidas as injunções humanas. A humanidade de todos os tempos é sempre a mesma. Os homens tardos, falhos, relapsos quando se trata de ministrar a justiça, são impiedosos, rígidos, relapsos, às vezes insolentes,  no momento de atender suas convenções, de cumprir as suas leis. Ora, estas  leis proibiam que cadáveres ficassem insepultos nos dias de sábado. Então, pouco Maria pôde ficar junto de seu Filho. Teria que se separar dele. Estava condenada a ficar sozinha, sem Jesus. Após o sepultamento de seu Filho amado ela contemplou ainda uma vez a Cruz, na qual Ele tanto sofrera para remir a humanidade.&lt;br /&gt;A cruz permanece de pé, enquanto o mundo gira.&lt;br /&gt; Nada foi tão grande, nem tão sublime como aquela majestade serena na morte, na morte na Cruz de um Deus! O Pai, em Cristo, reconciliou o mundo. Na sua misericórdia quis Deus não somente a justificação do homem pela remissão do pecado, mas também sua total redenção. Maria reviveu tudo isto ali no Calvário&lt;br /&gt;Ela quer então que percebamos no mais íntimo  de nossos corações o grande convite a esta plenitude de santificação, da busca da perfeição  preceituada por Jesus: “Sede perfeitos, como o Pai celeste  é perfeito”( Mt 5,48).&lt;br /&gt;  O cristão tem uma vocação inata para a santidade.&lt;br /&gt; Todas estas reflexões são um alerta, porque a paixão do Salvador não opera de uma maneira mágica, mecanicamente, fazendo o homem partícipe de uma ação na qual não tomaria parte. A cruz de Cristo deve ser a partilha dos batizados. Eis a mensagem que a Senhora das Dores oferece a quantos meditam em seus sofrimentos lá no Calvário, para que seus sofrimentos e os padecimentos de seu  Jesus não sejam inúteis para a salvação de cada um. Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2063542934826120148?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2063542934826120148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-morto-nos-bracos-de-maria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2063542934826120148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2063542934826120148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-morto-nos-bracos-de-maria.html' title='Jesus morto nos braços de Maria'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-702099486001775122</id><published>2010-11-24T04:48:00.000-08:00</published><updated>2010-11-24T04:51:05.518-08:00</updated><title type='text'>A TEOLOGIA DA MEDALHA MILAGROSA</title><content type='html'>A TEOLOGIA DA MEDALHA MILAGROSA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho* &lt;br /&gt;Em 1830 no dia 27 de novembro se deu a aparição de Maria a Santa Catarina Labouré, da Congregação das Filhas da Caridade, à Rue du Bac 140 em Paris. Nesta ocasião a Mãe de Jesus mostrou o modelo da Medalha que ela desejava fosse cunhada  como sinal de grandes graças que ela obteria junto de seu divino Filho. Esta Medalha traz inúmeras mensagens e a primeira delas é atinente à Imaculada Conceição de Maria, dogma que seria proclamado dia 8 de dezembro de 1854, por  Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus. As mãos abertas da Medianeira de todas as graças é outra grande lição. É o resumo do papel da Virgem Maria na História da Salvação, no Evangelho. Adite-se a cruz de Cristo nela sacrificado pelos homens e Maria exemplo de fé ao pé da cruz, representada pelo M de seu nome. O coração de Jesus e de Maria a atestar o amor imenso do Salvador e de sua Mãe por todos os remidos.  As doze estrelas lembrando a mulher do Apocalipse (Ap 12,1). Ela é aquela que deu nascimento ao corpo humano de Cristo e à Igreja que dá nascimento aos batizados que formam o Corpo Místico de Jesus. Como as 12 estrelas lembram também as 12 tribos de Israel e os doze apóstolos, a Medalha Milagrosa tem um aspecto também profundamente missionário. Adite-se que no século XIX imperava por toda parte a negação de Deus  com o endeusamento da Ciência, que pretendia responder a todas as questões religiosas e filosóficas. A literatura da época estava impregnada de ateísmo, levando as mentes ao irracional e ao fantástico. Além disto, quando em 1830 ia se instalar um regime político anti-religioso, desenvolvendo uma forma de capitalismo liberal particularmente materialista, a Virgem então propõe não um objeto científico, mas um objeto simples, uma medalha a falar das realidades celestes. A difusão da Medalha se dá no momento também de uma renovação do catolicismo social com Frederico Ozanam e as Conferências de São Vicente de Paulo. Ocorria uma vitalidade da reflexão universitária e literária católica. Tudo isto era reforçada com a medalha mostrava por meio dela a intervenção de Deus na História não só da França, mas de todo o mundo. O Arcebispo de Paris a quem Catarina Labouré levou o pedido de Nossa Senhora para que se cunhassem as Medalhas percebeu a riqueza doutrinária que ela continha. Em 1832 houve a primeira distribuição das mesmas por ocasião da epidemia da cólera que dizimava Paris. As primeiras 20.000 medalhas foram confeccionadas em 1830, ano em que esta epidemia, vinda da Rússia através da Polônia, irrompeu em Paris a 26 de março, ceifando vidas, num imenso cântico fúnebre. Num só dia houve 861 vítimas fatais. No total foram registradas oficialmente 18.400 mortes, porém, na realidade, houve mais de 20.000. As descrições da época são aterradoras: em quatro ou cinco horas, o corpo de um homem em perfeita saúde reduzia-se ao estado de um esqueleto. Como se fora num abrir e fechar de olhos, jovens cheios de vida tomavam o aspecto de velhos carcomidos, e logo depois não eram senão cadáveres. Nos derradeiros dias de maio, a epidemia parecia recuar. Na segunda quinzena de junho, porém, um novo surto da doença redobra o pânico do povo. Mas, finalmente, no dia 30 de junho, a Casa Vachette entrega as primeiras 1500 medalhas, que são distribuídas pelas Filhas da Caridade e abrem o cortejo sem fim das graças e dos milagres: Curas maravilhosas se deram e a epidemia foi debelada. Houve depois a conversão de Alfonso Ratisbona do judaísmo para o cristianismo  e ele se pôs a trabalhar para a aproximação dos judeu-cristãos. A Igreja falava na Santa Medalha, mas o povo logo a chamou de Medalha Milagrosa. Quando Santa Catarina Labouré faleceu dia 31 de dezembro de 1876 já um bilhão de medalhas tinham sido distribuídas. Cumpre se lembre sempre que a Santa Igreja chama de “sacramental” alguns objetos abençoados pelo sacerdote, tais como: as medalhas Milagrosa e de São Bento, o escapulário de Nossa Senhora do Carmo e o Terço. Não transmitem por si mesmos a graça como os Sacramentos, mas penhoram as bênçãos divinas e ajudam os cristãos a progredir na fé, na esperança, na prática das outras  virtudes e na vida de oração. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-702099486001775122?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/702099486001775122/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/teologia-da-medalha-milagrosa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/702099486001775122'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/702099486001775122'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/teologia-da-medalha-milagrosa.html' title='A TEOLOGIA DA MEDALHA MILAGROSA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-91536866612916685</id><published>2010-11-24T04:47:00.001-08:00</published><updated>2010-11-24T04:47:57.798-08:00</updated><title type='text'>FRUTOS BONS</title><content type='html'>FRUTOS BONS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Mestre da comunicação, Jesus, o pregador por excelência, firmou princípios extraordinários com sentenças que levam a profundas reflexões. Assim é que ele lembrou: “Toda árvore boa produz frutos bons” (Mt 7,17). Como bom pedagogo Ele ensinou como o seu discípulo poderia dar bons frutos: “Ficai em mim e eu em vós ficarei. Quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 4s). São Paulo decodificou magnificamente esta ordem de Jesus e  aconselhou aos Colossenses: “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3,17). Portanto, somente uma boa ação feita em união com Jesus é que redunda em boas obras. Em suas cartas o Apóstolo usa esta expressão “em nome de Jesus” dez vezes e isto porque, dizia ele aos Filipenses:“Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes” (Fl 2,9). Tudo que não é feito através deste nome não resulta em algo proveitoso. Foi, por isto que, Cristo acrescentou: “Aquele que não recolhe comigo dispersa (Lc 11,23). Para que se possa, porém, estar em comunhão com o Filho de Deus é preciso acolher o Espírito Santo que transforma as ações virtuosas feitas em nome de Cristo em frutos opimos. Assim como os que só pensam em bens materiais os procuram adquirir, o mesmo deve acontecer no que tange o Espírito Santo. Muitos só pensam em obter honras, marcas de distinção e outras recompensas humanas; A obtenção do Espírito Santo, que Jesus enviou do Pai, oferece outro tipo de ganhos muito acima das vantagens terrenas, porque Ele faz frutificar para a vida eterna. Foi por isto que São Paulo aconselhou: “Cuida, pois, diligentemente, como deveis proceder; não  como insensatos, mas como pessoas sábias (Ef. 5,15). Comportar-se como ajuizados é praticar ações virtuosas unidos a Cristo com a graça do Espírito Santo. O que tantas vezes se esquece é que existe, segundo Santo Antão na sua famosa Carta aos monges,   uma diferença entre as três vontades que agem no interior de cada um. A primeira é a vontade de Deus, perfeita e salvadora; a segunda é a vontade própria, humana, que em si, não é nem nefasta nem salvadora e a terceira seria a do Maligno que é inteiramente nefasta. É esta terceira vontade que impede que se dêem frutos  bons para a vida eterna, praticando as ações  por vaidade ou outro motivo humano e não em nome de Cristo. A  vontade própria ignora a graça divina e leva o cristão à nefasta auto-suficiência. Somente a vontade divina é salvadora e faz com que se produzam frutos cento por um, pois induz cada um a fazer o bem unicamente unido a Cristo sob a luz do Espírito Santo. Deste modo as atividades humanas ficam sobrenaturalizadas, as trevas se transformam em luz, o ser racional se torna o templo luminoso de Deus e o coração a habitação onde se encontra o divino Salvador, o esposo das almas. Tudo isto se torna possível exatamente através da oração, a qual possibilita ao rico e ao pobre, ao sábio, ao ignorante e ao forte, ao fraco, ao virtuoso e ao pecador se disporem a uma existência sempre mais correta nas sendas traçadas por Cristo, procurando a própria santificação. Estas veredas propiciam que se colham os doze frutos do Espírito Santos, os quais, segundo a Vulgata, são a paz, a alegria, a longanimidade, a bondade, a benignidade, a paciência, a mansidão, a modéstia, a castidade, a continência, a fidelidade e o  amor a Deus e ao próximo, conforme São Paulo explicou aos Gálatas (Gl 5,22-23). É que o espírito de Jesus toma conta dos corações sinceros, impede a instigação do Maligno e faz com que se cultivem e se colham estes frutos maravilhosos. Deste modo a prioridade de Deus consiste em produzir em cada um estes admiráveis resultados em tudo que o cristão faz, mesmo nas mais pequeninas ações. O que importa diante de Deus é a atitude do coração no qual seu Espírito  planta uma árvore frondosa que dará os frutos naqueles que refletem Jesus na sua existência. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-91536866612916685?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/91536866612916685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/frutos-bons.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/91536866612916685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/91536866612916685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/frutos-bons.html' title='FRUTOS BONS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8319487455399390708</id><published>2010-11-23T09:08:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T09:09:12.562-08:00</updated><title type='text'>LITERATURA E HISTÓRIA</title><content type='html'>LITERATURA E HISTÓRIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho, da Academia Mineira de Letras – Cadeira 12&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto fundamental no que tange o texto literário é a relação que há entre o escritor e o leitor.  Este deseja sempre penetrar o pensamento do autor. Sem leis estritas no que tange à crítica histórica o romance permite ao escritor escolher, ordenar e se expressar com certa independência. Isto é tolerável no que diz respeito à ficção.&lt;br /&gt;Quando se trata de um texto histórico as normas rígidas da análise interna e externa dos documentos e a realidade dos fatos necessitam ser respeitadas. Entra em jogo a literatura para oferecer ao historiador todos os recursos atinentes à comunicação objetiva e à beleza de uma redação escorreita. Aí se une o útil das lições dos atos humanos do passado e o prazer da leitura referta de dons estéticos. É preciso, de fato,  guardar sempre o culto pela forma com que se escreve, mas sem jamais obliterar a importância fundamental do conteúdo e seu significado. &lt;br /&gt;Com efeito, além de acontecimentos marcantes e feitos expressivos de célebres personagens cumpre se apresente alguma reflexão sobre o sentido de tudo que é exposto num bom vernáculo.&lt;br /&gt;Saber é conhecer as coisas pelas suas causas. É preciso apreciar as ações humanas e captar o que moveu uma atividade para o bem ou para o mal, segundo critérios de juízo bem fundamentados. É preciso refletir para bem escrever.&lt;br /&gt;Navegar por entre os motivos, as opiniões e as paixões humanas supõem acurado tino. Apresentar tudo isto numa linguagem nobre que honre a língua pátria é possuir talento literário apurado e um civismo acendrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ir à essência das coisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gustavo Flaubert que marcou a literatura francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, seu senso de realidade, sua lucidez sobre o comportamento social, e pela força de seu estilo, assim se expressou: «Je me suis toujours efforcé d’aller dans l’âme des choses»1.&lt;br /&gt;O historiador  não fica bloqueado na região do imaginário, pois alicerçado nas evidências registradas nos documentos ou numa sólida tradição oral pode penetrar nas ilusões que se apossam dos espíritos e nas surpresas que jorram dos corações de seres racionais emotivos.&lt;br /&gt;Aí o campo é vastíssimo e o leque se abre quanto heroísmos admiráveis ou covardias abomináveis, não sendo menos fascinante o jogo político subjacente aos contextos históricos.&lt;br /&gt;Adite-se a argúcia do literato que leva o leitor amante da História a, por si mesmo, tirar conclusões a partir do que lhe é trazido à inteligência e à imaginação.&lt;br /&gt;É uma arte redigir um texto que leva à reflexão, mesmo porque qualquer redação não pode ser um ponto de chegada, mas, sim, de partida para outras elucubrações.&lt;br /&gt;Muito se queixa hoje em dia da pobreza de certos escritos vazios de pensamentos e de mensagens construtivas e enriquecedoras. São nuvens que não fazem jorrar a chuva benéfica da verdadeira cultura.&lt;br /&gt;Flaubert  com razão declarou: “Si le lecteur ne tire pas d'un livre la moralité qui doit s'y trouver, c'est que le lecteur est un imbécile, ou que le livre est faux au point de vue de l'exactitude”2.&lt;br /&gt;Sócrates falou da parturição das idéias e o bom escritor deve ser um obstetra do espírito, dando à luz um novo modo de pensar e de agir. Saint-Real recriminou os que não levam a raciocinar, “dado que a reflexão não enriquece tanto a memória, mas sim a forma do julgamento”. 3&lt;br /&gt;É preciso, de fato, a quem se vale da literatura fazer jorrar raios de luz sobre o leitor, enriquecendo-o com o pábulo de um saber iluminador.&lt;br /&gt;Não se pode viver de quimeras. A admiração excitada visa oferecer algo mais a quem se entregou a determinada leitura. Ao novo conhecimento se alia a influência no modo de ser do leitor através da imitação das boas ações ou pela revisão pessoal de vida ante as conseqüências funestas do erro.&lt;br /&gt;Não se trata de manipular os fatos numa atitude ideológica, numa visão meramente utilitarista, mas fazer da história um referencial cultural de alto valor intelectual e vivencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interesse pelo romance histórico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do romance histórico, gênero dos livros mais vendidos, se pode explicar este fenômeno comercial junto sobretudo do público jovem pela vocação intimista e racional da juventude. Isto atesta um enorme interesse e necessidade de saber por parte de uma mocidade sequiosa de instrução.&lt;br /&gt;Os grandes acontecimentos históricos do século passado, por exemplo,  os quais restam na sua maior parte ainda um enigma, revivem sob a pena de escritores criteriosos contribuindo para lançar sobre esta época um olhar mais penetrante e inteligente.&lt;br /&gt;São obras que pretendem reescrever o passado longe de todas as formas de propaganda ou na exaltação de certas figuras que, no seu tempo, foram apresentados como semi-deuses.&lt;br /&gt;É lógico que este tipo de literatura se situa entre o limiar da ficção e da realidade.&lt;br /&gt;Cumpre então que se conscientize ser tal romancista não um copista ou estenografo escrupuloso da realidade, nem um expert da ciência histórica que quer reabrir uma questão ou reconstruir, mais ou menos fielmente, um determinado fato ou retratar com exatidão certo personagem.&lt;br /&gt;De plano se diga que tal gênero literário oferece pistas e suscita interesse para ulteriores pesquisas da parte dos leitores.&lt;br /&gt;O romancista não é senão um sonhador que se cola à realidade, a qual está presa a pequenos e grandes dramas, visando fazer uma ponderação por vezes epidérmica sobre a sociedade e as paixões que se desenvolvem no seu seio.&lt;br /&gt;É que as crises pessoais intensas que ajudam a interpretar o sentido das tragédias coletivas se sobrepõem a uma postura histórica dentro dos moldes científicos desta ciência. Isto, porém, não quer dizer que a união da ficção com a história obsta que se levantem questões importantes às quais, posteriormente, podem ser exploradas pelo historiador. Aliás, o modo como o romancista trata eventos e pessoas já oferece um indício a ser avaliado e que demonstra o estado de espírito de sua época.&lt;br /&gt;Trata-se de uma obra com duas chaves de leitura: de um lado o aspecto simbólico do conto e de outro a redescrição de uma realidade histórica.&lt;br /&gt;Daí o mérito de notáveis romancistas.&lt;br /&gt;Não é simples fazer corresponder ao mesmo tempo a exigência de transmitir o que se deu e apresentar os fatos recontados em dimensões simbólicas e transcendentes.&lt;br /&gt;O risco seria dar lugar uma ênfase exagerada, incontrolável e perversa ou ao histórico ou ao criativo.&lt;br /&gt;Por outro lado se deve levar em conta também a problemática do leitor que precisa se esforçar para controlar as emoções diante da racionalidade.&lt;br /&gt;Eis porque face à realidade contemporânea, o literato deve sempre se colocar empaticamente no lugar de quem vai ler para tentar evitar o possível desvio de interpretação. Tarefa árdua, mas louvável.&lt;br /&gt;É preciso permitir ao leitor que se lhe venham à mente idéias não deturpadas, mas serenas e progressivas para ampliar seu conhecimento.&lt;br /&gt;O que se pede do romancista não é neutralidade, mas prudência para que se evitem falsidades condenáveis.&lt;br /&gt;O ideal é um romance objetivo no qual a verdade e o testemunho dinâmico reatulizem as experiências em função de um projeto cultural inovador e não iconoclasta, ou seja, que demonstre desrespeito pelas tradições, ou, então, deturpador dos fatos.&lt;br /&gt;O  ideal é um  literato sensível à cultura e ao real papel desempenhado por aqueles que entraram na história. Isto significa entender a literatura no sentido mais amplo. Não como um fim em si mesmo, mas como meio para entrar em relação com a realidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Conclusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, a literatura, que entra  tantas vezes em contacto com o que há de negativo, de trágico nas grandes experiências históricas, não somente pode pinçar informações sobre a sociedade, mas, sobretudo é capaz de compreender o ser humano.&lt;br /&gt;É lógico que a literatura não tem, evidentemente, o direito nem a competência de recriar acontecimentos. Colocando-se, porém, na posição do leitor ela o ajuda pelo viés da palavra, do raciocínio e da sugestão, a encontrar explicações possíveis, favorecendo assim a interação entre a dimensão individual e a pesquisa histórica.&lt;br /&gt;Nesta perspectiva, o romancista oferece informações e sensibiliza para grandes valores da humanidade, transmitindo em termos concretos, pessoais e únicos, as inquietações e as contradições de uma época. Pode ir até além do que falam os livros de história escritos na ótica dos dominadores, dando voz aos que foram obrigados a um silêncio imposto pelos donos do poder.&lt;br /&gt;Esta é uma missão da literatura apresentar o mundo na sua totalidade, independentemente de uma manipulação espúria dos que se julgam proprietários da verdade.&lt;br /&gt;Deste modo a literatura impede que certos temas rolem definitivamente para as praias do esquecimento.&lt;br /&gt;É sempre bom recuperar o sentido de um passado que influencia o presente. Isto faz entrar em contacto com as motivações que determinaram projetos, alguns até criminosos e brutais e que se apresentaram como solução num determinado momento. Isto não para suscitar indignação ou para pedir indulgência, mas para desanuviar uma memória histórica contaminada pelas injunções temporais.&lt;br /&gt;Sob este aspecto o romancista suscita debates proveitosos entre historiadores e intelectuais em geral.&lt;br /&gt;Cumpre se tenha sempre em mente que a liberdade de expressão é um direito e a procura da verdade um dever e a isto a literatura não pode nem deve escapar para não manchar sua sublimidade.&lt;br /&gt;¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬&lt;br /&gt;____________________&lt;br /&gt;1 – CORRESPONDENCE DE FLAUBERT A SAND -  Paris, vers le 31 décembre &lt;br /&gt;1875.&lt;br /&gt;2 – Idem, ibidem - Paris, 6 février 1876.&lt;br /&gt;3 – Saint – Real, De L`Usage de l `Histoire, 1671, Presses de LÙniversi´te de Lille III, 1980, p.6&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8319487455399390708?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8319487455399390708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/literatura-e-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8319487455399390708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8319487455399390708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/literatura-e-historia.html' title='LITERATURA E HISTÓRIA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2611071084550816100</id><published>2010-11-23T09:05:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T09:05:38.023-08:00</updated><title type='text'>PERMANENTE JÚBILO DO NATAL</title><content type='html'>PERMANENTE JÚBILO DO NATAL&lt;br /&gt;O gáudio é a característica marcante do Natal. O anjo disse aos pstores:”Eu vos anuncio uma grande alegria que o será para todo o povo:”hoje na cidade de Davi, nasceu para vós um salvador, que é o Cristo Senhor”(LÇc 2.10-11). O Redentor repete a cada um o que foi dito através do profeta Isaías: “Aqueles que esperam em mim não serão jamais confundidos” (Is 49, 23). Trata-se do afastamento de toda e qualquer perturbação exterior e o reinado da tranqüilidade no íntimo de cada um. Diante do presépio anjos cantavam. Francisco de Assis prorrompia em gestos de um delírio celestial. Teresa de Ávila  ao recordar o prodígio do nascimento de um Deus entre os homens atava as castanholas em suas mãos, cantava, bailava jubilosamente  e convidada a bailar a suas monjas, todas tomadas de uma satisfação incomensurável. Jesus é a salvação a irradiar paz, felicidade, eutimia! O regozijo que marca o Natal, anunciado pelos profetas, ilumina todas as almas crentes, atravessa os séculos e se derrama mundo todo. Os insensatos, através dos tempos, quiseram apagar a “Luz do Mundo” que um dia brilhou em Belém, mas nunca conseguiram, nem jamais conseguirão,  sufocar a ledice que se apossa dos que amam Jesus. Não se trata de uma alacridade superficial, infantil, fisiológica e inconsciente. É o fruto opimo de uma reflexão profunda, de uma fé arraigada, de uma esperança luminosa e de uma mútua dileção que prende o Criador e a Criatura, Deus e o Homem, o Céu e a Terra. Coros angélicos, algazarra dos pastores, cânticos de José e de Maria atravessam os séculos e têm o ritmo de uma égloga, a gravidade épica de um nascimento o mais  sublime registrado na História, o idílio de um outro nascimento, qual seja aquele silencioso e místico de Cristo em cada coração que amorosamente o recebe nesta quadra do ano. O clima é de deleite e permite a alma voar através dos pensamentos mais pulcros e cheios de enlevos além mundo. É que o sentido teológico, histórico e místico do período natalino imerge o cristão em realidades consoladoras capazes de liquidar qualquer depressão, tristeza ou temor. Um Menino-Deus nascendo numa pobreza total indica claramente que não são os bens terrenos a fonte da ventura e leva ao êxtase da contemplação do Verbo Eterno de Deus a convidar para a conquista de um reino de perene fortuna, selando a grandeza de quem foi criado à imagem e semelhança do Ser Supremo. Aquele que nasceu na terra é o mesmo  que foi gerado desde toda a eternidade, consubstancial ao Pai e ao Espírito Santo, “Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro”! Na criancinha que jaz num estábulo a crença nos leva a adorar os esplendores magníficos da divindade e nossa inteligência se afunda incansavelmente nas alegrias infinitas, nas inefáveis complacências da glória essencial do Pai que está no Filho e do Filho que está no Pai e que foi concebido no seio da Virgem Maria pelo poder do Divino Espírito Santo. Através da Liturgia o Dogma se torna vida, levando cada um aos abismos da eternidade. Estas realidades se tornam ainda mais vivas quando se percebe que elas fluem do silêncio da gruta sagrada, chamando à adoração e à meditação bem longe do bulício com que uma civilização hedonista e materialista quer envolver mistério tão belo e santificador. Há sim um comércio, não porém o suscitado pela ganância econômica que move a sociedade de consumo, mas o comércio admirável pelo qual o Pastor da humana linhagem, tomando um corpo animado, se dignou nascer entre nós para nos comprar para seu Império de amor. Segundo um notável poeta, eis o que Deus nos diz então: “Eu quero penetrar lá no íntimo de cada coração para enchê-lo  de  bem-aventuranças sem fim;  quero que as alegrias natalinas estejam com todos em todos os momentos”! Entretanto, só os que têm uma consciência pura percebem a beleza de tal mensagem e usufruem de tanta abundância de graças divinas! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2611071084550816100?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2611071084550816100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/permanente-jubilo-do-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2611071084550816100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2611071084550816100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/permanente-jubilo-do-natal.html' title='PERMANENTE JÚBILO DO NATAL'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6175876436698776447</id><published>2010-11-23T07:56:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T07:56:43.863-08:00</updated><title type='text'>O BRASIL NO COMANDO DE UMA PRESIDENTE</title><content type='html'>O Brasil no comando de uma presidente &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;No instante histórico em que uma mulher foi eleita Presidente do Brasil, não se pode esquecer também que nossa pátria já foi governada por três anos e meio por uma mulher, a Princesa Isabel Cristina de Bragança em ausências de seu pai. Aliás, ela era a herdeira do Trono Brasileiro. Desempenhando  importante papel na alta magistratura imperial, ela se distinguiu na libertação dos escravos. Hoje Dilma Rousseff, nas suas declarações durante a campanha eleitoral e nos seus primeiros pronunciamentos à nação, asseverou que vai batalhar, ainda mais, pela libertação dos que vivem nas camadas mais pobres da sociedade. Isabel Cristina angariou fundos destinados à abolição da escravatura e, numa quermesse, chegou a vender flores colidas no quilombo do Leblon no Rio de Janeiro em benefício da nobre causa. Dilma Rousseff, a “Mãe do PAC” já tem toda uma estrutura para diminuir sempre o número  dos escravos da miséria. Isabel assinou, no seu primeiro período regencial, a Lei do Ventre Livre em 1871, Dilma Rousseff afirmou que não assinará lei alguma que favoreça o aborto, o qual, realmente, é um crime nefando. A glória máxima de Isabel Cristina foi, de fato, assinar  a Lei Áurea em 1888, extinguindo a escravidão no território nacional. A auréola maior de Dilma Rousseff há de ser, após um brilhante governo, fazer desaparecer a escravidão que, infelizmente,  ainda existe em várias partes do Brasil. Deste modo ela como Isabel Cristina há de merecer o título de Redentora. Isabel Cristina assinou o decreto de naturalização do estrangeiro no país, Dilma Rousseff, que tem suas raízes na Bulgária, e é uma democrata convicta não permitirá nenhuma discriminação aos que desejarem se estabelecer legalmente no Brasil.  Isabel Cristina se empenhou  no estabelecimento  das relações comerciais com os governos vizinhos. Dilma Rousseff já declarou que estará atenta às questões econômicas internacionais, tanto mais que é formada em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A  Isabel Cristina se deveu a ampla anistia aos bispos de Olinda e Pará, D. Vital e D. Macedo Costa por ocasião da Questão Religiosa. Dilma Rousseff afiançou o respeito à liberdade religiosa neste país. Brilhante o governo quer de Isabel Cristina, quer de Dilma Rousseff  nos cargos públicos que ocupou demonstrando ambas rara sabedoria e eficiência. Muitas mulheres têm ocupado com êxito o governo de vários Estados brasileiros e honrado a Câmara Federal, o Senado da República, as Assembléias Estaduais, as Prefeituras, as Câmaras Municipais. Estava mesmo na hora da Presidência da República ser entregue a uma dama. Em todo o mundo,  apenas dez mulheres, antes de Dilma Rouseff, foram eleitas pelo voto direto para a Presidência da República, tornando-se a terceira na América do Sul.  Em 2006, o Chile elegeu Michelle Bachelet e, em 2007, a Argentina elegeu a atual presidente, Cristina Kirchner. Houve outra presidente na América do Sul, Isabelita Perón, contudo esta chegou ao cargo substituindo o marido falecido, Juan Domingo Perón, de quem era vice. Na Bíblia vemos que o Espírito de Deus desce sobre certas mulheres, transformando-as tal como aos homens em profetizas, mostrando que seu sexo não é um obstáculo à irrupção da iluminação divina. Foi o que aconteceu, por exemplo,  a Miriam (Ex 15,20 ss), a Débora, a Jael (Jz 4,4; 5,31) a  Holda (2 R 22,14-20). A figura de Judite é notável no Antigo Testamento. As mulheres muito contribuíram para a vida pública de Israel.  No Novo Testamento se fizeram presentes em episódios marcantes da vida de Jesus e nas tarefas das primeiras comunidades. Aliás, uma mulher, Maria,   foi a escolhida  de maneira especial para ser a Mãe de Deus, a Mãe do Messias, recebendo o embaixador do Ser Supremo, o Anjo Gabriel. (Lc 1,26 ss). O Apocalipse engrandece a mulher  coroada de estrelas. Essa mulher é, em primeiro lugar, a Igreja, nova Eva, que dá nascimento ao Corpo de Cristo. É em seguida, de acordo com a interpretação tradicional, a própria Maria. Pode-se ver nela também o protótipo daquela que em seu coração, na sua coragem,  cada mulher deseja tornar-se. O Papa João Paulo II escreveu uma Carta Apostólica, Mulieris dignitatem, sobre a dignidade da mulher, publicada em 1988. O Papa fez uma reflexão antropológica e teológica sobre o ser mulher. Lembra este Pontífice  que Cristo foi o verdadeiro promotor da grandeza feminina pela sua palavra e vida não discriminando a mulher como muitos de seus contemporâneos. Segundo este documento papal foi após Jesus, que o “feminino” se tornou  o símbolo do “humano”. Rejubile-se o Brasil, porque vai ser governado por uma mulher talentosa que muito engrandecerá a pátria e entrará gloriosamente na nossa História. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Última Alteração:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6175876436698776447?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6175876436698776447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-brasil-no-comando-de-uma-presidente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6175876436698776447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6175876436698776447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-brasil-no-comando-de-uma-presidente.html' title='O BRASIL NO COMANDO DE UMA PRESIDENTE'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-5576081096354140768</id><published>2010-11-23T07:47:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T07:47:40.701-08:00</updated><title type='text'>A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO</title><content type='html'>A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;1. Nem sempre se reflete bastante sobre a advertência de Jesus: “A quem muito foi dado, muito será pedido” (Lc 12,48). O ser humano vive inundado nos dons divinos: a existência, a família, os amigos, as qualidades físicas, intelectuais e morais, os bens materiais, a conservação da vida, as numerosíssimas graças espirituais, o perdão diuturno, enfim um oceano de dádivas. Não se pode malbaratar impunemente o que se recebe do Criador. O notável psicólogo francês René Le Senne, com muita razão afirmou que todos possuem qualidades inestimáveis. A má administração destas qualidades é que geram os defeitos por não se procurar o equilíbrio psicossomático. Célebre o dito de Sócrates, filósofo grego: “Conhece-te a ti mesmo”. Cada um tem um perfil caracterológico bem determinado e precisa colocar seus dotes a serviço próprio e dos outros. Um dos mais lamentáveis erros hodiernos é o da baixa estima, fruto da depreciação das próprias habilidades o que partureja a inveja. Disto resulta, outrossim, a ingratidão para com Deus não lhe agradecendo os bens recebidos. Lembra São Tiago: “Toda dádiva  perfeita vem do alto, descendo do Pai das luzes” (Tg 1,16). Eis por que diz o Livro do Eclesiastes: “Que alguém coma e beba e goze do seu trabalho é dom de Deus” [...] E quem recebeu de Deus riquezas e bens e a possibilidade de gozar deles, desfrutar-lhes a sua parte e alegrar-se entre os seus cuidados, também isso é dom de Deus! (Ec 3,13. 5,18). O Espírito Santo comunica carismas especiais aos seguidores de Cristo como São Paulo enumera em suas várias cartas. O dom da profecia que é a capacidade peculiar de denunciar os erros, o dom do serviço, do ensinamento, da coragem, da generosidade, da misericórdia, do discernimento dos espíritos. As diversas pastorais oferecem oportunidade para o exercício e desenvolvimento destas capacidades colocadas a bem do próximo. Cada um, além disto, tem uma vocação específica e nas diversas profissões pode e deve trabalhar para si e para os outros. Como diz o ditado, é preciso sempre “o homem certo no lugar certo”. As capacidades humanas, porém, se desenvolvem, como Deus previu para cada um, quando se confia inteiramente nele, pedindo-Lhe força para bem executar as tarefas cotidianas. Cumpre fazer bem, com todo empenho, a ocupação de cada instante  e, aliás, sábia a diretriz  “Age quod agis”,  do poeta grego, Xenofanes. Não se mede nem se avalia uma existência pelo número de anos, nem pelo período histórico, mas, sim, pela vivência plena e intensa, repleta de ações que perenemente repercutirão. Bem afirmou  Vieira: "Nem todos os anos que passam se vivem: uma coisa é contar os anos, outra é vivê-los". As ações são, em verdade, os dias e é por elas que têm valor os anos, sempre cada um se lembrando de que “a quem muito foi dado, muito será pedido”. O viver em plenitude cada instante é o segredo da verdadeira vida. O importante é viver bem, cultivando os dons recebidos de Deus.  Eis porque Horácio, poeta latino,  lançou esta sentença: "carpe diem, quam minimum credula postero" - aproveita o dia presente e não queiras confiar no de amanhã. Escrivá dá este  conselho: "Que a tua vida não seja estéril. Sê útil. Deixa rasto". Goethe dá o motivo: "Cada momento, cada segundo é de um valor infinito, pois ele é o representante de uma eternidade inteira". Idéia já expressa por Apuleio: "tempus aevi imaginem" - o tempo é a imagem da eternidade. Virgílio advertiu que não se pode dissipar o tempo: "Fugit irreparabile tempus" - foge o irreparável  tempo. Razão teve Riminaldo ao escrever: "Há quatro coisas que não voltam atrás: a pedra, depois de solta da mão; a palavra, depois de proferida; a ocasião, depois de perdida; e o tempo, depois de passado". Tudo isso merece uma reflexão profunda, pois cada um de nós dará um dia contas a Deus do tempo e das dádivas dele recebidos e Jesus alertou “a quem muito foi dado, muito será pedido”. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-5576081096354140768?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/5576081096354140768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/quem-muito-foi-dado-muito-sera-pedido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5576081096354140768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/5576081096354140768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/quem-muito-foi-dado-muito-sera-pedido.html' title='A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ PEDIDO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2847241291398957704</id><published>2010-11-23T07:26:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T07:44:27.046-08:00</updated><title type='text'>JESUS, O EMANUEL</title><content type='html'>JESUS, O EMANUEL&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O anjo, enviado por Deus,  explicou a São José  que Maria concebeu pela ação do Espírito Santo e lhe deu esta ordem: “Tu lhe darás o nome de Jesus, pois ele vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,21). São Mateus decodificou esta mensagem, mostrando o que dissera o Profeta Isaías: “Ele será chamado de Emanuel, que significa: Deus conosco” (Is 7,14). Há, deste modo, uma união profunda entre o mistério da salvação operada pelo Salvador e a aproximação de Deus ao homem através dele. Lemos no Livro do Gênesis: “O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente” (Gên 2,7). Cristo toma o barro da pobreza e do pecado humanos para remodelar um homem novo, com Espírito novo. Eis a chave do mistério soteriológico. Trata-se do admirável intercâmbio  pelo qual Deus comunica ao ser humano, gratuitamente, o que é seu e assume sobre si o que é humano para metamorfoseá-lo. Eis porque Jesus é  o Emanuel, o Deus conosco. Nesta  intercomunhão reside o início do processo salvífico: “O Verbo de Deus de fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14). Jesus entra na história do mal da humanidade para carregá-la e sofrer na própria carne, assumindo toda a desgraça causada pelo pecado no Paraíso Terrestre. Ele é a “imagem de Deus invisível” e “primogênito dos redivivos” (Col 1, 15. 18). Explica São Paulo que aprouve a Deus “por seu intermédio, reconciliar consigo todas as coisas, quer na terra, quer no céu, estabelecendo a paz pelo sangue de sua cruz” (Col 1,20). Cabe ao  ser racional abrir-se inteiramente ao mistério de Jesus e se inserir na presença deste Deus que quis entrar na história e estar junto dos redimidos pelo seu Filho. É um processo existencial que precisa abarcar toda a pessoa  e repercutir em todos os âmbitos da vida de quem busca e acata o Redentor e todos os frutos de sua permanência entre os homens. Donde uma profunda comunhão com Ele, uma intimidade com o Deus conosco. Isto compromete o verdadeiro cristão que deve viver com aquele a quem confessa, participando nesta realidade gloriosa que foi a encarnação da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Daí a participação em seus sofrimentos, configurando-se cada um com sua morte a fim de alcançar a ressurreição e glória eterna. A vivência cristã  é, exatamente, vincular-se com aquilo que Jesus manifesta e ao que ele mesmo se vincula. Por isso o Natal deve levar, em primeiro lugar, à união com Deus e, simultaneamente, ao comprometimento total às promessas batismais. Apenas assim, O Emanuel será para cada um aquele que disse: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos”, alguém vivo, que quer dar a vida de Deus a todo aquele que O aceita. Este encontro se dá na fé, pois somente por ela Jesus se faz contemporâneo daquele que crê, o Emanuel. Então todos os anseios, todas as expectativas, todos os problemas do ser humano são satisfeitos. A resposta e os dons de Deus são o sinal palpável desta presença admirável do Redentor. Eis por que os episódios da vida de Jesus, como o Natal,  trazem as graças específicas dos acontecimentos recordados, mas devem, outrossim, lembrar também esta permanência constante do Redentor junto daquele que O acata, como aconteceu com Maria.  Esta auto-doação de Deus pela resposta de fé da parte daquele que acredita tem poder transformador de resultados formidáveis para a espiritualização de cada um. Dá-se um autêntico intercâmbio de amor com o Emanuel que conduz ao Pai e inebria nos dons, carismas e frutos do Espírito Santo. Não se trata, desta maneira, de se  contemplar em Jesus apenas  o mero sentido de exemplaridade proveniente de sua figura do passado que nos impressiona tanto, mas ainda senti-lo como hoje num contato  vivo sacramental com Ele. A certeza de que Jesus é o Emanuel não pode consistir apenas na impressão exterior produzida por um mestre que com sua palavra ou com seu exemplo nos interpela e nos comove, mas por uma pessoa que chama, invade o seu seguidor e o incorpora a Ele. É o estar em Cristo, ou seja,  Ele no cristão e o cristão nele. Realiza-se o tripé maravilhoso: viver, morrer um dia com Ele e com Ele ressuscitar para uma eternidade venturosa. Este contato com Cristo  no Espírito Santo, no seio da Igreja, é a plenitude da vivência do fato dele ser o Deus conosco. Desta forma, todo batizado se depara com Cristo vivo e verdadeiro, não com a projeção imaginária de seus próprios desejos e ilusões, mas na firmeza de uma certeza inabalável de uma transfiguração nele e por ele. A dinâmica  natalina assim vivida, isenta de qualquer tentação de subjetividade e  favorece a identificação progressiva com o Senhor, que é o Deus conosco. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2847241291398957704?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2847241291398957704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-o-emanuel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2847241291398957704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2847241291398957704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-o-emanuel.html' title='JESUS, O EMANUEL'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-1641480663359199863</id><published>2010-11-23T07:18:00.002-08:00</published><updated>2010-11-23T07:20:51.314-08:00</updated><title type='text'>HOMOSSEXUALISMO E HOMOFOBIA</title><content type='html'>HOMOSSEXUALISMO E HOMOFOBIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;  Está na Bíblia que não se pode usar o sexo fora do casamento.&lt;br /&gt;  Esquece-se que os Mandamentos dados pelo próprio Deus a Moisés são  a vereda da libertação. Entre eles estão o Sexto e o Nono Mandamentos: “Não pecar contra a castidade” e “Não desejar a mulher do próximo” (cf. Ex 20, 2-17; Dt 5,6-21). Jesus em várias passagens de sua pregação urgiu o cumprimento destes preceitos. É só ler com atenção o Evangelho.  &lt;br /&gt;  Isto foi muito bem entendido, tanto que  diz São Paulo: “Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança  o Reino de Deus ( l Cor 6, 9; Rom 1l, 24-27). &lt;br /&gt;  Condena o Apóstolo a prostituição (1 Cor 6,13 ss, 10,8; 2 Cor  12,21); Col 3,5). É preciso, de fato, sempre evitar os desvarios da carne.&lt;br /&gt;  O corpo do cristão, criado pelo Ser Supremo e informado por uma alma espiritual,  é santificado, consagrado ao Senhor pelos sacramentos, sobretudo, pelo Batismo, Confirmação e Sagrada Comunhão. Cumpre então ao discípulo de Jesus  conservar o seu corpo em pureza e santidade. &lt;br /&gt;  O corpo humano é, realmente, uma das obras mais extraordinárias de Deus.   Nele tudo é bom e valioso. Nele não existe nada que seja desprezível ou pecaminoso. Além de todas as maravilhas que encantam os cientistas este corpo é, de fato,  o Templo do Espírito Santo (1 Cor 3,16 s;2 Cor 6,16).&lt;br /&gt;   Cristo foi claro: “Se alguém me ama, meu Pai o amará. Viremos a ele e faremos nele nossa morada” (Jo 14,23). Ora,  guardar castidade significa fazer um reto uso das faculdades sexuais que Deus colocou no corpo que é a morada viva da Santíssima Trindade.&lt;br /&gt;  A castidade é uma atitude correta diante do sexo, ou seja, conservar e usar as forças do sexo dentro do plano de Deus.&lt;br /&gt;   Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo  e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que o homem deixaria o pai e a mãe e se uniria a sua mulher, formando uma só carne (Gên. 2,24) &lt;br /&gt;  O sexo  foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32). &lt;br /&gt; Casamento é sempre entre um homem e uma mulher e falar em casamento entre pessoas do mesmo sexo é um absurdo. Casamento é um ato solene de união entre duas pessoas de sexos diferentes, capazes e habilitadas, com legitimação religiosa e/ou civil.&lt;br /&gt; As causas individuais da homossexualidade devem ser pesquisadas  pelos psicólogos e pelos médicos. &lt;br /&gt;  Não pode haver, nunca, discriminação social e qualquer tipo de homofobia é condenável. &lt;br /&gt;  A observância, porém, do sexto mandamento é para todo ser racional. &lt;br /&gt;  * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos&lt;br /&gt;HO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-1641480663359199863?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/1641480663359199863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/homossexualismo-e-homofobia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1641480663359199863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/1641480663359199863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/homossexualismo-e-homofobia.html' title='HOMOSSEXUALISMO E HOMOFOBIA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-7596746700128782772</id><published>2010-11-23T07:18:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T07:18:51.777-08:00</updated><title type='text'>PARA UM 2011 FELIZ</title><content type='html'>PARA UM 2011 FELIZ&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O raiar de um novo ano deve levar a uma reflexão profunda sobre o que significam de fato os votos, desejando felicidade nos trezentos e sessenta e cinco dias que principiam. Em primeiro lugar se supõe que tais augúrios estejam alicerçados com preces ao Ser Supremo, doador de todas as graças. Além disto, cumpre, para que o ano seja feliz, que cada um replete o próprio coração de muita esperança. O ser humano sem esperança é um navio sem lastro, com o qual as ondas jogam a seu talante. Um ano sem esperança é um campo imenso, mas deserto; uma árvore grande, mas que não dá frutos opimos; um dia longo de inverno sem sol. É preciso, porém,  mentalizar que a esperança é filha da virtude, companheira do otimista, mãe de toda a obra grande que se pretenda realizar no decorrer de 2011. A esperança é, de fato,  o sustentáculo da vida, é a amiga invisível dos nossos dias; parturejando, a cada hora, coragem, determinação, ânimo, entusiasmo. Ai de quem abandona este sustentáculo da vida. Desventurado quem desespera de ser ditoso. Que a esperança de cada um não conheça outros limites senão os da onipotência e da infinita bondade de Deus.  São Paulo afirmou “É por isso que trabalhamos e lutamos, porque temos posta a nossa confiança no Deus vivo, que é Salvador de todos os homens, sobretudo dos fiéis” (1 Tm 4,10). Então, sim, a paz reinará de primeiro de janeiro a trinta e um de dezembro. Paz consigo mesmo, com Deus e com o próximo. Deste modo, nunca se deixará de considerar sempre o lado bom dos acontecimentos, pois com harmonia interior tudo prospera, enquanto a agitação tudo arruína. É necessário, além disto, que todas as atividades sejam pautadas pela honestidade. O maior galardão de cada um é o aplauso da própria consciência. Honesto é aquele que mede o seu direito pelo dever cumprido com total eficiência. Toda boa ação é ouro que dura eternamente, além de repletar de beatitude quem sempre a pratica. Em tudo, porém,  deve prevalecer a sinceridade. Esta supõe  fidelidade a si mesmo, aos amigos, inspirando a todos a mais absoluta segurança no trato diário. É que a pessoa sincera fala sempre aquilo que pensa e inspira confiança sem limites, pois detesta a hipocrisia, a mentira, a falsidade. O artifício não dura mais do que um instante e gera a insegurança nos outros. Um coração sincero é aquele no qual reina um grande amor. Amor a Deus e ao próximo, eis o segredo de uma trajetória feliz através dos doze meses de 2011. Alguém afirmou com toda razão: "Nunca desvalorize ninguém. Guarde cada pessoa perto do seu coração, porque um dia você pode acordar e perceber que perdeu um diamante enquanto estava muito ocupado colecionando pedras", Por meio do prisma divinizante do amor tudo ganha sentido. É preciso, realmente, amar as maravilhas que o Arquiteto do universo espalhou por toda parte e ter olhos para ver a beleza das flores, das árvores, do firmamento à noite marchetado de estrelas, do luar encantador, da fonte cristalina. Este amor universal tudo abraça, tudo santifica e invade o ser humano de sensibilidade. Aquele que ama a natureza amará ainda mais o Criador de tudo e o seu semelhante. São João num instante de pulcra inspiração afirmou: “Deus é amor, e quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele (Jo 4,16). Acrescentou, porém, que “Se alguém disser: Amo a Deus, mas odeia seu irmão, é mentiroso. Porque aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê (1 Jo 4,20). Lembra  então o autor do livro “Imitação de Cristo”  que “o amor muitas vezes não sabe ter medida, mas vai além de todos os limites. Nada lhe pesa, nada lhe custa; empreende mais do que pode; não se desculpa com a impossibilidade, pois crê que tudo lhe é possível” [...] “Quem ama, corre, voa; vive alegre, é livre, e nada o embaraça”.  É que coração sem amor, é um campo árido, sempre cheio de espinhos e sem uma flor que nele se abra e se amenize. Entretanto, cumpre examinar as amizades, porque “amigos que são amigos trocam sentimentos;  amigos profissionais trocam cartões de visita; uma amizade dura para sempre;  uma amizade profissional dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro; amigos de verdade perguntam se podem ajudar;  amigos profissionais solicitam favores; amigos de verdade estão no coração;  amigos profissionais estão numa planilha”. Em síntese, preces, esperança, paz, honestidade, sinceridade, amor; amizades autênticas,  eis alguns ingredientes seguros para um Ano Novo feliz. * Professor no Seminário de Mariana durante  40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-7596746700128782772?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/7596746700128782772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/para-um-2011-feliz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7596746700128782772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/7596746700128782772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/para-um-2011-feliz.html' title='PARA UM 2011 FELIZ'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2820545351277523402</id><published>2010-11-23T07:15:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T07:17:04.082-08:00</updated><title type='text'>HONRA AOS MÉDICOS</title><content type='html'>HONRA AOS MÉDICOS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho, da Academia Mineira de Letras&lt;br /&gt;Profissão excelsa, carreira sublime a do médico a qual mereceu gloriosamente o consagrador elogio das Escrituras Sagradas com as famosas e encantadoras palavras do Eclesiástico. “Honra o médico porque dele necessitas; pois o Altíssimo é quem o fez para teu bem. Porque de Deus procede toda Medicina e ela será remunerada pelo rei. Ao médico elevará sua ciência e será celebrado perante os poderosos. O Altíssimo é quem criou da terra os medicamentos e o homem prudente não os desprezará”. Prossegue o formoso texto exaltando os medicamentos e aclamando o liame profundo, o laço íntimo, o vínculo estreito que une Deus e a Medicina. Isto torna o médico criatura privilegiada, detentor de maravilhosos poderes. Um vigário da divindade é ele entre os homens. Um ser singular que, possuidor de dotes celestes, é mimoseado pelo Onipotente com prerrogativas sublimes. Está nimbado de uma sabedoria celestial, opulentado com uma ciência peculiar, entrajado numa luz fulgentíssima de paradisíaca benemerência. Em sua chancelada fronte como que admiravelmente baixa uma centelha divina, fazendo-o partícipe da virtude criadora do Eterno, ministro sábio do Deus Poderoso a levar às trágicas misérias da humanidade sofredora conforto e bálsamo, alívio e paz. Opus divinum est, sedare dolorem - é obra divina mitigar a dor. Como nos mostra o imortal literato Vieira, nos planos do Criador, no Paraíso, foi entregue ao homem a árvore da vida. Árvore de tal virtude que, comido o fruto dela, era restituído o vigor e eram recuperadas as forças. A prevaricação edênica expulsou o homem do Paraíso Foi perdida a árvore da vida. Um querubim fulgurante, com terrível espada de fogo, na dramática descrição da Bíblia, a defender a entrada do Éden, tornou inacessível esta virtuosa árvore. Toda a “felicidade se converteu em miséria, e à vida que haveria de ser quase imortal sucedeu sentença de morte, ao vigor do corpo se seguiu a fraqueza, à saúde, a enfermidade e tudo sem remédio ou esperança dele ...”. Quem surgiu, porém, na mente de Deus, para conciliar as razões da misericórdia com os motivos da justiça, a exaltar a “misericórdia tão prezada de se elevar gloriosa sobre as execuções da mesma justiça?”A resposta no-la dá, muito engenhosamente, o mesmo citado Vieira: “a misericórdia levou o Onipotente a plantar fora do Paraíso uma outra árvore da vida e a entregou à custódia de outro querubim, não armado de fogo, senão de luz, o qual não só defendesse mas cultivasse a mesma árvore, e com seus frutos recuperasse aos homens a saúde e lhes acrescentasse a vida. A árvore foi a ciência da medicina, e o querubim é o médico”. Por tudo, isto sejamos sempre agradecidos a nossos médicos, cuja sabedoria nos conserva a vida, dom preciosíssimo de Deus. O Criador  nos concede a vida, os médicos no-la protegem contras as doenças!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2820545351277523402?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2820545351277523402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/honra-aos-medicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2820545351277523402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2820545351277523402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/honra-aos-medicos.html' title='HONRA AOS MÉDICOS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8388446845913966552</id><published>2010-11-23T07:14:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T07:14:57.062-08:00</updated><title type='text'>VIVER NA PRSENÇA DE DEUS</title><content type='html'>VIVER NA PRESENÇA DE DEUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Viver na presença de Deus é o grande meio para se exercitar nas virtudes. Trata-se de uma oração virtual que continua através das mínimas atividades de cada instante, mesmo porque o pensamento se eleva continuamente até o Ser Supremo. Tal foi a ordem dada pelo Criador a Abraão: “Caminha na minha presença e sê perfeito” (Gn 17,1). É o que recomendava Tobias a seu filho: “Todos os dias de tua vida tem sempre a Deus em tua mente” (Tb 4,6). Assim se expressou Davi: "Meus olhos estão sempre fixos no Senhor, porque ele livrará do laço os meus pés" (Sl 24,15). O sábio São Boaventura aconselha: “Convém que com o esforço do intelecto e o fervor do coração te dirijas a teu Senhor, de tal modo que, olvidado de todas as coisas inferiores, tudo o que realizas, onde quer que te encontres, em qualquer negócio que te ocupes, de dia e de noite, em toda hora e em todo momento tenhas sempre presente a Deus na tua memória”. Indo ao fundamento filosófico desta realidade vivencial se depara a explicação: a imensidade e a onipresença do Todo-poderoso que está em todas as coisas. Isto se dá de três maneiras: pela potência, pois tudo está submisso a seu supremo domínio; pela presença, enquanto tudo ele vê e penetra; por essência, enquanto Ele é a plenitude do ser e a causa primeira de tudo que existe, pois é Ele quem comunica a existência, a vida, o movimento. Aos doutos de Atenas pregava São Paulo: “Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: Nós somos também de sua raça” (Atos 17,28). Com razão o salmista asseverou: “Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar? Se subir até os céus, ali estareis; se descer à região dos mortos, lá vos encontrareis também. Se tomar as asas da aurora, se me fixar nos confins do mar, é ainda vossa mão que lá me levará, e vossa destra que me sustentará. Se eu dissesse: Pelo menos as trevas me ocultarão, e a noite, como se fora luz, me há de envolver. As próprias trevas não são escuras para vós, a noite vos é transparente como o dia e a escuridão, clara como a luz (Sl 138,10-12). O embasamento teológico desta verdade é a habitação da Santíssima Trindade  na alma que está em estado de graça. Deus está de uma maneira íntima na alma do justo e reside nela conforme as palavras do Mestre divino: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada" (Jo 14,23).  O Todo-poderoso  adota o batizado como seus filhos, não por uma ficção legal como nas adoções humanas, senão por meio de uma participação real da divina natureza, com o dom de uma nova vida que faz o cristão semelhante a Ele, seus herdeiros, co-herdeiros com Cristo e consortes da divina natureza. Foi o que São Paulo explicou maravilhosamente: "Conseqüentemente, já não sois hóspedes nem peregrinos, mas sois concidadãos dos santos e membros da família de Deus" (Ef 2,19).  São Pedro também mostrou esta dignidade excelsa ao afirmar: "Temos entrado na posse das maiores e mais preciosas promessas, a fim de tornar-vos, por este meio, participantes da natureza divina, subtraindo-vos à corrupção que a concupiscência gerou no mundo".(2 Pd 1,4).&lt;br /&gt;Esta familiaridade com Deus ocasiona doce confiança, profunda paz e íntimas consolações. Mostra a nobreza sobrenatural do ser pensante, o que magnificamente lembra o Apóstolo: "Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Cor 3,16) [...] "Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?" (1 Cor 6,19).  É preciso viver em função destas verdades! * Professor no Seminário de Mariana de 1967 a 2008.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8388446845913966552?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8388446845913966552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/viver-na-prsenca-de-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8388446845913966552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8388446845913966552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/viver-na-prsenca-de-deus.html' title='VIVER NA PRSENÇA DE DEUS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8626783060207592590</id><published>2010-11-23T07:12:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T07:14:11.760-08:00</updated><title type='text'>UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA ARTE DE VALÉRIA VIDIGAL</title><content type='html'>UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA ARTE DE VALÉRIA VIDIGAL &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho, da Academia Mineira de Letras.&lt;br /&gt;O objetivo deste texto é enfocar a arte de Valéria Vidigal, numa tentativa de abordagem de sua mensagem sob ângulo ainda não visualizado pela crítica. A partir de uma realidade que existe, sob o prisma da filosofia da história, uma interpretação dentro da filosofia da arte. Parte-se das premissas de que a obra de arte é o reflexo da essência do ser e o artista é um ser situado. Uma visão global das telas da referida artista revela que, de fato, quem se dedica às belas artes, está sempre lançado numa situação histórica que imerge numa tensão existencial. Logo aparece então o caráter essencial de sua produção, isto é, o significado marcante de obras que vão sendo criadas. De acordo com a teoria de Taine, a arte, sendo a manifestação máxima da consciência comum, deve se concretizar num tema que condensa uma mensagem, atingindo a alma de toda uma sociedade, como fruto de algo que brota de dentro do artista. No que tange a Valéria Vidigal este tema é o café como expressão de valores específicos.  Quando o artista reúne as cores para expressar maravilhas da natureza, mas tem como foco, um alimento do qual realça as virtualidades, ele atinge o sublime. Une de fato de uma maneira muito palpável o Criador e as criaturas racionais a um determinado ser ao qual empresta sua voz para cantar as grandezas divinas e suas benesses. Percebe-se que a arte de Valéria Vidigal é um processo artístico desencadeado num contexto hereditário, pessoal, específico, manifestando todo um estado de espírito. Há uma convergência do amor à profissão paterna e da dileção ao Brasil, desabrochando em produções maravilhosas que enlevam. O que se esquece muitas vezes é  que a arte fala aos cinco sentidos e ao mais profundo da alma humana, dado que pela arte o ser humano tem capacidade de pôr em prática suas idéias, seus sentimentos, valendo-se da faculdade de dominar a matéria. Eis por que ao se contemplar as telas de Valéria Vidigal todos os valores do café vêm à tona, inclusive pelas cores empregadas com tonalidades que encantam. Para os olhos a beleza de seus grãos e das paisagens; para o olfato o aroma delicioso; para os ouvidos o murmúrio imaginado dos agricultores a lançarem na terra as sementes; para o tato  a recordação das vezes com que com emoção se prepara esta bebida e se toma dele  uma xícara, e logo se recorda o paladar inconfundível desta planta universalmente apreciada. Tudo isto toca o íntimo de quem observa tais telas. Com efeito, como Gilberto Freyre ensina “... grande parte do não eu só se deixa esclarecer pelo eu do indagador, pelo seu poder de compreensão, de empatia, digamos mesmo imaginação  imaginação científica e mesmo poética  e não apenas pelas técnicas de experimentação e mensuração”. Importa, então, captar o teor humano transmitido através de qualquer obra de arte, perquirindo-lhe caracteres particulares. É este o papel da filosofia: detectar o âmago do conhecimento das coisas e das mensagens. A filosofia não cria os fatos, mas os depara através da história e então procura compreendê-los, captando aspectos que até conduzem a uma mais exata visão de uma realidade abordada, possibilitando estabelecer uma real ontologia que leva, inclusive, a explicar seu valor específico.  Nas telas de Valéria Vidigal, devidamente analisadas, se atina seu significado mais recôndito, penetrando o universo de suas significações, objetivando não uma exegese sumária, mas buscando uma intuição de uma idéia que sintetiza um produto importante de nossa cultura, ultrapassando o simples plano descritivo, ostentando sua riqueza ontológica.  Este tema do café brasileiro aparece então exprimindo tendências atuantes. Trata-se de um tema de caráter social, dado que a arte, sendo a expressão máxima da consciência humana, se concretiza num objeto ou num personagem, que condensa o tipo ideal, a alma de toda uma sociedade. Ora, o café é tão importante para o Brasil que o Brasão das Armas nacionais apresenta um ramo desta planta e uma de fumo, representando as riquezas agrícolas da época com a inscrição «República Federativa do Brasil - 15 de novembro de 1889. Por tudo isto a arte de Valéria Vidigal tem um significado filosófico que muito a valoriza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-8626783060207592590?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/8626783060207592590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/uma-analise-filosofica-da-arte-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8626783060207592590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/8626783060207592590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/uma-analise-filosofica-da-arte-de.html' title='UMA ANÁLISE FILOSÓFICA DA ARTE DE VALÉRIA VIDIGAL'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2510542139584120887</id><published>2010-11-23T07:04:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T07:12:50.783-08:00</updated><title type='text'>A QUEM POSSUI SERÁ DADO MAIS AINDA</title><content type='html'>A QUEM JÁ POSSUI SERÁ DADO MAIS AINDA. &lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;As palavras de Cristo “a quem possui será dado mais ainda” (Lc 19,26) têm suscitado profundas reflexões através dos tempos. Um dos aspectos a serem considerados é este: Quem possui a fé,  possui uma riqueza incomensurável, mas quem se santifica pelas boas obras recebe mais ainda, dado que se apresentará um  dia diante de seu Senhor repleto de merecimentos. São Tiago foi claro: “A fé sem as obras é morta” e é  se santificando que se possui uma fé viva e que faz o cristão dar frutos abundantes para a vida eterna. São Paulo aconselhou aos Coríntios: “Tende as vistas voltadas para a perfeição” ( 2 Cor 13, 11). Ele repetia as palavras de Cristo: “Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito” (Mt 5,48).  A obrigação de aspirar a esta perfeição se fundamenta portanto numa ordem expressa do Mestre divino. Como a perfeição de Deus é infinita, a busca da santidade é uma rota para o cristão até o último instante de vida num esforço contínuo dentro de suas limitações. Para tanto cumpre estar diante do Ser Supremo não como escravos temerosos de castigos presentes ou futuros, não como mercenários que só pensam na recompensa que Deus há de dar aos bons, mas como filhos e amigos. Os filhos verdadeiros amam e servem o pai por amor. As almas mais perfeitas tendem para Deus como o melhor e mais amante dos pais. O prêmio e a punição são considerados como algo secundário. O cristão que busca a perfeição ama a Deus porque se sente amado por Ele. Daí resulta um amor mútuo. A causa de amar é o amor e o fim do amor é amar sempre mais. É o que os místicos chamam de amor puro de benevolência que deve alicerçar o projeto de vida de todo cristão. Este é o motivo  mais perfeito, esta é a reta intenção mais elevada e mais desinteressada que leva a quem possui a receber mais ainda daquele que é a fonte de todo bem. As obras inspiradas pela caridade perfeita de Deus e do próximo são as mais agradáveis ao Ser Supremo e também, por consequência, as mais meritórias. Quem se alimenta, por exemplo, já possui a saúde corporal, mas quem toma o alimento para retemperar as forças para trabalhar com mais afinco para a glória de Deus e salvação das almas é um motivo muito superior que produz o mérito da obra. Dá-se o que Jesus falou: “A quem já possui será dado mais ainda”. Tudo depende das boas intenções.  Para crescer na perfeição   tudo quanto pensa, deseja e pratica o cristão tem  por objetivo unicamente comprazer a Deus, cumprir sua santa vontade e lhe dar a maior glória que seja possível. Isto significa adiantar na perfeição. A retidão de intenção que leva à santidade de vida pode parecer fácil, mas na prática não o é. Há elementos estranhos que podem obscurecer a limpidez da ação. Em tudo deve andar longe o amor próprio, a vanglória, a rotina. Para crescer na perfeição é preciso estar sempre na presença de Deus que vê todos os atos internos e externos. Isto ajuda a obrar com espírito de fé, a viver uma vida interior e de recolhimento, donde o valor imenso das jaculatórias, aspirações que se tornam a respiração mesma da alma. Os grandes santos cresciam dia a dia na perfeição por que tudo faziam como se fosse o último ato de suas vidas. Isto leva a santificar o momento presente, deixando sempre o futuro nas mãos de Deus. A vida humana se compõe de instantes. Se o cristão santifica cada um deles, os santificará todos e, portanto, a vida inteira. Por tudo isto cumpre renovar com frequência o desejo de só querer agradar a Deus. A boa intenção pode ser atual, quando influencia presentemente a obra; virtual, quando se realiza em virtude de um ato anterior que, todavia, continua influenciando aquela atividade; habitual, quando a alma está sempre unida a Deus. Tudo isto leva o cristão a praticar tudo com fervor, com ânimo, com toda a energia da vontade, pondo em tudo todo o empenho possível. Desta maneira aumentará continuamente o mérito  e se realiza o que Jesus falou: “A quem possui será dado mais ainda”. O segredo da vida cristã é fazer de modo extraordinário as coisas ordinárias da vida. O cristão piedoso  acompanha a obra exterior com  espírito interior.  Nada faz por capricho ou levado pelo amor de si mesmo, pela vaidade, mas só por Deus e para Deus.  Deste modo o discípulo de Cristo se torna um poeta que canta continuamente o louvor divino, contemplando as maravilhas de sua graça e de sua bondade na alegria ou na tristeza, na saúde e na doença. Eis porque São Paulo orientou de maneira realmente sábia: “Quer comais quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor 10,31).Deus criador de tudo criou o ser racional para conhecê-lo, amá-lo e servi-lo neste mundo e, depois, possuí-lo durante toda a eternidade. Oferece Ele a todos meios quer  na ordem natural e quer na ordem sobrenatural. Quem os sabe valorizar os possui e a ele será dado muito mais. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2510542139584120887?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2510542139584120887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/quem-possui-sera-dado-mais-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2510542139584120887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2510542139584120887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/quem-possui-sera-dado-mais-ainda.html' title='A QUEM POSSUI SERÁ DADO MAIS AINDA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-4709848293793279660</id><published>2010-11-23T07:03:00.002-08:00</published><updated>2010-11-23T07:04:46.846-08:00</updated><title type='text'>SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS</title><content type='html'>SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A  memória de todos os santos une de uma maneira especial a Igreja militante da terra à Igreja Triunfante do céu. Ao se recordar a felicidade dos que já se acham na Jerusalém celeste acende-se no coração dos fiéis o desejo intenso de seguir os seus passos. Reaviva esta festa o anseio de, um dia, todos que ainda se acham neste vale de lágrimas, obterem a mesma sorte. Disto resulta o pedido da proteção daqueles que já gozam da visão de Deus e que são, de fato, intercessores poderosíssimos na presença do Altíssimo. Os exemplos dos que adentraram as portas da eternidade feliz junto do Ser Supremo arrastam para o caminho da santidade. O fato de os considerarmos bem-aventurados suscita a aspiração de tal beatitude. Como grande, porém, é a fraqueza humana a proteção advinda dos que se acham  perto do trono divino é penhor do triunfo final. Neste caso, no dia de  todos os santos, cada fiel se lembra também de seus parentes  e amigos que, embora não tenham sido canonizados e não estejam nos altares das igrejas, já se acham na Casa do Pai e recebem hoje idêntica honra com todos os grandes heróis canonizados. Eles pelo fato de desejarem junto de si os que tanto amaram neste mundo fazem com que alcancem graças abundantes para que estes entes queridos não percam o rumo do céu. Deste modo, festejar todos os santos ganha um sentido maravilhoso, além de lançar para longe a indolência na prática do bem, o tédio na luta diária contra o mal e o descuido em combater toda espécie de erro. Fortifica-se a fé, robustece-se a esperança e tonifica-se o amor a Deus e ao próximo. Eis porque a liturgia deste dia apresenta o texto das bem-aventuranças que ostentam as características do cidadão do Reino de Deus. Quem quiser estar por todo sempre na companhia dos santos há de subir estes degraus da vida espiritual. Em  primeiro lugar a humildade: “Bem-aventurados os pobres em espírito”, ou seja, aqueles que reconhecem sua finitude, sua insignificância perante a majestade divina. Aí se está o fundamento da vida espiritual que permite, já na terra, a união com Deus que resiste aos soberbos. Perante, porém, as fraquezas humanas, “felizes os que choram, porque serão consolados”.  As lágrimas interiores que jorram de um arrependimento sincero pelas faltas cometidas redimem e trazem, realmente, consolo, alegria, imperturbabilidade.  Adite-se que venturosos são os mansos, dado que possuirão esta terra e a eternidade em decorrência. O manso não é nunca impiedoso e rude com os outros e irradia a paz, a segurança, o bem-estar. Cristo acrescenta que são afortunados os misericordiosos, uma vez que garantem para si a misericórdia divina. Donde serem ditosos os pacíficos, os quais serão chamados já neste mundo os verdadeiros filhos de Deus. A paz é o sinal da presença divina no interior de cada um e se irradia por toda parte.  Para se adentrar no céu, contudo, é preciso ainda ter fome e sede de justiça e estes bem-aventurados serão saciados neste e no outro mundo. Trata-se do fogo vivo do amor divino que refulgia nos apóstolos, nos profetas, nos mártires e em milhares de outros santos. Fome e sede do amor sagrado que torna a alma forte nos trabalhos, nos sofrimentos, nas privações.  Os santos que hoje festejamos estão lá no céu porque foram puros e Jesus foi claro: “Bem-aventurados os corações puros, porque eles é que verão a Deus”. Quem se encharcou neste mundo na imoralidade, no desregramento, na obscenidade não entrará no reino dos santos. Aí está o estímulo para que se pratiquem sempre o sexto e o nono mandamentos e não se aprove a miséria dos vícios que deslustram a grandeza de um cristão. Os que condenam veementemente o que é indecente e indigno de um batizado são perseguidos  e injuriados, mas Cristo os proclama venturosos, porque enorme é sua alegria  nos céus, onde grande será a recompensa. Deste modo, a solenidade de todos os santos é um convite vibrante a que se vivam as bem-aventuranças. É a lembrança de que a terra, o mundo terrestre, esta vida temporária são transitórios.  Há uma vida eterna, uma felicidade e um júbilo que não terminarão jamais. Para  lá chegar, porém, é preciso o desapego, o arrependimento sincero, a mansidão, a fome e a sede de justiça, a pureza de coração, a paz de espírito, a misericórdia e o triunfo sobre as perseguições humanas dos adeptos de satanás. Apenas assim se chegará  um dia á cidade dos santos. * Professor no seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-4709848293793279660?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/4709848293793279660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/solenidade-de-todos-os-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4709848293793279660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/4709848293793279660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/solenidade-de-todos-os-santos.html' title='SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-6869716307198320363</id><published>2010-11-23T07:03:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T07:03:54.471-08:00</updated><title type='text'>O REI DO UNIVERSO</title><content type='html'>O REI DO UNIVERSO&lt;br /&gt; Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Pilatos, ironicamente, mandou fixar em hebraico, grego e latim sobre a Cruz de Jesus estes dizeres: “Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus (Jo 19,19). Sem o saber aquele Prefeito da província romana da Judéia foi o instrumento da Providência divina, proclamando até a consumação dos séculos a realeza do Crucificado. Soberania asseverada em hebraico, o que mostra o império religioso de Cristo-Rei; em grego, afirmando seu domínio na inteligência e na cultura; em latim, anúncio de  sua autoridade no campo político, jurídico e social. Pilatos havia antes perguntado a Jesus: “Tu és rei”? Recebeu esta resposta: “Tu o disseste, eu sou rei. Para isto é que eu nasci e para isto é que vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que ama a verdade escuta a minha voz! (Jo 31,17). Por isto é que nos arquivos dos povos, nos arcanos das gentes, nos registros das nações, não se depara frase mais bela do que aquela que afixaram no alto da Cruz. Percorram-se as formosas expressões hieroglíficas. Perquiram-se  os famosos ditos em caracteres cuneiformes. Vejam-se os lindos versos gregos ou romanos, gravados na pedra, no mármore, nos metais. Percorram-se as mais notáveis inscrições dos túmulos, famosos que sejam os heróis aí sepultados. Não se encontrará após tal pesquisa, título mais real e pulcro a sintetizar verdade grandiosa que compendia toda a história humana. Forjado embora  na irrisão, ele encerra a mais fúlgida das realidades. Os amigos de Jesus depois a retiraram, pois, aqueles a quem o remoque  a inspirou poderiam vir destruí-la. A Cruz já era um trono. O império de Cristo iria se estender por toda a terra. O Centurião já proclamara sua divindade: “Este era verdadeiramente o Filho de Deus” (Mc 15,39). Deus, realmente reinou do alto do madeiro, como canta a Liturgia da sexta-feira santa. Jesus Nazareno é rei. Dezenove séculos depois a magna verdade foi enunciada novamente pelo papa Pio XI. Este contemplou o fenômeno maravilhoso de um reinado na inteligência, na vontade e no coração do homem, por ser Jesus a própria verdade, a própria bondade e o oceano imenso de amor. Reinado a se espalhar por toda a sociedade, não só misticamente, silenciosamente, no íntimo de cada alma humana, mas ainda visivelmente, de maneira pública, inspirando os governos, os chefes de Estado, informando as leis, dando seu espírito às artes, penetrando as universidades, as escolas, falando pela boca dos magistrados. Honras públicas de todas as nações. Rei da História, fato de novo proclamado por Pio XII. Este, profeticamente, mostrou a influência decisiva de Cristo a enfronhar um novo modo de vida que raiava, uma esperança fagueira para novos dias. Reinado de verdade e de vida, de santidade e graça, de justiça, de amor e de paz, como reza o prefácio da Missa de Cristo-Rei. João Paulo II também exaltaria este Rei em inúmeros documentos e, com uma profundidade admirável, ensinou: “O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa, que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível”. Esta realeza foi solenemente pregada no alto da Cruz: Jesus é Rei! Jesus de Nazaré é Rei dos Judeus. Ele é o primeiro dentre os de sua nobre raça, dentre os mais ilustres de seu ilustre povo, dentre os que se tornaram célebres na história de Israel. Ele mesmo proclamou sua supremacia sobre Abraão que anelava por ver o seu dia. Sua sabedoria e seu poder ofuscaram a Jacó, Moisés, Josué, Salomão. Profetas famosos prepararam-Lhe a vinda. Ele é, de fato, Rei  dos Judeus ante quem se curva todo o Antigo Testamento. Nós nos ufanamos por ter como nosso Chefe,  nosso Rei, um que pertenceu ao povo eleito, ao povo escolhido. Nosso Rei é Jesus, Rei dos judeus, Rei de todos os povos, por que Ele a todos resgatou. Jesus havia explicado porque ele é Rei: “Tudo me foi dado pelo meu Pai” (Mt 11,27) [...] “Todo poder me foi outorgado no Céu e sobre a terra” (Mt 28,18). Cumpre, porém, que o cristão reflita se, de fato, Cristo reina em todas as dimensões de sua vida, de tal forma que todos os pensamentos, todos os planos estejam imbuídos dos ensinamentos deste Soberano Senhor. É preciso que o seguidor de Cristo esteja submetido inteiramente à sua autoridade suprema. Além disto, é dever de cada batizado cooperar para que o reinado de Cristo-Rei se estenda por toda parte, não apenas em cada coração, em cada lar, mas na sociedade em geral. Apenas assim, se poderá proclamar sinceramente: “Cristo vive, Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera”. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-6869716307198320363?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/6869716307198320363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-rei-do-universo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6869716307198320363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/6869716307198320363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-rei-do-universo.html' title='O REI DO UNIVERSO'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2287332167574537344</id><published>2010-11-23T07:01:00.002-08:00</published><updated>2010-11-23T07:02:50.708-08:00</updated><title type='text'>O RESPEITO PARA COM OS ANCIÃOS</title><content type='html'>O REI DO UNIVERSO&lt;br /&gt; Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Pilatos, ironicamente, mandou fixar em hebraico, grego e latim sobre a Cruz de Jesus estes dizeres: “Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus (Jo 19,19). Sem o saber aquele Prefeito da província romana da Judéia foi o instrumento da Providência divina, proclamando até a consumação dos séculos a realeza do Crucificado. Soberania asseverada em hebraico, o que mostra o império religioso de Cristo-Rei; em grego, afirmando seu domínio na inteligência e na cultura; em latim, anúncio de  sua autoridade no campo político, jurídico e social. Pilatos havia antes perguntado a Jesus: “Tu és rei”? Recebeu esta resposta: “Tu o disseste, eu sou rei. Para isto é que eu nasci e para isto é que vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que ama a verdade escuta a minha voz! (Jo 31,17). Por isto é que nos arquivos dos povos, nos arcanos das gentes, nos registros das nações, não se depara frase mais bela do que aquela que afixaram no alto da Cruz. Percorram-se as formosas expressões hieroglíficas. Perquiram-se  os famosos ditos em caracteres cuneiformes. Vejam-se os lindos versos gregos ou romanos, gravados na pedra, no mármore, nos metais. Percorram-se as mais notáveis inscrições dos túmulos, famosos que sejam os heróis aí sepultados. Não se encontrará após tal pesquisa, título mais real e pulcro a sintetizar verdade grandiosa que compendia toda a história humana. Forjado embora  na irrisão, ele encerra a mais fúlgida das realidades. Os amigos de Jesus depois a retiraram, pois, aqueles a quem o remoque  a inspirou poderiam vir destruí-la. A Cruz já era um trono. O império de Cristo iria se estender por toda a terra. O Centurião já proclamara sua divindade: “Este era verdadeiramente o Filho de Deus” (Mc 15,39). Deus, realmente reinou do alto do madeiro, como canta a Liturgia da sexta-feira santa. Jesus Nazareno é rei. Dezenove séculos depois a magna verdade foi enunciada novamente pelo papa Pio XI. Este contemplou o fenômeno maravilhoso de um reinado na inteligência, na vontade e no coração do homem, por ser Jesus a própria verdade, a própria bondade e o oceano imenso de amor. Reinado a se espalhar por toda a sociedade, não só misticamente, silenciosamente, no íntimo de cada alma humana, mas ainda visivelmente, de maneira pública, inspirando os governos, os chefes de Estado, informando as leis, dando seu espírito às artes, penetrando as universidades, as escolas, falando pela boca dos magistrados. Honras públicas de todas as nações. Rei da História, fato de novo proclamado por Pio XII. Este, profeticamente, mostrou a influência decisiva de Cristo a enfronhar um novo modo de vida que raiava, uma esperança fagueira para novos dias. Reinado de verdade e de vida, de santidade e graça, de justiça, de amor e de paz, como reza o prefácio da Missa de Cristo-Rei. João Paulo II também exaltaria este Rei em inúmeros documentos e, com uma profundidade admirável, ensinou: “O Reino de Deus não é um conceito, uma doutrina, um programa sujeito a livre elaboração, mas é, acima de tudo, uma Pessoa, que tem o nome e o rosto de Jesus de Nazaré, imagem do Deus invisível”. Esta realeza foi solenemente pregada no alto da Cruz: Jesus é Rei! Jesus de Nazaré é Rei dos Judeus. Ele é o primeiro dentre os de sua nobre raça, dentre os mais ilustres de seu ilustre povo, dentre os que se tornaram célebres na história de Israel. Ele mesmo proclamou sua supremacia sobre Abraão que anelava por ver o seu dia. Sua sabedoria e seu poder ofuscaram a Jacó, Moisés, Josué, Salomão. Profetas famosos prepararam-Lhe a vinda. Ele é, de fato, Rei  dos Judeus ante quem se curva todo o Antigo Testamento. Nós nos ufanamos por ter como nosso Chefe,  nosso Rei, um que pertenceu ao povo eleito, ao povo escolhido. Nosso Rei é Jesus, Rei dos judeus, Rei de todos os povos, por que Ele a todos resgatou. Jesus havia explicado porque ele é Rei: “Tudo me foi dado pelo meu Pai” (Mt 11,27) [...] “Todo poder me foi outorgado no Céu e sobre a terra” (Mt 28,18). Cumpre, porém, que o cristão reflita se, de fato, Cristo reina em todas as dimensões de sua vida, de tal forma que todos os pensamentos, todos os planos estejam imbuídos dos ensinamentos deste Soberano Senhor. É preciso que o seguidor de Cristo esteja submetido inteiramente à sua autoridade suprema. Além disto, é dever de cada batizado cooperar para que o reinado de Cristo-Rei se estenda por toda parte, não apenas em cada coração, em cada lar, mas na sociedade em geral. Apenas assim, se poderá proclamar sinceramente: “Cristo vive, Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera”. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2287332167574537344?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2287332167574537344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-respeito-para-com-os-anciaos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2287332167574537344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2287332167574537344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/o-respeito-para-com-os-anciaos.html' title='O RESPEITO PARA COM OS ANCIÃOS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2863790896589236825</id><published>2010-11-23T06:56:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T07:00:54.158-08:00</updated><title type='text'>A CONVERSÃO NECESSÁIRA</title><content type='html'>A CONVERSÃO NECESSÁRIA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Na temática de João Batista aparece com destaque a questão da conversão. Ele pregava: “Convertei-vos, porque o reino dos céus está próximo [...] Produzi frutos que provem a vossa conversão” (Mt 3,2.8). No profeta Ezequiel está uma explicação desta atitude a ser tomada: “Convertei-vos! Afastai-vos do mau caminho que seguis; por que haveis de perecer, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33,11). A boa vereda é a traçada pelo Ser Supremo. Há, então, trilhas desconcertantes e lemos em Isaías o alerta divino: “Meus caminhos não são os vossos caminhos, diz o Senhor (Is 56,8). No Antigo Testamento está clara a doutrina das duas estradas, ensinamento que sintetiza a conduta moral dos seres racionais. O salmista proclama: “Deus conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios acaba mal (Sl 1,6). Adverte o Livro dos Provérbios: “A senda dos justos é como a luz da aurora, que vai clareando até ao pleno dia. Ao contrário o caminho dos ímpios é como nas trevas: não vêem onde vão tropeçar” [...] A vida acha-se nos caminhos da justiça, mas a vereda tortuosa conduz à morte” (Pv 4,18-19;12,28). Converter-se significa então, segundo os textos bíblicos, praticar as virtudes, fugir dos vícios, ser fiel à verdade, procurar a paz. As trilhas tortuosas é o lugar por onde andam os insensatos, os prevaricadores, os perversos e elas levam à perdição e à morte. Entre estas duas vias cada um tem a liberdade de escolha, mas fica com a responsabilidade da opção que faz. É o Deus diz no último livro do Pentateuco: “Olha que hoje sugeri: a vida com o bem, e a morte com o mal” (Dt 30,15). Ele não impõe, mas propõe, pois respeita o livre arbítrio com que mimoseou o homem, exatamente para que houvesse mérito nas boas ações. Cristo vindo a este mundo deixou claro que estreito é a senda da salvação (Mt 7,13) e se mostrou como o caminho vivo e verdadeiro (Jo 14,6). A conversão significa, portanto, colocar os passos nos passos de Jesus. É aspecto que caracteriza a vida cristã inteira. Quando ocorre um extravio, cumpre reconhecer o erro, dispondo-se a receber o dom de Deus que perdoa sempre e oferece a cura espiritual. Com a graça divina é possível reencontrar a trilha que leva ao céu. Converter-se é crer firmemente que cada um foi feito capaz de amar sempre a Deus com relação íntima e filial. É sentir-se em comunhão jubilosa com Cristo para realizar junto com Ele a vontade do Pai. É participar do mistério da Encarnação e da Páscoa que introduz na vida dos predestinados à gloria eterna. Converter-se é renascer continuamente para a vida ressuscitada com Cristo. A existência do cristão deve ser uma conversão ininterrupta. Não é somente purificar-se do estado pecaminoso, mas também progredir na via da ascese. É tomar-se cada vez mais imerso no Espírito Santo, até sentir-se comprometido com escolha pessoal e fundamental da aquisição da vida de amor a Deus e ao próximo. O cristão convertido sabe que é um peregrino, como ser que vive debaixo da tenda em condição provisória, como pessoa que jaz sob a lei fundamental de uma mudança sempre mais profunda nas vias da santificação pessoal. É um ser inteiramente inserido na dinâmica do mistério cristológico. Os teólogos lembram que há uma segunda conversão, ou seja, a passagem do estado da disposição de desapego do mal para a condição de consagração total ao bem, segundo a diretriz de Jesus: “Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito” (Mt 5,48). Isto, é evidente, dentro dos limites humanos, mas sempre com um esforço persistente de melhorar sem desânimo. Deste modo, não apenas se ultrapassa uma existência honestamente boa, mas se foge de uma prática virtuosa medíocre. O cristão passa desta forma não só em viver na graça santificante, longe do pecado, mas, mais ainda interioriza o processo salvífico. As verdades evangélicas aparecem em nova luz e as ações espirituais têm sentido profundo de uma renovação total, transformação fundamental de pensamentos e ações. Tal o ideal a ser buscado numa conversão que produz frutos opimos para a eternidade. *Professor no Seminário de Mariana, durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2863790896589236825?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2863790896589236825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/conversao-necessaira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2863790896589236825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2863790896589236825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/conversao-necessaira.html' title='A CONVERSÃO NECESSÁIRA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-2805905522269422267</id><published>2010-11-23T06:49:00.002-08:00</published><updated>2010-11-23T06:50:41.619-08:00</updated><title type='text'>JESUS, O DIVINO SALVADOR</title><content type='html'>JESUS, O DIVINO SALVADOR&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;O encontro de Jesus com Zaqueu oferece inúmeras reflexões para o contexto atual. Aquele chefe dos cobradores de impostos queria ver o famoso Rabi da Galiléia, cuja reputação tinha se espalhado por toda parte e era proclamado como o Messias que todos esperavam. Mesmo que fosse movido por mera curiosidade o fato dele subir a uma figueira para conhecer o notável taumaturgo é, de si, muito significativo. Fez um esforço que seria amplamente recompensado e que deixaria lição perene. Para receber as graças de Deus cumpre ao ser humano fazer de sua parte, sair de seu comodismo, pouco se importando com o que os outros vão dizer sobre a renúncia e as outras atitudes que o contato com o sobrenatural sempre requer numa disponibilidade total. Fosse hoje, por certo, a foto de Zaqueu percorreria o mundo com os comentários mais acerbos por parte dos seus conterrâneos, tanto mais que grande era a aversão para com aqueles funcionários arrendatários dos rendimentos públicos, sobretudo para com o gerente de todos eles. Estavam a serviço dos romanos, eram agentes do Império, o que ofendia os brios nacionalistas de Israel. Adite-se que Zaqueu era o homem mais rico de Jericó e, no entanto, por querer conhecer Jesus estava em cima de uma árvore como se fosse um fruto nativo. Qual não foi o seu espanto quando Cristo o olhou naquela situação tão patética e, mais ainda, quando este lhe disse que iria hospedar-se com ele. Admirável o exame de consciência que fez aquele homem que se logo se dispõe a reparar qualquer injustiça que tenha cometido. Jesus entrou na casa de Zaqueu e mais ainda penetrou fundo no seu coração, no íntimo de sua consciência. Para conquistar aquele pecador Cristo passou por cima de todos os preconceitos e deixou sua famosa sentença: “O Filho do homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. Muitos foram os que condenaram a atitude de Cristo indo à casa de um pecador, porque não entendiam a missão do Filho de Deus nem estavam empenhados na conversão dos que estavam no erro. Com a presença de Jesus a salvação entrou na casa de Zaqueu. Todo batizado tem obrigação de cooperar com o divino Salvador na sua obra redentora, trazendo as ovelhas tresmalhadas para o redil do Bom Pastor. Um apostolado do qual ninguém deve se eximir é o da oração e está ao alcance de toda classe de pessoas e de todos os sexos e condições sociais. Quantos Zaqueus mudaram de vida graças às preces insistentes dos pais, dos parentes, dos amigos, dos professores, dos alunos, dos namorados...! Aliás, os Apóstolos com a pregação e a oração evangelizaram os povos; as lágrimas e orações de Marta e Maria comoveram a Jesus que ressuscitou a Lázaro; os prantos de Santa Mônica converteram a Agostinho. São Francisco Xavier com suas preces missionou a Índia e o Japão. Inúmeras as almas de vida contemplativa que, com suas orações, converteram mais almas do que as fadigas de muitos missionários, como aconteceu com Santa Terezinha do Menino Jesus, reclusa no seu convento. Além disto, há o apostolado do sofrimento que é, por assim dizer, um reforço da oração. Dom Oscar de Oliveira narrou, em precioso artigo, o que ocorreu em certo lugar onde um jovem ficara paraplégico e oferecia seus sofrimentos pela conversão dos pecadores. Havia dias de fila em frente de sua casa feita por fiéis a lhe pedirem dedicasse algumas horas para a mudança de vida de pessoa querida que trilhava o mau caminho. Numerosas as conversões atestou o sábio Antístite comovido com tal apostolado. Cumpre ainda, porém, trabalhar na vinha do Senhor pela palavra. A língua tão pequenina pode, contudo, fazer muito bem ou muito mal. Quantos conselhos oportunos endireitaram a existência de pecadores! Uma palavra certa no momento exato faz maravilhas para o reino de Deus. A conversa amiga convence, orienta. Uma repreensão feita com diplomacia pode ser o início de uma vida nova. Muitos são os que com seus carismas e sua cultura prestam inestimável serviço através de palestras bem preparadas para as mais variadas reuniões pastorais. A freqüência aos Sacramentos é também uma pregação admirável, pois o exemplo arrasta. Quantos passam a não mais perder a Missa dominical arrastados por aqueles que são fiéis a este dever elementar do cristão. Nem se pode esquecer da necessidade da participação, sempre que possível, nas diversas organizações de pastoral que se multiplicam nas paróquias: acolhida, alanon, batismo, catequese, da criança e do menor, do dízimo, da dimensão social, da esperança, da família, dos grupos de oração, dos grupos juvenis, dos idosos, da liturgia. De acordo com os talentos pessoais e o tempo disponível é preciso participar cooperando com Jesus, o divino Salvador que foi à casa de Zaqueu e o converteu, mas que conta com cada cristão para continuar sua obra redentora. *Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-2805905522269422267?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/2805905522269422267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-o-divino-salvador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2805905522269422267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/2805905522269422267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/jesus-o-divino-salvador.html' title='JESUS, O DIVINO SALVADOR'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-3968541071549944038</id><published>2010-11-23T06:49:00.001-08:00</published><updated>2010-11-23T06:49:55.024-08:00</updated><title type='text'>FICAI PREPARADOS</title><content type='html'>FICAI PREPARADOS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Um alerta de Cristo que deve sempre ser recordado é este: “Ficai preparados, porque o Filho do homem vai chegar na hora em que menos o esperardes” (Lc 12,40). Esta advertência do Mestre divino imerge a alma no oceano da esperança. Isto significa verificar o dinamismo da vida espiritual, a fecundidade das próprias opções, é deixar de lado a lógica da eficácia tão falaz  dos recursos humanos e colocar a  vida na ótica da eternidade.  O encontro com Cristo após a trajetória terrena do batizado é uma decisão que se opõe frontalmente ao poder da morte. É uma orientação para o porvir, porque o amanhã   trará a realização plena dos mais recrescentes anelos humanos. Aquele que vive em plenitude  o momento presente faz de sua fé uma dedução vivencial, está sempre vigilante à espera do seu Senhor, quando este vier segundo os planos eternos de Deus para cada um. Como ensinou Santo Agostinho, o que se aguarda é simplesmente a felicidade total no seio de Deus, ainda que não se tenha um conhecimento abrangente do que há de ser esta sublime realidade, mas se possui certeza absoluta que será uma imersão definitiva naquele oceano infinito de amor que é o Ser Supremo. Cumpre, portanto, estar atentos na paciência e na disponibilidade à vontade divina. É ter sempre as lâmpadas acesas alimentadas pelo óleo de uma grande dileção a Deus, a qual deve enfronhar os mínimos atos da vida cristã. Este está convencido da assertiva de  São Pedro ao afirmar que quando aparecer o supremo Pastor receberá a coroa imperecível da glória (1 Pd 5,4). Foi assim que agiram e viveram os santos. O Papa Bento XVI, na sua encíclica sobre a esperança, fala de Josefina Bakhita, africana que viveu no século XIX e foi canonizada por João Paulo II. Ela sofreu as maiores atrocidades, mas estava firme em Deus seu “Parron”, como falava no seu dialeto, ou seja, o Deus vivo, o Deus de Jesus Cristo. Santa Terezinha de Lisieux cantou a misericórdia divina e levou a esperança ao seu limite por entre os sofrimentos do corpo e da alma, padecendo as angústias mais horripilas. Em vão o demônio a quis lançar na desesperança. Ela meditava e mentalizava o que ensinou São João da Cruz: “Deus aumenta de tal forma a esperança de uma alma que  sem cessar se volta para Ele, sem jamais abaixar os olhos para outro objeto e isto de tal forma que bem se pode  verdadeiramente  dela dizer: ela obtém tudo na medida em que ela espera confiante”. A confiança era a característica de Santa Terezinha que repetia sempre: “É confiança e unicamente a confiança que deve nos conduzir ao amor”.  Na trilha desta santa se colocou Madelein Delbrel, assistente social muito ativa em Ivry-sur Seine que era uma municipalidade comunista no século passado. Ela proclamava: “A esperança cristã cria em nós a capacidade de desejar e de receber o que por nós mesmos não poderíamos nem desejar receber, nem mesmo conhecer. A esperança é como a incessante respiração da alma que almeja um dia estar com Deus por toda a eternidade [g...]  A esperança cristã espera  em Jesus Cristo, espera em Deus. A esperança tem uma atividade e uma eficácia prodigiosas. Ela nos permite através de lutas, de esforços, de trabalhos ínfimos, transformar as circunstâncias ou os acontecimentos de nossa vida em acontecimentos eternos”. De fato, esta virtude faz com que se esteja sempre vigilante como advertiu de Jesus. Deste modo, o cristão não conhecendo a morte espiritual, se prepara para o beatífico encontro com Deus. Encontra energias novas e nunca resvala para a rotina. A esperança se liga assim à fé como se pode captar na existência dos grandes testemunhos da Bíblia como Abraão, a Virgem Maria, São Paulo. Eles atingiram a vigilância epistêmica, ou seja, aplicaram atenção cuidadosa sobre os conhecimentos advindos da revelação divina e as inspirações do Divino Espírito Santo, evitando o condicionamento das insinuações do mundo e do demônio. Desta maneira,  não se deixaram enganar, permanecendo atentos, vigilantes diante de Deus. Não permitiram a  alienação pela influência do egoísmo e permaneceram fiéis aos ditames de sua consciência jamais adormecida. Exercer o cuidado vigilante é um fator de sobrevivência espiritual. Ao ensinar aos seus discípulos “Ficai preparados” Jesus agiu como um admirável  mestre, indicando uma atitude filosófica e teológica de grande valia. O cristão em seu relacionamento interpessoal lá no íntimo de seu coração precisa continuamente estar consciente de que se acha plenamente preparado para entrar no Reino dos céus. Isto afastará  qualquer acomodação, qualquer ausência de vontade de crescer espiritualmente. Leva a redescobrir, ininterruptamente, o agir de Deus e conduz a uma completa adesão aos seus desígnios, numa comunhão absoluta com o Absoluto. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-3968541071549944038?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/3968541071549944038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/ficai-preparados_23.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3968541071549944038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/3968541071549944038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/ficai-preparados_23.html' title='FICAI PREPARADOS'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-9181410174247811108</id><published>2010-11-23T06:48:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T06:49:08.103-08:00</updated><title type='text'>A PRESENÇA EUCARÍSTICA</title><content type='html'>A PRESENÇA EUCARÍSTICA&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;A narrativa da multiplicação dos pães (Mt 15,20-37) traz à lembrança uma outra multiplicação ainda mais extraordinária, ou seja, a do Pão Eucarístico. Desde a instituição da Eucaristia no Cenáculo até nossos dias Cristo vem alimentando seus seguidores, que apreendem o que Ele asseverou: “Quem come a minha carne permanece em mim e eu nele”. (Jo 6,56). Jesus é, de fato, o Emanuel o “Deus conosco”. É o mesmo que está sentado à direita do Pai e é o Senhor da glória. Deste modo, o culto eucarístico fora da Missa é também uma antecipação da felicidade perene de uma eternidade da qual a Eucaristia, memorial de sua Paixão e Ressurreição, é penhor seguro. Eis porque a presença de Cristo na Eucaristia é um apelo permanente ao encontro pessoal com Ele. A presença de Jesus Eucarístico é fundada no dom de si e  no amor que liga o fiel a seu Senhor. Como se trata de uma presença real, substancial, pessoal ela permite a mais profunda realização de comunicação que se possa imaginar. Aí está o motivo pelo qual não apenas grandes santos, mas inúmeros cristãos de todas as classes sociais se deixam inebriar de imenso deleite espiritual diante dos Sacrários das Igrejas ou no momento da exposição solene  nas Horas Santas tão repletas de louvores ao Santíssimo Sacramento. Trata-se, deste modo, de uma presença dinâmica, transformadora, espiritual, mística. O cristão se expõe então à ação irradiante do Redentor, a qual, quando acolhida com dileção, opera maravilhas. Isto se dá todas as vezes que o fiel percebe que está diante do Divino Mestre e  se abre ao seu mistério e à sua transcendência numa atitude de fé, adoração, de ação de graças e súplica. A irradiação da bondade do Salvador inebria então a alma, fortificando-a para os embates da existência terrena. Para que o diálogo espiritual com Jesus produza todos os seus efeitos cumpre, porém, uma atitude de agradecimento não apenas pelas graças multiformes dele recebidas, mas também  reconhecimento da grandeza infinita do mistério de amor desta presença eucarística. Adorar, louvar, bendizer e dar graças eis, em síntese, qual deve ser a atitude perante a Hóstia Santa. Ela é a lâmpada de nossos passos e cajado em nosso caminho até a Casa do Pai. Diante dela a fé fica fortalecida, a esperança reafirmada, a caridade acalorada. Quando tudo isto ocorre, a alma entende a necessidade de silêncio e contemplação. Com efeito, o mistério eucarístico é interioridade que significa a comunhão de pensamento a pensamento, de coração a coração.  Disposição interior  que gera o desejo de harmonizar a prece com a vida, a fé com as obras. Dá-se um culto em espírito e verdade, em oposição ao culto vazio e externo que Cristo lamentava da parte de tantos de seus ouvintes. Por tudo isto, estar na presença de Jesus eucarístico conduz a um exame de consciência no sentido de aprimorar a busca da própria perfeição. A alma se sente como que invadida  pela graça divina que solicita sempre mais esforço, mesmo porque é o próprio Cristo a garantia deste nobre desejo. É que Jesus, presente no Sacramento da Eucaristia, não está inerte. Quer agir e, quando a alma capta seus recados, se torna tão poderosa a ação de Cristo que ela atingirá infalivelmente o ideal de uma vida cristã, prescrito por Ele próprio: “Sede perfeitos como o Pai celestial é perfeito” ( Mt 5,48). Cristo eucarístico vem ao coração de quem se coloca na sua presença com sua divindade, méritos, riquezas, para ser luz, via, verdade e santidade. A fim de ser a vida da alma,  para na alma viver Ele próprio e nela viver Sua Vida para o Pai. Ele vivifica com sua graça como o tronco de uma árvore vivifica os ramos com a seiva.  As almas verdadeiramente eucarísticas passam a repetir com São Paulo:”Vivo, não mais sou eu quem vive, é Jesus Cristo que vive em mim” (Gl 11,20). Ele locupleta o cristão com suas energias  para que, em qualquer circunstância, se possa agir como Ele o faria em seu lugar e cumprir, sob sua influência, a missão providencial que a cada um incumbe na síntese do seu plano de amor sobre o mundo. Como, contudo, Jesus não vivifica o cristão senão na medida em que este o aquiesce, se conformando com sua vontade santíssima, o estar diante do Sacrário já é um gesto de anuência à sua ação vivificadora. Maravilhas, realmente,  se dão diante do Sacrário, pois ali está, verdadeiramente, o Pão descido do céu! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7122867007873222425-9181410174247811108?l=conegovidigal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://conegovidigal.blogspot.com/feeds/9181410174247811108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/presenca-eucaristica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9181410174247811108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7122867007873222425/posts/default/9181410174247811108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://conegovidigal.blogspot.com/2010/11/presenca-eucaristica.html' title='A PRESENÇA EUCARÍSTICA'/><author><name>conegovidigal</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13966471325511866729</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_uc1WR5dD8uo/SW3hMIliJ3I/AAAAAAAAAAM/Pu9TXUpeIIQ/S220/C%C3%B4nego.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7122867007873222425.post-8089915566229341766</id><published>2010-11-23T06:41:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T06:48:20.983-08:00</updated><title type='text'>A MANIFESTAÇÃO DE JESUS</title><content type='html'>A MANIFESTAÇÃO DE JESUS&lt;br /&gt;Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*&lt;br /&gt;Epifania é uma palavra grega, que significa manifestação. Jesus é adorado pelos  Magos  que Lhe foram ao encontro por meio da estrela. Este fato marca a revelação do Redentor a todos os povos. Ele se manifestará aos judeus ao ensejo do batismo de João no rio Jordão, ocasião em que se deu o testemunho do Pai e do Espírito Santo. Aos discípulos sua primeira manifestação será nas Bodas de Caná,  quando ele muda a água em vinho. Através de seus milagres e, sobretudo, de sua admirável ressurreição dos mortos Ele deixará claro que era o Messias prometido, Salvador de todos os povos. Os Magos foram dignas primícias dos Gentios, iniciando toda esta série de sinais da obra salvífica. Dentro de pouco tempo as nações receberiam o anúncio de sua mensagem e os ídolos cairiam de seus falsos tronos. A redenção se entenderia por toda parte. Imperadores, reis, governantes,  homens e mulheres de todas as classes sociais e  das mais variadas nações se ajoelhariam diante dele. É esta realidade que a ida dos Magos até Je
